sábado, 30 de junho de 2012

Planeta dos Macacos - 2001




Sinopse: Após sofrer um acidente na espaçonave em que estava, Leo Davidson (Mark Wahlberg) chega em um planeta estranho e primitivo, onde os humanos migalham por sua subsistência, são caçados e escravizados por primatas tiranos, que formam o poder local. Sem concordar com a opressão imposta à raça humana, Leo logo se torna uma séria ameaça ao status quo local e dá início à uma revolução social no planeta. 





Por que ver?



Realize a minha fantasia e DESTRUA ESSA COISA!!



Vejamos como isso chegou a acontecer.


Dizem que a intenção em refilmar "O Planeta dos Macacos" pela 20th Century Fox vem desde 1993, quando o primeiro nome cogitado para assumir a direção foi o de Oliver Stone (Platoon no espaço, OI???)


Arnold Schwarzenegger mostrou interesse em "interpretar" o personagem que fora de Charlton Heston no filme original (seria algo como um soldado metendo bala nos macacos gente??), o que fez com que Stone desistisse do projeto. 

Schwarzenegger chegou a aprovar a escolha de Phillip Noyce para a direção, mas este preferiu dirigir o horrível e flopado "O Santo". Houve boatos de que James Cameron assumiria a direção (o que seria épico). 

Apenas em 2000 foi escolhido o diretor definitivo da nova versão de "O Planeta dos Macacos", que viria a ser Tim Burton;

E vamos ao que titio Burton fez. 


- Eu sou um péssimo ator, ouviu bem...! PÉSSIMO!


O filme tem belos efeitos especiais e maquiagem de primeira linha - uma das melhores da história do cinema, sem dúvidas (um ode a Rick Baker, esse homem é um monstro!!!) -, bela fotografia, direção de arte, figurinos (indicados ao Bafta) boas atuações de gente de peso, como Helena Bonham Carter, Tim Roth, Paul Giamatti, Michael Clarke Duncan, mas.... 




Por que não ver?

... Tem o Mark Wahlbrega, que nunca convence, e está aqui um dos maiores problemas do filme, gente. É, ele é péssimo. Não funciona em nenhum momento do filme, nem sendo herói, nem como astronauta, nem existindo. Sua atuação inexpressiva garante um distanciamento tremendo de quem vê o filme com seu personagem - ele é desinteressante, simples assim. Pode morrer, ser comido por macacos, explodir, sumir, tanto faz, ninguém se importa mesmo. Torci por Thade para que ele desse uns tapas bem dado na cara do Mark e deixasse ele chorando que nem uma menina. Afe.


Michael Jackson, em participação especial.


O roteiro é tosco: se no filme original temos paciência em desenvolver os personagens - mesmo aqueles que serão eliminados no meio do filme, como os amigos do astronauta Taylor - e temos Charlton Heston (aqui em participação especial) comendo o pão que o diabo nem quis amassar, aqui temos humanos glamourizados, idiotizados, sem importância. Falta também o estabelecimento da sociedade símia e sua forma de viver e interagir entre eles, que vemos tão brilhantemente estabelecida no filme original, principalmente na figura de Zira e Cornelius. Sem esse suporte de personagens carismáticos, o filme quase não se sustenta.

A direção de Burton parece ter sido realizada com uma arma apontada para sua cabeça (seriam os executivos da Fox...?) e é um desastre para a ação, não havendo nenhuma cena memorável de tensão, suspense, nada de relevante, praticamente. 

Burton sabe criar imagens com visuais bacanas - ele merece respeito, sem dúvidas, pela ótima carreira e por outros trabalhos - mas quando parece criar algo interessante - o jantar político, por exemplo - o roteiro descamba para algumas piadinhas sem graça, com personagens coadjuvantes humanos insossos. Tudo resulta naquela cena final confusa (pouca gente entendeu), distante 1000 anos luz do impacto do original.





Preste atenção: 

Na sequência do jantar político e na cena em que Thade conversa com o pai antes de morrer. Também na atuação de Tim Roth, ator maiúsculo, que sustenta praticamente todo o filme.




TRAILER


2,5/5
Jason acha a aventura flopada, mas vale rever quando não se tiver nada para fazer.

A conquista do Planeta dos Macacos - 1972







Sinopse: Uma praga exterminou os cães e os gatos da face da Terra, o que fez com que os macacos se tornassem animais de estimação. Eles são tratados como escravos, o que revolta Caesar (Roddy McDowell), o filho de Cornelius e Zira, que perdeu os pais ainda cedo e foi criado pelo dono de um circo. Ele passa a liderar uma rebelião dos macacos contra os humanos.




Por que ver?

Interessante e com um final que tem um dos melhores monólogos - e mais inspiradores - sobre a humanidade. Funciona como filme de origem por ser focado em um personagem brilhantemente trabalhado - Cesar. 

De todos os filmes da série, acredito que é o que carrega maior carga de violência - há sangue falso em protuberância - é o mais político e um dos mais metafóricos, porque traz uma mensagem ufanista no combate ao preconceito racial. A série tem esse poder, algo que não vi muito nos dois últimos mais novos reboots (o de 2001 e o de 2011), de criticar um momento da sociedade através de uma metáfora, usando os macacos como simbologia para representação dos próprios seres humanos. 

Embora não muito bem encenado (salvo o ator que faz Cesar - Roddy McDowell - e a macaca Lisa, cheia de ternura e trejeitos suaves), tem o seu poder e sua carga emotiva, principalmente no tratamento com os símios (fala-se que o remake de 2011 com a tecnologia da Weta Digital em efeitos especiais baseia-se neste aqui). 

Os macacos são torturados de todas as formas, depois que os humanos perderam seus animais de estimação para uma epidemia e os símios foram transformados de animais de estimação para escravos pessoais. 

Grupos de símios se rebelam contra os homens maus...



Os macacos são treinados na base da porrada e servem de garçons, cabeleireiros, manicures, de empregados domésticos, sofrem com chicotadas, como em circos, e são vendidos em leilões. São torturados com choques elétricos e fogo, para ficarem traumatizados e seus donos possam assim assustá-los para repreendê-los. Cesar se revolta contra esse tratamento, uma vez que os homens tratavam seus animais de estimação com amor e carinho e se os macacos deveriam substitui-los, por quê deveriam ser tratados desse jeito então?

O brilhante discurso final



Por que não ver?


Se passa em 1991 (data fail).

Há furos de montagem (gente que se mela de sangue com cor de suco de tomate e o sangue some em seguida), furos de roteiro (não explica como Cesar consegue ensinar aos macacos a portar armas por exemplo, mas se deduz que eles o façam por "imitação"). O personagem Armando, que cuidou de Cesar, é eliminado de maneira "fácil" pelo roteiro e a própria sequência em que é capturado e obrigado a se explicar depois que Cesar brada contra os homens é de uma fragilidade e falta de imaginação enormes. 

A sequência da rebelião dos macacos, embora bem elaborada do ponto de vista estético - o diretor arma um confronto de um lado com policiais, do outro com símios, como uma batalha medieval - é de uma pobreza de montagem ímpar (não se espera muita coisa de um filme de 1972...). Faltam sequências de ação melhores elaboradas.

O vilão da trama, o governador dessa nova sociedade, é caricato, unidimensional, a cenografia não ajuda e fez o filme envelhecer horrores. A relação do personagem McDonald com Cesar é solucionada rápida demais - fica claro que McDonald defende um melhor tratamento para os símios uma vez que é descendente de negros e que foram sempre tratados como escravos pela sociedade -, mas falta impacto na cena em que ele descobre Cesar como um "macaco falante" e o ajuda a escapar. Se explorassem melhor essa relação, o filme só tinha a ganhar.

Malditos humanos escrotos...!


Preste atenção:

Nas sequências em que são mostradas cenas como os símios são tratados nessa sociedade futura, que acaba mostrando os motivos pelos quais Cesar se revolta contra os humanos. E no brilhante monólogo final.




TRAILER


3/5
Jason salienta que estamos falando de um filme de 1972, que envelheceu, mas ainda tem poder e mantém sua atualidade temática.

A fuga do Planeta dos Macacos - 1971





Sinopse: Dois cientistas símios, Cornelius (Roddy McDowell) e Zira (Kim Hnter) - na verdade havia mais um, Milo (Sal Mineo), que morreu acidentalmente - retornam no tempo e chegam no século XX, em Los Angeles. Quando eles revelam sua habilidade para falar primeiramente são tratados como curiosidade e viram celebridades, mas depois como uma grande ameaça, quando o governo crê na história que a Terra será dominada por chimpanzés e assim tenta evitar o nascimento do bebê de Zira.



Boas atuações em um filme com furos de roteiro e carência de dramaticidade.


Por que ver?

A série "Planeta dos Macacos" é uma das mais curiosas, inventivas e poderosas séries cinematográficas e volta e meia reaparece no cinema, seja na forma de filme regular como em 2001, seja com um reboot interessante, como no "Planeta dos macacos - A origem", de 2011. Vamos combinar que nenhuma das continuações ou reboots superam o original de 1968, um marco da ficção e um dos clássicos absolutos do cinema.


Aqui, o roteiro dá uma explicação interessante sobre o desembarque da trupe de macacos (a explicação para a volta no tempo, que seria usada de certa forma por Burton no filme dele em 2001). Mas há outra sem pé nem cabeça (explica que eles recuperaram o foguete do primeiro e foi colocado em órbita, quando sabemos que o primeiro foi parar no fundo de um rio e não servia mais para nada). 



O casal Cornelius e Zira, do primeiro filme, no entanto, acaba incorporando a imagem da sociedade humana. Há uma espécie de sátira e cinismo com a sociedade, que adota como modelo de celebridade qualquer coisa que seja diferente dos padrões (o mundo das subcelebridades e de ex-BBBs está aí para comprovar com seus quinze minutos de fama, o que prova a atualidade da temática), para depois suprimi-la como se fosse uma ameaça. Mas essa fantasia vai de encontro ao estabelecido na série (se eles optassem sempre por manterem os macacos escondidos, o filme seria mais interessante, como se este segredo não pudesse ser revelado ao mundo e isso fosse impactante ao final, com a humanidade descobrindo a sua existência). Ok, parei, não sou o roteirista disso.


Enfim, a ideia de que Cesar, o líder dos macacos, é filho de um casal de macacos vindo do futuro também é interessante (o paradoxo temporal é explicado no filme através de uma ilustração de quadros, muito boa por sinal), as atuações são todas interessantes, mesmo com atores atuando com pesada maquiagem e quase sem mobilidade - Kim Hunter e Roddy McDowell possuem química, são adoráveis e funcionam maravilhosamente bem, atuando praticamente com olhares e gestuais o tempo todo (sabe-se que Sal Mineo sentiu-se desconfortável com a maquiagem de seu personagem, o dr. Milo. Desta forma o roteiro foi reescrito para que seu personagem morresse antes na trama). O final está de acordo com o proposto para a série.



- Oi, eu sou a mãe do Donkey Kong!


Por que não ver?

Desconte as cenas em que os gorilas aparecem, semelhantes a um espetáculo da popular Monga de algum circo barato qualquer (fail total). É o filme que sempre me incomodou de todos eles e sofre com o peso de explicar a origem de tudo, de uma maneira pouco trabalhada. O roteiro não ajuda - talvez por ter sido reescrito e eliminado um personagem que poderia render mais, o filme perde qualidade. 

É também o filme mais fechado na série e vale muito mais para o público que é fã porque não funciona se uma pessoa o assiste sem conhecimento prévio da série. E o filme carece de impacto dramático, não desenvolve muito bem a ação, até porque se um trio de macacos falantes descesse na Terra hoje por si só seria o anúncio do fim do mundo e haveria uma onda de suicídios.

TRAILER





2/5
Jason acha que o filme vale por algumas curiosidades presentes no filme e pelo interesse em conhecer a série...

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Piranha 3DD - 2012

Um dos filmes mais vagabundos de todos os tempos

Sinopse:

Um ano após os eventos do Lago Victoria, uma campanha de erradicação deixou o lago inabitável e a principal fonte é o turismo. Em um lago próximo, dois fazendeiros entram na água para recuperar o corpo de uma vaca. Porém eles acabam libertando um cardume de piranhas, que os matam e vão atacar num parque aquático. Muitas mulheres nuas correndo, closes em peitos, bundas, muita piranha feita em PC caseiro e esquinas da cidade, uma xereca aqui outra ali, muito sangue falso, fim.

Por que ver?

Você gosta de ver apenas peitos, perseguidas, pintos decepados e um festival de abobrinhas durante uma hora e alguns minutos? Então, se jogue, esse é o seu filme. Na prática, vá para o XVídeos, tem coisa melhor por lá.

Por que não ver?

Eu confesso gostar do primeiro filme, Piranha 3D (achei tão bizarro que ri muito e, em algumas cenas, confesso que achei a direção esperta na criação do suspense). Não é por menos. O filme foi dirigido por Alexandre Aja, que tinha em seu currículo o tenso e escabroso "Viagem Maldita". 

Agora temos essa continuação, "dirigida" por algum lacaio qualquer aí para um estúdio vagabundo que acreditou mesmo que essa aberração cinematográfica merecia sair do papel. Eu não sei como comentar isso. É talvez um dos filmes mais ridículos, mais podres, mais babacas de toda a história da humanidade. É algo do calibre de Anaconda 4 ou aqueles filmes tipo, Boa vs Piton, ou mais baixo que isso. É tenso, gente. 

Piranha 3DD não é um filme trash, é um filme bizarro de tão vagabundo. Parece que o diretor contratou algumas prostitutas baratas para desfilarem peladas (sim, há nudez de frente, de costas, de todas as formas) e alguns jovens aspirantes a atores, jogou em cena e pronto, está feito um filme - mas quem vai pagar pra ver isso quando se tem XVideos na net e a Tv aberta, não é mesmo? 

Piranhas parindo piranha em um filme cheio de piranhas, entende?


Não dá para comentar a cena em que uma das vagabundas dá a luz a uma piranha (sim, você leu corretamente, a piranha se aloja dentro dela depois da mesma nadar nua num lago com seu interesse amoroso - e sai pela vagina) que morde o pênis do seu companheiro e ele é forçado a decepar o seu instrumento sexual, em uma cena tão idiota e porca que não dá para rir - apenas sentir pena de estar perdendo seu tempo vendo algo desse naipe.

E o que dizer da cena inicial, com a vaca morta peidando ovinhos de piranhas? Ou da cena da van em que os casal de namorados querem trepar, mas a van cai no lago e eles são comidos pelas piranhas (em uma cena banal, sem graça, sem emoção alguma)?

Não vamos falar de David Baywatch Hasselhoff, velho, com a cara plastificada, um dos piores atores que já existiram, soltando piadas sem graça.


Oi? Preguiça desse filme. Tchau.


Como se não bastasse a "trama" das piranhas atacando um parque aquático (elas são superpoderosas, capazes de quebrar até muros e placas de metal ou plástico), temos que aturar cenas imbecis e mal feitas de decapitações, que incluem uma criança no final cuja cabeça é devorada por uma delas; ah... claro, também temos que presenciar cenas de um gordo que se masturba usando uma entrada de água da piscina e tem a bunda atacada por uma piranha; e um jovem policial idiota cuja morte por um tridente de brinquedo é uma das coisas mais imbecis já vistas por este reles mortal que aqui fala. Tem também o ator Christopher Lloyd que já teve dias melhores em sua carreira, pagando um mico monumental. Triste. 


Não há como perder tempo com um dos piores filmes que já existiram. Piranha 3DD é apelativo, não entretém, não emociona, não é tenso, não é engraçado, não diverte, não precisa existir - porque ele fede mais que peixe morto.


TRAILER


0/5
Jason ainda está chocado em saber que isso existe.


domingo, 24 de junho de 2012

Motoqueiro fantasma - Espirito da vingança (Ghost Rider Spirit of Vengeance) - 2012





Tio Nicolas Cage não desiste nunca.

Sinopse: Nove anos após se transformar no temido Motoqueiro Fantasma, Johnny Blaze (Nicolas Cage) se refugia no leste europeu para tentar controlar sua maldição ou, pelo menos, deixá-la escondida da maioria das pessoas. Ele leva uma vida solitária, até ser obrigado a entrar em ação ao ser chamado por um culto para salvar a vida de Danny (Fergus Riordan), de apenas 10 anos. O garoto está ameaçado pelo Diabo (Ciaran Hinds), que deseja encarnar em seu corpo.


Por que ver?

Porque você é fã das histórias em quadrinhos e acha o personagem um escroto fodão. E pelos efeitos especiais, bem interessantes, como na sequência de perseguição final em plena luz do dia ou na escavadeira gigante. Além de tudo, é rápido, parece um capítulo de novela, ninguém vai sofrer muito.

Efeitos um tanto mais dignos para uma trama xoxa.


Por que não ver?
Céus, Nicolas Cage é brasileiro e não desiste nunca. Porque a época dele passou e ele não dá uma dentro tem tempos.... e aqui repete a dose. É trash. É porco. É bizarro. Melhor take: tio Nicolas Cage, com aquela cabeleira mutante de sempre, revoltado e fazendo cara de quem tá cagando aquele tolete de quinze metros, entende? V.A. total.

Momento "caguei"


O filme tem uma trama vagabunda, cheia de clichês, que envolvem um exu irritante filho de Rosemary que merece umas palmadas (na verdade, esse capeta é filho de uma piriguete que faz pacto com o demo antes de morrer - em troca, ela dá ao demo e engravida dele, entende a situação?). O demo está fraco porque o corpo que ele habita tá velho.

Então ele quer possuir o corpo do guri (pedofilia feelings) pra voltar a ficar forte. Tipo, fazer uma transferência de capeta, de um corpo pra outro, envolvendo um ritual trash e....zzzzzzzzzzzzzzz roinc. Ah, sim... o filme tem um padre cachaceiro (sim, isso mesmo), ressuscita o Christopher Lambert (incorporando um Highlander (só que não), em participação tosca, coberto de maquiagem, e não acrescenta nada a trama; e um vilão que atua mal pra porra (e depois que morre ganha o dom de apodrecer tudo que toca, voltando como um demônio albino gay loiro, desculpa esfarrapada para os efeitos especiais e pra o make trash).

O filme não tem drama (deveria ter, até desperdiça a relação entre o motoqueiro e o guri, que foi criado sem pai e o motoqueiro meio que tenta suprir essa carência, o filme deixa apenas implícito isso, fail total), e acaba subitamente, como se faltasse algo. Faltam sequências de ação dignas, melhores atuações, direção mais decente, melhor desenvolvimento de personagens. Falta pararem de tremer a porra da câmera para enfatizarem o olhar de penitência do motoca, pararem com aquela balançada idiota o tempo todo, porque aquilo é podre e não ajuda em nada. Enfim. É filme trash com efeitos especiais dignos, do tipo que a gente vê uma vez e pronto, passou, esqueceu, tchau.

Os 17% no Rotten Tomatoes devem significar alguma coisa....

Preste atenção:

Nos efeitos visuais e na canastrice de Nicolas Cage.


TRAILER




1/5
Porque o Motoqueiro é amigo do Jason e Jason gosta daquela risada dele.




O bebê de Rosemary (Rosemary's Baby) - 1968






Sinopse: Rosemary e seu marido se mudam para um novo apartamento em Nova York, onde passam a conhecer um casal de idosos que mora logo ao lado. Esse casal logo invade a privacidade de Rosemary de forma que começa a incomodá-la. Mais tarde, após um pesadelo em que é possuída por um demônio, Rosemary está grávida e começa a desconfiar das pessoas, enquanto tenta proteger seu futuro filho.


Porque ver?
Porque é clássico, obrigatório, não perdeu o impacto com o tempo. E é sinistro.

Porque tem todo o elenco em excelente atuação de Mia Farrow, deixando o espectador tão doido quanto ela. Ela, toda inocente e tapada, não sabe o que é real e o que é imaginação, nem mesmo o espectador sonha que tem coisa bizarra no angu, quer dizer, na vida da coitada, que vai secando, perdendo peso, tomando chá de macumba, na tentativa de proteger o filho enquanto na verdade está morrendo. Macumba, satanismo, ocultismos, magia negra, fé, religião, bizarrices, tudo se mistura nesse bolo. O roteiro é crítico a sociedade americana, machista, que tem a mulher como objeto submisso de uma relação. É até cínico, no sentido de dar o tratamento real a uma fantasia macabra. A montagem garante bom ritmo e a direção de Roman Polanski é afiadíssima.

O filme também é ótimo para aloprar aquela tia chata neurótica religiosa falsa pregadora.

Tou toda metralhada pela noite selvagem que a gente teve, bora fazer reprise hoje…


Porque não ver?


Passe longe daqui se você for uma dessas pessoas religiosas extreme hardcore, do tipo que quer converter tudo e todos na base da força ou de um perfil no Facebook —, e ainda por cima sonha em evitar o nascimento do tal anticristo como missão designada a você pelo próprio Deus e essa baboseira toda.


- Meu bêbê lindo, coisa fofa da mamãe, a mamãe aqui vai proteger você, viu?!


Preste atenção!
No filme todo, mas, principalmente, nos vizinhos intrometidos que ficam “cuidando” da aloprada da Rosemary, naqueles que passam de um lado para outro pelos cenários, por trás das cenas, e no final, um dos melhores e mais surpreendentes da história do cinema. Perturbador é pouco. 

5/5 EPIC!!! 
Jason adora o sobrinho!!!

STREET FIGHTER CHUN LI - 2009




Não se engane com o pôster estiloso, o filme não vale nada.


Sinopse: Street Fighter: A Lenda de Chun-Li é o segundo filme produzido sobre a série de jogos eletrônicos da Street Fighter (o primeiro é aquele epic trash com o Van Damme). Mas ao contrário do primeiro desastre, a história é focada numa única personagem: Chun-Li (a horrível Kristin Kreuk). O diretor desta porcaria é Andrzej Bartkowiatk (ninguém sabe como se pronuncia essa merda desse nome), o idiota que também dirigiu a adaptação de outro sucesso dos videogames que migrou para o cinema, a aberração cinematográfica Doom, em 2005.

Por que ver? 
Não existem motivos para ver essa tragédia, a menos que você seja muito fã do jogo que inspirou essa ladainha fracassada – ou goste de ver a Kristin Créu, a mesma sonsa do seriado de tv Smallville… fazendo aquela cara indefectível de quem tá cagada o filme todo.

- Tô toda cagada e você quer que eu me limpe com isso?

Por que não ver?

Dá pra resumir a lista de motivos, gente?


Sim, porque tem tantos motivos para não ver essa porcaria que a gente ficaria aqui até a próxima década falando. Enfim, dá pra resumir né… o filme é tosco, trash, com cenas de ação pobres, direção horrorosa e atuações canastrissimas (relevem o fato de ter Michael Clarke Duncan, “À espera de um milagre” para salvar sua carreira da lama). Nem dá para falar dos cenários (as sequencias dentro da casa em que é possível ver isopor voando pra tudo quanto é lado é de dar pena). No campo de atuações, aliás, podemos nos esbaldar com o fracassado Chris Klein (de American Pie), fazendo cara de idiota durante o filme, a rampeira biscate Moon Bloodgood (aquela mesma, de “Terminator A salvação”, mas se não lembrar, não tem problema, ela não tem importância nem lá nem aqui) e o ator desconhecido que faz o vilão M Bisonho (que não interessa quem seja, porque não presta). Tem também o Robin Shou, o ator fracassado sem talento cuja carreira não decolou e que protagonizou outro filme baseado em games, “Mortal Kombat”. E claro, Kristin Kreka. Kristin tem aqui toda a oportunidade do mundo de mostrar o quanto é ruim. Não passa emoção, não tem talento, não tem porte físico e parece anêmica para o papel. Não vamos falar dos furos homéricos de roteiro e situações absurdas, difíceis de suportar (no auge do desastre, Chun Li aprende até a soltar fogos gente!).


“VEGA”, uma das inimigas da pobre coitada sofrida seca e anêmica da Chun Li, aqui toda trabalhada na revolta, mostrando suas garras, sua máscara para o baile gay e arrasando no Loreal!


Presta atenção!
Se você ainda não viu, fuja enquanto é tempo.


0/5 (não tem uma nota menor não pra dar nessa joça?)
Postado por Jason.

Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado (Fantastic 4: Rise of the Silver Surfer) - 2007



Uma continuação ruim para um começo péssimo.


Sinopse: Reed Richards (Ioan Gruffudd) e Susan Storm (Jessica Alba) estão prestes a se casar. Porém, durante a cerimônia, algo estranho surge nos céus de Nova York. Trata-se do Surfista Prateado (Doug Jones), o resultado de uma animação digital que causou furor muito antes do filme sair devido ao volume de sua sunga (e quando uma coisa dessas chama mais atenção do que o filme em si é sinal de que tem coisa muito errada). Esse ser alienígena possui grandes poderes e trabalha como arauto de Galactus, uma nuvem de glitter que come planetas. O Surfista veio à Terra para prepará-la para ser destruída por seu mestre, mas para atingir seu objetivo precisará enfrentar o Quarteto Fantástico - e arrastar as asinhas (ou a prancha, como preferir) pra cima da Susan.

Porque ver? 

Porque tem o surfista e ele é cool. E tem os efeitos que também são legais. Chris Evans não tira a roupa nesse filme. E… e é isso, não tem mais nada de bom nessa porcaria.

Voluminho, volume e volumão em "Amigas e rivais, o filme".


Porque não ver? Sério que vocês querem saber? Roteiro vagabundo, com atuações precárias e piadas constrangedoras, sobressaindo-se a dublê de atriz Jessica Alba, que está fantasticamente bem…. bem podre! Sua atuação é pior que a da prancha do surfista… Aliás, a prancha é muito mais bonita, se mexe mais e é muito mais interessante do que ela… ou melhor, do que o elenco “fantasticamente” canastra. Jessica, aliás, não conseguiu outra coisa a não ser parecer com uma concorrente de um Miss gay, montada em uma peruca loira horrorosa e um par de lentes de contatos azuis pra drag queen nenhuma colocar defeito. O horror, o horror!

Me dá um microfone que eu canto “I will survive”!!!


Prestem atenção, gente! 

No volume do surfista e me digam se era motivo de polêmica.

Tem alguma coisa grande ali no meio das pernas, é isso mesmo gente?


Cotação: 1,5/5,0 Só pelo surfista porque o resto.... O horror, o horror…
Postado por Jason.

NO MUNDO DE 2020 (Soylent Green) — 1973



A produção de ficção dos anos 70 é surpreendente. É dessa década a maioria dos filmes que contribuíram para a popularização do gênero e também a mudança de visão que o público e crítica tinham da ficção como gênero um tanto “marginalizado” ou voltado para um público específico do cinema — como “Laranja Mecânica”, “Solaris”, “Star Wars”, “Star Trek”, “Alien”, “Mad Max”, “Rollerball”, “Contatos imediatos de terceiro grau” e este, que é um filme até um tanto difícil de encontrar, o pessimista “No mundo de 2020”, de 1973, com Charlton Heston no papel principal.

Em 2022 a face da Terra está bem modificada. Em Nova York há 40 milhões de habitantes e o efeito estufa aumentou muito a temperatura, deixando o calor ficar quase insuportável. No entanto os ricos vivem em condomínios de luxo, onde belas mulheres são parte da mobília. Sim, no mundo futurista descrito no filme, ao se comprar um apartamento, o rico leva para casa uma mulher de presente, como se esta fosse uma mobília ou empregada disponível vinte e quatro horas por dia, o único meio que elas parecem ter de gozar de riqueza e luxo. Mas a comida está escassa para todos, tanto que um vidro de geleia de morango custa 150 dólares e a carne é algo especial apenas para os ricos, aonde fatias chegam a custar absurdos 300 dólares. 

Neste contexto um milionário é assassinado com lances de sadismo (com um gancho de carne), William R. Simonson (Joseph Cotten), que não esboçou gesto algum para se defender do assassino. O espectador, de cara, não entende aquela reação e é levado ao detetive Robert Thorn (Charlton Heston), que é designado para investigar o caso. No futuro, há uma comida distribuída para populares, o Soylent, uma espécie de biscoito, com várias cores, alguns chamados até de energéticos, e o último lançamento é o de cor verde, que, nas palavras do distribuidor, é feito de algas marinhas.



“Biscoito, pobretada! Olha o biscoito!!! Quem vai querer?! É de algas marinhas!!! 100% natural e nutritivo!!!”


Por que ver?
Porque “No mundo de 2020” é crítico, cínico, caótico e de um final perturbador. A visão pessimista da população de Nova York, inchada de habitantes, transforma a cidade em uma visão perturbadora semelhante à favela de um país de terceiro mundo asiático, onde milhares de pessoas transitam para lá e para cá, com turbantes na cabeça, debaixo de um sol escaldante, e parecem viver em uma eterna feira livre. Elas perderam suas identidades culturais, dormem nas escadas dos prédios, depois de um toque de recolher, amontoadas como bichos, sem terem privacidade alguma. Amontoam-se dentro das igrejas a procura de abrigo durante a noite, como se estivessem no meio de uma guerra ou no caminho para o apocalipse super populacional. E a câmera consegue captar muito bem a sensação iminente de caos, com uma quantidade absurda de figurantes fazendo parte desse contingente de transeuntes.

É um visceral alerta para a humanidade e sua superpopulação, abandonada pelo governo; sobre os perigos do crescimento populacional desenfreado que transformou os campos em espécies de propriedades fechadas para os ricos e as cidades se conformam em dar aos seus habitantes uma espécie de ração como comida. A polícia é igualmente pobre e caótica, desleixada, desordenada, um reflexo da sociedade que tenta proteger, mas está cheia de corrupção. E Heston encarna o tipo com perfeição. Seu detetive não pensa duas vezes em invadir a cena do crime e sair de lá roubando o que pode nas mãos para negociar com seus amigos. Seu personagem é uma pessoa por vezes ignorante, arrogante e sem nenhuma expectativa de vida melhor, que se deslumbra pelo simples fato de poder tomar uma ducha quente no apartamento da vítima, deitar numa cama com travesseiros e dormir, ou comer vegetais frescos. A população desse mundo é recolhida num motim com tratores, como se as pessoas fossem excremento ou resto de entulho. 

Há ainda várias cenas emblemáticas em todo o filme. A própria cena de morte do milionário, estranha e chocante ao mesmo tempo; a sequência absurda envolvendo a população revoltada, que é recolhida em tratores como se fosse resto de construção; a cena da igreja, em que o povo amontoado tenta se organizar e o padre, chocado pela revelação que conhecia antes do detetive, está completamente desorientado sem saber o que fazer. Ou a tocante sequência em que o amigo de Thorn vai para a chamada “casa”, uma espécie de lugar em que se dá entrada para morrer voluntariamente — porque a humanidade estava mesmo caminhando para extinção. Antológico. 

Antes de morrer, numa sequência de partir o coração, o amigo lhe faz as revelações depois de assistir a vinte minutos de imagens do que era o mundo um dia, cheio de vida e de cores, ao som de uma música clássica suave. Sobre esta cena, aliás, de acordo com uma entrevista, Charlton Heston contou que realmente começou a chorar de tão comovido com o desempenho do ator Edward G. Robinson. Robinson sabia que estava morrendo de câncer e sabia que este seria seu último filme. Sua cena de morte no filme foi a última que ele gravou (ele morreu apenas 10 dias depois), brilhante e emocionalmente conduzida pela música clássica de Tchaikovsky (Sinfonia n. 6, opus 74, em si menor, “Patética”) seguida da obra de Beethoven (Sinfonia n.6, “Pastoral”), e pelas sinfonias “Morning” e “Asas Death”, de Edvard Grieg’s. 

Em seguida a esta sequência, Thorn segue os rastros deixados pelo amigo e descobre o destino dos cadáveres da “casa”, carregados por caminhões de lixo, numa sequência também inesquecível, densa, e bizarra. E entende que o segredo que o milionário guardava e que estava mexendo com sua vida pessoal a ponto de não resistir a sua própria morte, colocava em risco o ser humano de forma geral, e principalmente as bases da sociedade. Essa revelação final, para o espectador, vem na forma de uma paulada no estômago e um soco na consciência.

Só a título de curiosidade: “No mundo de 2020” teve o título do livro em que foi baseado modificado ao ser adaptado para o cinema (o original se chamava “Make Room! Make Room!”, escrito por Harry Harrison) e é dirigido por Richard Fleischer, do péssimo “Guerreiros do fogo” (o filme da personagem Red Sonja — Brigitte Nielsen, mais conhecida como a ex mulher de Stallone que fugiu com a secretária dele — e reprisado muitas vezes em tv aberta, que trazia Arnold Schwarzenegger em papel especial como Conan); e diretor dos já clássicos “Conan, o Destruidor” (1984); “Tora! Tora! Tora!” (1970); “Doutor Dolittle” (1967); “Viagem Fantástica” (1966); e “20.000 Léguas Submarinas” (1954).
Não se deve subestimá-lo. Temos aqui um clássico obrigatório.



“Malditos! Como puderam? Esses pobres favelados pegaram meus biscoitos verdes nutritivos!!! 


Porque não ver?

A menos que você seja um pé no saco e não goste de ficção, não curta o Charlton Heston ou sofra de qualquer alopração parecida (melhor, se mate e poupe o mundo de ser a criatura insignificante que você é!). 

Se há o que se questionar do filme (estamos falando de um filme de 73, com uma montagem vigorosa, mas temos que descontar a parte técnica que nem sempre funciona, como em algumas cenas envolvendo sangue falso que tem a cor de suco de tomate) é mesmo o desenvolvimento da relação entre Thorn e Shirl, a mulher que servia ao falecido milionário. Um tanto forçada e deslocada dentro do roteiro, essa relação se desenvolve rapidamente, sem tensão ou suavidade entre as partes, e a personagem feminina acaba servindo apenas como interesse amoroso e contraponto ao estilo rude e amargo oferecido por Heston a seu personagem Thorn.



- Bando de favelado, vão dormir debaixo da ponte, pobretada!


Preste atenção!
No filme todo e me responda qual o chocante segredo do Soylent Green. Jason sentiu inveja. Selo de qualidade Jason, aprovado e garantido.

5/5

Contágio (Contagion) - 2011



Sinopse: O filme segue o rápido progresso de um vírus letal, transmissível pelo ar, que mata em poucos dias.  Como a epidemia se espalha rapidamente, a comunidade médica mundial inicia uma corrida para encontrar a cura e controlar o pânico que se espalha mais rápido do que o próprio vírus. Ao mesmo tempo, pessoas comuns lutam para sobreviver em uma sociedade que está desmoronando.



Por que ver? 

Boa fotografia, técnica e direção de arte e cenários, que mostra cidades superpopulosas mundiais, ocidentais e orientais, ora com seus cassinos e moradores transitando pelas ruas, ora vazias, cheias de saques e de lixos. 

E tem o começo interessante, durante o processo de dissipação da doença, em que pessoas vão morrendo, sem que se saiba a exata causa de suas mortes — porque não se sabe de onde a doença vem, quais os vetores de transmissão, qual doença é, nada. A falta de informação sobre a doença e a tentativa de descobrir gera uma correria desenfreada da comunidade médica em detrimento da inércia governamental — que mais tarde, o roteiro criticará durante o ridículo processo de imunização da população elaborado pelos governantes. 

Quando o filme se encarrega de mostrar a falta de informação da população, as especulações e o poder da mídia (representada pelo blogueiro, interpretado por Jude Lawra), o roteiro cresce. A descoberta da epidemia pela população desencadeia surtos de pânico e saques, bem como sequestros, assassinatos e desordem total. A sociedade vai aos poucos definhando em horror e o diretor é capaz de dar um tom de crueza ao mostrar mortes de personagens.



- Fazendo figuração de luxo, bitches loves figurantes inúteis!


Por que não ver?

Tome como exemplo a cena em que um supermercado está sendo saqueado e uma doente tenta se aproximar do personagem de Matt Damon, que foge levando a filha; algo mais chocante e emocional já foi visto no superior Ensaio sobre a cegueira, com Julianne Moore. Sua indecisão, entre escancarar em cenas mais pesadas e se aprofundar nos personagens, fica evidente à medida que a produção passa e vai ganhando um ritmo insosso e se tornando desinteressante. Não ajuda em nada a trilha sonora composta por Cliff Martinez, estranha, enfadonha, anticlimática e completamente deslocada dentro da produção.

No excesso de subtramas e personagens, nenhum ator consegue se destacar. Pior, o roteiro não se aprofunda em nenhuma delas. A baranga chata da Gwyneth Paltrow some sem deixar saudades — faltam sofrimento e carga emocional a uma família que acabou de se desestruturar em virtude da doença que vitimou mãe e filho, e ao marido, que descobre posteriormente que a biscate o traía com o seu ex. 

Marion Cotillard parece barata tonta, zanzando de lá para cá sem dizer muito a que veio em uma participação que parece não acrescentar nada. Ela faz parte do mesmo grupo de personagens de Kate Winslet: a atriz parece desperdiçada em um papel ingrato, que o filme se encarrega de destruir justo quando se tornava bem interessante. Sobra para Laurence Fishburne, Damon e Law os papeis de conduzirem a trama e buscar algum vínculo emocional com o espectador, coisa que nunca acontece.
Com um final, ainda assim, interessante, Contágio parece ser um descabido excesso de personagens, que começa bem e ganha ritmo insosso do meio para o final, desperdiçando atores em um filme de temática atual que poderia ferver, mas cujo resultado é apenas morno. 



- Morre, fubanga!


Preste atenção!

No começo do filme, com os vetores de transmissão da epidemia, na personagem de Kate Winslet, na parte técnica do filme e no final.



Oi, ganhei um Oscar e tou desperdiçada nessa porcaria de filme!



2,5/5
Jason acha na média. Porque o tema, a ideia, é interessante, mas foi mal executada.

Crepúsculo (Twilight) - 2008




SINOPSE ESPECIAL DA TIA RÁ: 

Em Prepúcio, Isabella “sequelada” Swan, uma jovem anormal, burra, chata, que sofre de paralisia facial, com apenas 17 anos (mas tem cara de muito mais velha), nunca havia vivido grandes emoções na sua vida – é uma mosca morta, com traços fortes de sequelamentos mentais e frustação sexual. Ela se muda para a cidade de Forks onde viveria com o seu pai, Charlie, o inútil chefe da polícia local.

No primeiro dia de aulas na sua nova escola, Bella depara-se com cinco jovens: Edward, Alice e Emmett Cullen, Rosalie e Jasper Hale. Mais tarde, na aula de Biologia, ela conhece Edward Cullen, uma criatura branquela também virgem e sexualmente frustrada, com sintomas de alergia a mulheres. “Ed”, para os íntimos, fica irritado com a presença dela e tenta, inclusive, mudar o seu horário de aulas para não ter que conviver com ela e fazer barraco rodando a baiana na escola por causa disso.

Depois de Jacob Black (uma índia com cabelos de propagandas da Loreal Paris) lhe contar algumas lendas, idiotices, bobagens, e histórias locais pra boi dormir, e de Bella pesquisar na internet (ela tem internet, é uma garota moderna, gente, dá um desconto!), ela acaba por descobrir que os Cullen são uma família de vampiros (OLHA QUE ORIGINAL ISSO??!!!). No entanto, como Edward lhe conta mais tarde, estes não se alimentam de sangue humano, apenas do sangue de animais, sendo considerados “vegetarianos” no seu meio.


Pausa dramática. Vamos repetir comigo?

No entanto, como Edward lhe conta mais tarde, estes não se alimentam de sangue humano, apenas do sangue de animais, sendo considerados “vegetarianos” no seu meio.

Alguém me dá veneno? Quero morrer.

Bem, voltando…

A partir destas baboseiras, Bella entra num mundo totalmente novo para si, muito emocionante, entende? Pois, ao apaixonar-se pela safada da Edward, acaba por enfrentar perigos e tal, quando surge James, outro vampiro, que se alimenta de sangue humano (gente, um vampiro legitimo!!!!) e que se sente profundamente atraído pelo seu odor (ela não lava a xavasca com sabonete intimo e fica muito tempo sem tomar banho).

Ok, parei. Preguiça disso.



- Bella… Eu não posso me relacionar com mulheres… Eu sou alérgica a vaginas


Por que ver?

Para conferir um dos piores filmes de todos os tempos baseado num dos piores livros de todos os tempos e uma das piores autoras de todos os tempos. E, se você é fã, para sentir vergonha de si mesmo amanhã, quando crescer, e se sentir arrependido por ter gostado dessa carniça. Anotem o que o tio Jason está telegrafando por esse corpinho sedutor da tia Ravenna, enquanto é tempo.

Tô gata, tou usando Garnier Frutis


Por que não ver? 
Porque é uma aberração, uma doença, uma anomalia cinematográfica e o fato de existir por si só já é motivo para sair correndo pras colinas, negada. OH WAIT! Tem vampiros que brilham no sol e são frustrados sexualmente, são burros, porque estudaram durante muito tempo, mas não conseguem se formar. Nessa lama ainda temos o grupo de adolescentes sequelados que mereciam uns tapas bem dado de pai e de mãe para tomarem vergonha na cara e largarem de “mimimi”.

Completam o saco de lixo, atores horríveis, roteiro porco, produção pobre com efeitos especiais horrorosos e direção vagabunda, que conferem tantas situações ridículas ao filme que ele não atinge nada do que almeja. Não causa drama, provoca risos involuntários e não se assume trash. Não é horror, não é comédia, não é suspense. É uma “coisa”, um inseto resistente a diversos inseticidas e venenos, entendem? Ela existe. Não dá para matar.

Crista Stewart merece um paragrafo a parte. É a atriz mais insossa, inútil, inexpressiva e ordinária que já existiu e é difícil saber como uma criatura como ela ainda é capaz de ser contratada para outros filmes (deve ser o agente…). Como uma atriz é capaz de ganhar um papel, se ela não tem expressão facial? Sobre o robô Pattinson, me recuso a comentar e gastar meu latim com esse desastre.

Pior são os seus fãs. Aqueles sequelados que defendem a produção com unhas e dentes hoje, mas que amanhã, quando (se) crescerem, sentirão vergonha total de terem admirado um desastre épico como esse.

Feliz de nós ao sabermos que nenhum dos atores do filme decolou fora dele, o que muito me agrada. Resta a torcida para que quando essa série vagabunda acabar, todos os Pattinsons e Cristas da vida tenham suas carreiras mortas com ela.







- Bella, quero te pedir um favor…. me come, gata


0/5 
Tia Ravenna e a entidade Jason estão chocados com o fato de uma alopração dessas poder existir. O horror, o horror elevado ao cubo.

Fúria de Titãs 2 (Wrath of the Titans 2) - 2012






Sinopse: Depois de ter matado o Kraken, Perseu (novamente interpretado por Sam Worthington), semideus filho de Zeus, opta por levar uma vida de humano e ficar ao lado de seu filho.Isso, até o dia em que Posseidon (Danny Huston), Deus do Mar e seu tio, o procura, já enfraquecido, para dar a notícia de que Zeus (Liam Neeson) foi capturado e preso no Submundo. Os responsáveis por isso foram o outro filho e o irmão de Zeus: Ares (Édgar Ramírez), Deus da Guerra, e Hades, Deus do Submundo.

Com o sequestro, eles pretendem libertar Cronos (pai de Hades, Zeus e Poseidon), com quem fizeram um pacto para ter mais poder. O problema é que com Cronos à solta, a humanidade será extinta.

Cabe a Perseu - com a ajuda de Agenor (Toby Kebbell), semideus filho de Poseidon, e da Rainha Andrômeda (Rosamund Pike) - salvar seu pai e, consequentemente, o mundo dos humanos.

Com o sequestro, eles pretendem libertar Cronos (pai de Hades, Zeus e Poseidon), com quem fizeram um pacto para ter mais poder. O problema é que com Cronos à solta, a humanidade será extinta.
Cabe a Perseu - com a ajuda de Agenor (Toby Kebbell), semideus filho de Poseidon, e da Rainha Andrômeda (Rosamund Pike) - salvar seu pai e, consequentemente, o mundo dos humanos.

Porque ver?
Efeitos, gente. Efeitos especiais, por todos os cantos. Efeitos, efeitos, e mais efeitos. Aquela parte do Cronos é a única coisa que presta no filme. Monstrengo super desenvolvido, gigante, muito bem feito e muito bem filmado. Os cenários se esforçam em parecem reais e alguns até conseguem, mérito dos esforços da direção de arte. É uma produção de 150 milhões de dólares, mas que não faz jus ao seu custo em tudo o que foi empregado no filme. E…. e só. 

Por que não ver?
Porque um filme que tem Liam Neeson, Ralph Fiennes e Bill Nighy, e ainda assim não funciona de jeito nenhum, não deveria existir. A direção dessa bagaça é porca, suja, neurótica, picotada, com montagem histérica, corrida. O diretor entende que “ação” é picotar o filme em milhares de fragmentos por segundos para esconder seus defeitos (nem sempre os monstros sao vistos perfeitamente e quando são vistos não passam de bonecos digitais que se movem roboticamente, o que chega muitas vezes a incomodar). Medíocre.

Não dá para falar de momentos de vergonha alheia total dos atores, mas a pagação de mico que colocaram Fiennes e Neeson é insuperável. No auge da breguice, eles precisam fazer as pazes, apelar para sentimentalismos baratos e juntar as forças para deter a fúria de Cronos enquanto Perseu faz um bitch fight com seu irmão pé no saco Ares - e quando tinha apanhado mais do que tudo, dá uma reviravolta e derrota o cara que é infinitamente superior a ele, como num milagre (oi?).

O filme não tem drama. É uma sucessão de imagens esquizofrênicas rolando pela tela. Não há uma linha definida, não há tensão, não há momento para chorar. É tudo corrido. Com dez minutos de filme já começa a correria. No final, no epílogo, o roteiro ainda tenta empurrar goela abaixo do espectador um relacionamento amoroso entre Andromeda e Perseu. Relacionamento que nunca funcionou. É triste. É bizarro. É cabuloso.

Até os ciclopes, criaturas que podiam ser interessantes, rendem um tipo de participação especial completamente desnecessária, usada apenas para gerar imagens em CGI para o público. ALiás, todos os monstros que aparecem no filme parecem não ter nenhuma função a não ser aparecer gratuitamente, provocar altas confusões e só. Não existe um motivo, não existe uma razão dessa bagaça existir.

A trilha sonora é porca. A montagem é neurótica, descontrolada. O filme não envolve, os personagens não cativam, seus díalogos são vergonhosos, de dar nojo. A fotografia é suja, poluída, não possui elegância para esse tipo de filme. Não dá para aturar Sam Worthington atuando porcamente (é a fraude do século, um dos piores atores que já existiram, sem carisma, sem talento, horrível) e Rosamund Pike pagando de guerreira. Furia de Titãs 2 não passa de um arremedo de roteiro, parece feito às pressas, é cafona, é o fim da picada. 

Pay attention, please….
Em Cronos, a única coisa que presta nessa porcaria. Ele vale o esforço de ver o filme.


Efeitos, efeitos, efeitos e efeitos.


Dou 1,5/5
Só porque Jason torceu pelo Cronos acabar com essa bagaça toda.

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