sábado, 30 de junho de 2012

A conquista do Planeta dos Macacos - 1972







Sinopse: Uma praga exterminou os cães e os gatos da face da Terra, o que fez com que os macacos se tornassem animais de estimação. Eles são tratados como escravos, o que revolta Caesar (Roddy McDowell), o filho de Cornelius e Zira, que perdeu os pais ainda cedo e foi criado pelo dono de um circo. Ele passa a liderar uma rebelião dos macacos contra os humanos.




Por que ver?

Interessante e com um final que tem um dos melhores monólogos - e mais inspiradores - sobre a humanidade. Funciona como filme de origem por ser focado em um personagem brilhantemente trabalhado - Cesar. 

De todos os filmes da série, acredito que é o que carrega maior carga de violência - há sangue falso em protuberância - é o mais político e um dos mais metafóricos, porque traz uma mensagem ufanista no combate ao preconceito racial. A série tem esse poder, algo que não vi muito nos dois últimos mais novos reboots (o de 2001 e o de 2011), de criticar um momento da sociedade através de uma metáfora, usando os macacos como simbologia para representação dos próprios seres humanos. 

Embora não muito bem encenado (salvo o ator que faz Cesar - Roddy McDowell - e a macaca Lisa, cheia de ternura e trejeitos suaves), tem o seu poder e sua carga emotiva, principalmente no tratamento com os símios (fala-se que o remake de 2011 com a tecnologia da Weta Digital em efeitos especiais baseia-se neste aqui). 

Os macacos são torturados de todas as formas, depois que os humanos perderam seus animais de estimação para uma epidemia e os símios foram transformados de animais de estimação para escravos pessoais. 

Grupos de símios se rebelam contra os homens maus...



Os macacos são treinados na base da porrada e servem de garçons, cabeleireiros, manicures, de empregados domésticos, sofrem com chicotadas, como em circos, e são vendidos em leilões. São torturados com choques elétricos e fogo, para ficarem traumatizados e seus donos possam assim assustá-los para repreendê-los. Cesar se revolta contra esse tratamento, uma vez que os homens tratavam seus animais de estimação com amor e carinho e se os macacos deveriam substitui-los, por quê deveriam ser tratados desse jeito então?

O brilhante discurso final



Por que não ver?


Se passa em 1991 (data fail).

Há furos de montagem (gente que se mela de sangue com cor de suco de tomate e o sangue some em seguida), furos de roteiro (não explica como Cesar consegue ensinar aos macacos a portar armas por exemplo, mas se deduz que eles o façam por "imitação"). O personagem Armando, que cuidou de Cesar, é eliminado de maneira "fácil" pelo roteiro e a própria sequência em que é capturado e obrigado a se explicar depois que Cesar brada contra os homens é de uma fragilidade e falta de imaginação enormes. 

A sequência da rebelião dos macacos, embora bem elaborada do ponto de vista estético - o diretor arma um confronto de um lado com policiais, do outro com símios, como uma batalha medieval - é de uma pobreza de montagem ímpar (não se espera muita coisa de um filme de 1972...). Faltam sequências de ação melhores elaboradas.

O vilão da trama, o governador dessa nova sociedade, é caricato, unidimensional, a cenografia não ajuda e fez o filme envelhecer horrores. A relação do personagem McDonald com Cesar é solucionada rápida demais - fica claro que McDonald defende um melhor tratamento para os símios uma vez que é descendente de negros e que foram sempre tratados como escravos pela sociedade -, mas falta impacto na cena em que ele descobre Cesar como um "macaco falante" e o ajuda a escapar. Se explorassem melhor essa relação, o filme só tinha a ganhar.

Malditos humanos escrotos...!


Preste atenção:

Nas sequências em que são mostradas cenas como os símios são tratados nessa sociedade futura, que acaba mostrando os motivos pelos quais Cesar se revolta contra os humanos. E no brilhante monólogo final.




TRAILER


3/5
Jason salienta que estamos falando de um filme de 1972, que envelheceu, mas ainda tem poder e mantém sua atualidade temática.

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