domingo, 24 de junho de 2012

Contágio (Contagion) - 2011



Sinopse: O filme segue o rápido progresso de um vírus letal, transmissível pelo ar, que mata em poucos dias.  Como a epidemia se espalha rapidamente, a comunidade médica mundial inicia uma corrida para encontrar a cura e controlar o pânico que se espalha mais rápido do que o próprio vírus. Ao mesmo tempo, pessoas comuns lutam para sobreviver em uma sociedade que está desmoronando.



Por que ver? 

Boa fotografia, técnica e direção de arte e cenários, que mostra cidades superpopulosas mundiais, ocidentais e orientais, ora com seus cassinos e moradores transitando pelas ruas, ora vazias, cheias de saques e de lixos. 

E tem o começo interessante, durante o processo de dissipação da doença, em que pessoas vão morrendo, sem que se saiba a exata causa de suas mortes — porque não se sabe de onde a doença vem, quais os vetores de transmissão, qual doença é, nada. A falta de informação sobre a doença e a tentativa de descobrir gera uma correria desenfreada da comunidade médica em detrimento da inércia governamental — que mais tarde, o roteiro criticará durante o ridículo processo de imunização da população elaborado pelos governantes. 

Quando o filme se encarrega de mostrar a falta de informação da população, as especulações e o poder da mídia (representada pelo blogueiro, interpretado por Jude Lawra), o roteiro cresce. A descoberta da epidemia pela população desencadeia surtos de pânico e saques, bem como sequestros, assassinatos e desordem total. A sociedade vai aos poucos definhando em horror e o diretor é capaz de dar um tom de crueza ao mostrar mortes de personagens.



- Fazendo figuração de luxo, bitches loves figurantes inúteis!


Por que não ver?

Tome como exemplo a cena em que um supermercado está sendo saqueado e uma doente tenta se aproximar do personagem de Matt Damon, que foge levando a filha; algo mais chocante e emocional já foi visto no superior Ensaio sobre a cegueira, com Julianne Moore. Sua indecisão, entre escancarar em cenas mais pesadas e se aprofundar nos personagens, fica evidente à medida que a produção passa e vai ganhando um ritmo insosso e se tornando desinteressante. Não ajuda em nada a trilha sonora composta por Cliff Martinez, estranha, enfadonha, anticlimática e completamente deslocada dentro da produção.

No excesso de subtramas e personagens, nenhum ator consegue se destacar. Pior, o roteiro não se aprofunda em nenhuma delas. A baranga chata da Gwyneth Paltrow some sem deixar saudades — faltam sofrimento e carga emocional a uma família que acabou de se desestruturar em virtude da doença que vitimou mãe e filho, e ao marido, que descobre posteriormente que a biscate o traía com o seu ex. 

Marion Cotillard parece barata tonta, zanzando de lá para cá sem dizer muito a que veio em uma participação que parece não acrescentar nada. Ela faz parte do mesmo grupo de personagens de Kate Winslet: a atriz parece desperdiçada em um papel ingrato, que o filme se encarrega de destruir justo quando se tornava bem interessante. Sobra para Laurence Fishburne, Damon e Law os papeis de conduzirem a trama e buscar algum vínculo emocional com o espectador, coisa que nunca acontece.
Com um final, ainda assim, interessante, Contágio parece ser um descabido excesso de personagens, que começa bem e ganha ritmo insosso do meio para o final, desperdiçando atores em um filme de temática atual que poderia ferver, mas cujo resultado é apenas morno. 



- Morre, fubanga!


Preste atenção!

No começo do filme, com os vetores de transmissão da epidemia, na personagem de Kate Winslet, na parte técnica do filme e no final.



Oi, ganhei um Oscar e tou desperdiçada nessa porcaria de filme!



2,5/5
Jason acha na média. Porque o tema, a ideia, é interessante, mas foi mal executada.

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