sábado, 30 de junho de 2012

A fuga do Planeta dos Macacos - 1971





Sinopse: Dois cientistas símios, Cornelius (Roddy McDowell) e Zira (Kim Hnter) - na verdade havia mais um, Milo (Sal Mineo), que morreu acidentalmente - retornam no tempo e chegam no século XX, em Los Angeles. Quando eles revelam sua habilidade para falar primeiramente são tratados como curiosidade e viram celebridades, mas depois como uma grande ameaça, quando o governo crê na história que a Terra será dominada por chimpanzés e assim tenta evitar o nascimento do bebê de Zira.



Boas atuações em um filme com furos de roteiro e carência de dramaticidade.


Por que ver?

A série "Planeta dos Macacos" é uma das mais curiosas, inventivas e poderosas séries cinematográficas e volta e meia reaparece no cinema, seja na forma de filme regular como em 2001, seja com um reboot interessante, como no "Planeta dos macacos - A origem", de 2011. Vamos combinar que nenhuma das continuações ou reboots superam o original de 1968, um marco da ficção e um dos clássicos absolutos do cinema.


Aqui, o roteiro dá uma explicação interessante sobre o desembarque da trupe de macacos (a explicação para a volta no tempo, que seria usada de certa forma por Burton no filme dele em 2001). Mas há outra sem pé nem cabeça (explica que eles recuperaram o foguete do primeiro e foi colocado em órbita, quando sabemos que o primeiro foi parar no fundo de um rio e não servia mais para nada). 



O casal Cornelius e Zira, do primeiro filme, no entanto, acaba incorporando a imagem da sociedade humana. Há uma espécie de sátira e cinismo com a sociedade, que adota como modelo de celebridade qualquer coisa que seja diferente dos padrões (o mundo das subcelebridades e de ex-BBBs está aí para comprovar com seus quinze minutos de fama, o que prova a atualidade da temática), para depois suprimi-la como se fosse uma ameaça. Mas essa fantasia vai de encontro ao estabelecido na série (se eles optassem sempre por manterem os macacos escondidos, o filme seria mais interessante, como se este segredo não pudesse ser revelado ao mundo e isso fosse impactante ao final, com a humanidade descobrindo a sua existência). Ok, parei, não sou o roteirista disso.


Enfim, a ideia de que Cesar, o líder dos macacos, é filho de um casal de macacos vindo do futuro também é interessante (o paradoxo temporal é explicado no filme através de uma ilustração de quadros, muito boa por sinal), as atuações são todas interessantes, mesmo com atores atuando com pesada maquiagem e quase sem mobilidade - Kim Hunter e Roddy McDowell possuem química, são adoráveis e funcionam maravilhosamente bem, atuando praticamente com olhares e gestuais o tempo todo (sabe-se que Sal Mineo sentiu-se desconfortável com a maquiagem de seu personagem, o dr. Milo. Desta forma o roteiro foi reescrito para que seu personagem morresse antes na trama). O final está de acordo com o proposto para a série.



- Oi, eu sou a mãe do Donkey Kong!


Por que não ver?

Desconte as cenas em que os gorilas aparecem, semelhantes a um espetáculo da popular Monga de algum circo barato qualquer (fail total). É o filme que sempre me incomodou de todos eles e sofre com o peso de explicar a origem de tudo, de uma maneira pouco trabalhada. O roteiro não ajuda - talvez por ter sido reescrito e eliminado um personagem que poderia render mais, o filme perde qualidade. 

É também o filme mais fechado na série e vale muito mais para o público que é fã porque não funciona se uma pessoa o assiste sem conhecimento prévio da série. E o filme carece de impacto dramático, não desenvolve muito bem a ação, até porque se um trio de macacos falantes descesse na Terra hoje por si só seria o anúncio do fim do mundo e haveria uma onda de suicídios.

TRAILER





2/5
Jason acha que o filme vale por algumas curiosidades presentes no filme e pelo interesse em conhecer a série...

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