domingo, 24 de junho de 2012

Preciosa - Uma História de Esperança (Precious) - 2009



Sinopse: 1987, Nova York, bairro do Harlem. Claireece “Preciosa” Jones (Gabourey Sidibe) é uma adolescente de 16 anos que sofre uma série de privações durante sua juventude. Violentada pelo pai (Rodney Jackson) e abusada pela mãe (Mo’Nique), ela cresce irritada e sem qualquer tipo de amor. O fato de ser pobre e gorda também não a ajuda nem um pouco. Além disto, Preciosa tem um filho apelidado de “Mongo”, por ser portador de síndrome de Down, que está sob os cuidados da avó. Quando engravida pela segunda vez, Preciosa é suspensa da escola. A sra. Lichtenstein (Nealla Gordon) consegue para ela uma escola alternativa, que possa ajudá-la a melhor lidar com sua vida. Lá Preciosa encontra um meio de fugir de sua existência traumática, se refugiando em sua imaginação.


Por que ver?

Tá reclamando de sua vida porque não tem dinheiro para comprar aquele sapato da moda? Você tá chorando e dizendo que vai se matar porque seu namorado lhe deu um corno com aquela vagabunda de quinta que se dizia ser sua amiga? Tá reclamando do seu trabalho de vendedora de cartão da C&A? Se mata.


Preciosa é um filme denso, cru, que incomoda, que causa desconforto, que lhe dá um tapa em sua cara e em sua consciência, e que você poderá até dizer que não gostou ao final - porque não é filme para qualquer estômago. Preciosa Jones é negra, obesa, adolescente, é estuprada pelo pai, está grávida do segundo filho, contraiu HIV, é pobre, analfabeta e tem uma mãe super abusiva, que a insulta, humilha e a maltrata (além de maltratar um dos seus filhos, que nasceu com síndrome de down). É um desses filmes que entranham em sua mente, te deixam mal, propositalmente desagradável, mas que nunca apelam para o dramalhão. É seco porque é real.


Sua direção é segura, seu roteiro simples e objetivo, e as atuações, quando não são impecáveis, formam um conjunto completamente sólido. Gabourey Sidibe está completamente dentro do papel, passando toda a dor e sofrimento, todo o bloqueio mental e brutalidade de uma pessoa que não conhece o amor. Chore na hora em que ela descarrega na cara do espectador que teve o filho no chão da cozinha e sua mãe quis chutar a sua bunda. O filme ainda traz Mariah Carey, em papel competente como a profissional assistente social completamente ineficiente e Paula Patton, como a professora lésbica que ajuda Preciosa a descobrir um mundo diferente através da educação, em caracterização simples mas eficiente. Por fim, consumindo o filme, comendo o roteiro, engolindo a câmera está Mo’nique, no papel da mãe de Preciosa. A atriz está perfeita no papel de uma mulher desequilibrada que culpa a própria filha pelo seu fracasso amoroso e sua infelicidade pessoal - e que a explora grotescamente em virtude disso.


- Preciosa, sua vagabunda! Você acha que pode roubar o meu homem?




Por que não ver?
Porque você vive em outra realidade, óbvio, muito distante da retratada no filme e o que é pior - se finge de surdo, mudo e cego. Nesse mundo real não tem nada de bom para você.


- Minha mãe vai me matar…


Preste atenção:
Na sequência de humilhações da mãe de Preciosa, diante da escada, e na forma como Preciosa e ela conversam com a assistente social, demonstrando que ambas não possuem consciência da dimensão e do estrago causado na vida da menina.


5/5
Jason chora e sente raiva da Sra Jones.

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