domingo, 1 de julho de 2012

A Dama de Ferro (2012)




Sinopse: A Dama de Ferro conta a comovente história de Margaret Thatcher, uma mulher que quebrou as barreiras de gênero e classe para ser ouvida em um mundo dominado pelos homens.

Porque ver?


Porque Meryl Streep existe, e apenas por isso. O filme é dela, sua atuação é magnífica, estupenda e irretocável. Seu talento aliado á um trabalho assustador do departamento de maquiagem a transformam em Margaret Tatcher. Essa sem dúvida é uma das melhores interpretações da carreira de Meryl. O Oscar que ela recebeu pelo filme foi merecidíssimo. Vale também uma menção honrosa para Jim Broadbent, que divide com Meryl alguns bons momentos do filme.

A maquiagem da Meryl Streep funciona melhor que o roteiro.

Porque não ver?


Alguém se propõe da fazer um filme sobre uma das figuras políticas mais importantes que já existiu. Então você espera ver um grande filme, uma narrativa bem construída que mostre a ascensão dessa pessoa ao poder (e sua consequente queda, como na maioria dos filmes sobre figuras políticas). Mas o que te entregam uma apresentação de power point de 105 minutos em que você nunca sabe o que está acontecendo, uma direção bêbada e uma montagem que eu faria bonitinho no Windows Movie Maker. Você se sente como se estivesse numa máquina do tempo em pane, nunca sabemos se é passado, futuro ou presente. O filme começa com Margaret já idosa e mostrando sinais de demência, e constrói sua narrativa intercalando momentos de sua juventude, mostrando Margaret como uma jovem idealista e esforçada (e um tanto desajeitada) até sua entrada na vida política, com momentos do auge de sua carreira, enfrentando em combatendo com mãos uma grave crise na Inglaterra. Tudo isso num roteiro confuso, sem explicar direito quem foi Margaret Tatcher. Quando o roteiro resolve mostrar verdadeira Dama de Ferro, o filme já está quase no fim e o público já se cansou.
Quem manda nessa bagaça desse filme sou eu!


Preste atenção: Na Meryl Streep, na excelente caracterização e na excelente composição da personagem: a postura, a voz, os gestos, as expressões e esqueça o resto.

Nota: 1/5. Ravenna Morgan adora filmes sobre políticos, mas este ficou devendo. Uma pena ver uma grande história e uma atriz sensacional desperdiçadas num filme tão cretino.

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