quinta-feira, 5 de julho de 2012

Alien Vs Predador - 2004

AVP ou AVC?


Título Original: Alien vs Predator 

Ano de lançamento: 2004

Direção: Paul W. S. Anderson 

Roteiro: Paul W. S. Anderson 

Elenco: Lance HenriksenSanaa LathanRaoul Bova


Sinopse: 

Uma pirâmide é encontrada na Antártida através de satélites, fazendo com que uma equipe de cientistas e aventureiros seja enviada para investigar o local. Porém, uma vez lá, eles fazem uma descoberta: a pirâmide serve de abrigo para duas raças alienígenas extremamente violentas, que estão em guerra.



Por que você precisa ver esse filme?

Porque a ideia do encontro desses dois monstros intergaláticos, por mais recente que pareça, não é nova - ela vem dos jogos de videogames e quadrinhos (desde 1989) e do período depois do sucesso do segundo filme do Predador (começo da década de noventa). E também porque não é tão idiota quanto parece ser - porque funciona em todas as outras mídias em que ocorreu, menos aqui, por incompetência dos realizadores mesmo.

Se você viu essa tragédia, ótimo, há grandes chances de ter considerado o filme a mesma porcaria que eu. Se não viu e quer ver... é por sua conta e risco. Talvez você sinta o desejo de assistir a essa bomba fenomenal pela curiosidade despertada por um encontro de dois dos maiores ícones de ficção e que fizeram a infância, a adolescência (e a vida adulta, why not?) de muita gente (incluindo eu), o Alien e o Predador.

A direção de arte e de cenários se esforça, convenhamos. A fotografia tenta. Os efeitos especiais não são precários, mas também não são arrasadores. E o resultado final é pífio.


Alguém, por favor, queima essa porcaria de filme!!!


Por que não ver, ora?

Mal dirigido, mal roteirizado, mal elaborado, mal montado e mal encenado... AVP é um desastre monumental. Não é um filme (digno) de ação - ou pelo menos não há nenhuma cena digna que preste - não tem suspense, não é horror. Não diverte, entedia. Não dá pra definir isso a não ser como um "trash" (se isso é trash, também não saberia qualificar a impronunciável continuação disso). 


Não me incomoda em nada o fato de existir uma pirâmide no meio da trama, no meio de um continente gelado. Acho até interessante e haveria uma infinidade de caminhos a seguir a partir dessa ideia (embora eu, sendo roteirista dessa coisa, sinceramente jamais a usasse). Nem o fato de uma humana virar amiga de um Predador me incomoda, porque também poderia render algo substancialmente curioso - se fosse melhor desenvolvido isoladamente, mostrando aos poucos uma forma de "entendimento" entre as raças, que inicialmente se estranhariam, mas aos poucos se virariam nos 30 para vencer suas diferenças e eliminarem a verdadeira ameaça que seria, claro, os aliens. Bom, eu sempre tive mil e uma ideias de como fazer um encontro entre as duas espécies - e uma delas seria a de deixar o Predador aparecer apenas no final do filme (para uma continuação, alô Fox, me chama?), sendo o filme conduzido como uma produção da série Alien (sabe aquele clima de ação de Aliens O resgate?). Mas eu não sou o roteirista dessa porcaria, então, nos contentemos com o que temos... 


Eu até hoje estou chocado, isso sim, com a justificativa e as cenas em que a personagem "interpretada" pela (péssima) Sanaa Lathan faz uma amizade de mesa de bar com o Predador em questão de segundos. Tipo: "o inimigo do meu inimigo é meu amigo" ou "Vamos ficar amigos, explodir esses malditos aliens"! 

Aí o Predador pega uma carona com ela num trenó (véi, um trenó, o que foi aquilo? Alguém me explica por favor porque eu tive crise de risos durante três dias seguidos...), mas, quando todo mundo pensava que o filme tinha terminado, vem a surpresa: a rainha Alien. 


Sim, a toda boa, a marombada, mamãe de todos os ovinhos das criaturinhas alienígenas. Mas ela estava congelada, sabe, tal qual uma mosca em congelador, deu uma esquentadinha e, furiosa, foi lá se vingar.

Perceberam o naipe disso?


- Te amo, gatão! Me beija...
- Owwnn... hmmm... grrr awwwnnn


Como falei antes, o problema não é a ideia. É a sua execução. Paul W. S. Anderson tenta desenvolver tanta coisa com seu roteiro furado e acaba não fazendo nada de nota. O papo da pirâmide feita para sacrifícios some de uma hora para outra porque não interessa ao desenvolvimento, é só um cenário para colocar todo mundo correndo e as criaturas se pegando. O desenvolvimento dos personagens acaba não colando (alguém se importou com os personagens humanos desse filme?). 


Nenhum dos atores funciona. O encontro dos alienígenas vem de uma forma tão desmotivada que, quando eles surgem, você já perdeu o interesse pelo filme. Há furos notáveis (é NOITE na Antártida, tá o maior breu, e a heroína tá vestida com roupa inadequada - não me recordo se o filme se passa no inverno nem se ele informa isso, porque se fosse nessa época do ano, todo mundo morreria congelado rapidamente no final do filme só de colocar a cara na superfície do continente) e um desenvolvimento ordinário da raça dos Predadores - que deve ter deixado seus criadores, Stan Winston e James Cameron (sim, foram os dois os responsáveis em uma conversa dentro de um avião, mas isso são outros quinhentos....), com vontade de espancar os responsáveis por essa derrota. 




- Cara, vô te contar, você acha que vida de alien é fácil?




Os Predadores foram criados como uma raça nem inteiramente boa, nem inteiramente má. Essa dualidade na sua personalidade é justamente algo que chama atenção dos fãs, seja nos filmes ou nos quadrinhos, em qualquer lugar que apareçam. Possuem desenvolvimento tecnológico avançado e as mulheres (de sua espécie e das outras, como a nossa) parecem ter, ou uma elevada proteção dos machos ou um admirável respeito, assim como os doentes (uma vez que os dois são poupados de morte). Parecem participar de rituais de iniciação e de passagem para a maturidade, já que são caçadores habilidosos que exibem seus troféus em painéis nas suas naves. 


Há também uma noção elevada de honra em seus clãs, que é o que fica evidente, principalmente no final do segundo filme. Essa parte do avanço tecnológico e esse convívio entre os integrantes da espécie, quase num nível primitivo de vida dos seus grupos, no entanto, sempre soou para mim como algo que não casa - mas reconheço fazer parte do mistério e da mitologia em torno do personagem. 

Ok, mas voltemos ao filme. Meu Deus, e como lidar com o final e a espécie híbrida, minha gente?

Dito isso, Paul deveria ao menos ter sido digno e ter pulado fora, reconhecendo que é um diretor capenga e não tem talento para roteiro (as produções de Resident Evil comprovam a tese). Seu AVP é uma vergonha.


Trailer






Cotação: 0/5
Dá tempo para explicar um trocadilho infame? O filme ganhou o apelido de AVP, mas poderia ser AVC - é o que você vai ter de tanta raiva por ter perdido seu tempo com isso. Jason chuta que é macumba!

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