sexta-feira, 6 de julho de 2012

Anaconda - 1997





Hoje vamos falar sobre esse maravilhoso e impagável clássico trash, que apareceu do nada no ano de 97 nos cinemas PARA A NOSSA ALEGRIA e ainda sobrevive na forma de continuações que conseguiram a proeza de se tornarem ainda mais inferiores do que ele: o impressionantemente podre "Anaconda"!

Subam os créditos, por favor (com música da J-Lo, em homenagem a ela).

Título Original: Anaconda
Ano de lançamento: 1997
Direção:Luis Llosa 
Roteiro: Hans Bauer, Jim Cash, Jack Epps Jr.
Elenco: Jennifer Lopez, Ice Cube, Jon Voight, Eric Stoltz, Jonathan Hyde, Owen Wilson, Karl Wuhrer, Vincent Castellanos, Danny Trejo, Frank Welker.

Sinopse:

Nesse suspense thriller scifi de horror emocionante e empolgante (só que não...), um grupo entra na Floresta Amazônica com o objetivo de fazer um documentário sobre uma tribo indígena e, durante a jornada, conhecem Paul Sarone (Jon Voight), um insano caçador que deseja capturar viva uma anaconda, uma cobra que pode atingir doze metros de comprimento.


- QUERIDA, CHEGUEI!!!


Por que ver isso mesmo, gente?

Para lembrar que podreiras podem ser muito divertidas. Anaconda é a combinação perfeita de erros que fazem um filme ser tão ruim, mas tão ruim, RUIM..... que é bom, entende? 

Ah, e para lembrar que um dia J-Lo foi um nome, Jennifer Lopez, uma "latina" qualquer aí que não conhecia os milagres das cirurgias plásticas, tinturas de cabelo, nem das chapinhas e escovas progressivas. Sim, um dia ela foi humana, gentem como a gentem.



- Posso zenzualizar um pouco enquanto a cobra não vem? Hein hein hein?!


Por que você tem que passar longe disso?

Eu não sei nem como explicar a comoção em ver aquela cobra dar aquela sambada e o  giro Globeleza na cara do espectador e se enrolar toda de emoção para engolir a sua presa. Eu cantei "Na tela da tv no meio desse povo...." acho que nas 1548611 vezes que repeti a cena, para poder acreditar que aquilo realmente existia. É insano, é bizarro, é vagabundo, é doentio. É a essência do lixo. Se você não gosta de filme lixão, saia vazado (a) disso!

Mas o filme guarda outras aberrações ainda mais emocionantes. Como na cena em que a cobrinha - gulosa que só ela - engole o dublê digital de Jon Voight - para depois ter uma indigestão daquelas e vomitar o cara - AINDA VIVO, com direito a piscadinha e tudo. Perceberam a emoção disso? Anaconda é vida, Anaconda é luxo, é poder, é muito amor, gente!

Não vamos contar a já famosa cena da cachoeira e seu famoso erro de montagem, em que a cobrinha, toda serelepe, escala uma árvore para pegar a sua vítima no ar - enquanto a água da cachoeira sobe (!). Porque, venhamos e convenhamos, a Anaconda se movimenta não apenas como uma serpente, mas como uma serpente assassina comedora de gente, com apetite para deixar qualquer piranha de escama em pé, rápida como uma bala (mesmo de barriga cheia) e pula mais alto que canguru. Ou seja, uma assassina completa. OI? 


- Vem cá, dá beijinho, dá! mmmmm


É uma pena ver Jon Voight em cena. Ator que já teve seus dias de glória, é notável perceber como o cara está lá para pagar as contas de casa. Mas o filme acabou com a carreira de Eric Stoltz praticamente, deixou Ice Cube no mesmo lugar de sempre, nos fez ter que aturar a existência de Owen Wilson (que foi fazer comédia porque viu que papel mais sério não dava nem....) e fez o impensável para a fraca Jennifer Lopez, transformando-a depois disso em uma estrela da música e do cinema. O filme ainda traz "Machete" em pessoa, contribuindo ainda mais com sua aura trash impagável.

Tudo funciona para o bem do filme: desde o elenco péssimo, os efeitos ridículos - a cobra animatrônica é um carnaval -, a trama vagabunda, raza, com personagens unidimensionais em que é possível saber praticamente quem vai ficar vivo no final e quem vai embarcar dessa para melhor. E a direção? A direção é constrangedora. As tentativas de se criar suspense e tensão vão embora com a câmera tipo National Geographic da coisa, que busca salientar as belezas naturais do lugar como se fosse um cartão postal, quando deveria ser o contrário - o cenário nunca parece ameaçador para ninguém a não ser a coitada da cobra. Sem contar nas situações inverossímeis e muito (mas muito mesmo) senso de humor involuntário. 

Uma pérola trash.




TRAILER 


Cotação: 0/5
Jason acha que o filme é um épico trash e uma das melhores comédias da década de 90. Vale a pena rir de novo!



3 comentários:

  1. Esse filme marcou profundamente minha infância. É um negócio que eu tenho plena consciência que é uma bagaceira de nível intergalático, mas ainda assim o tolero, pois tenho aquele carinho que cultivei na infância, pois morria de medo da anaconda comedora de gente! Tanto que se alguém me perguntar sobre o filme, eu vou falar de peito cheio: ADORO! kkkkk

    Momento WTF: a câmera filmando o interior da cobra enquanto ela engole o Sarone! LMFAO total!

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    Respostas
    1. Também tenho um carinho pelo filme, a primeira vez que fui no cinema foi para assistir Anaconda e sinceramente tive pavor da cobrinha, tempos depois assisti novamente e sinceramente kk vi com os outros olhos, achei incrível sobrancelha da Jeniffer, e depois a cobrinha morta de fome sai comendo cuspindo o povo e comendo. Enfim é trash mesmo super daqueles que você assiste todas as vezes que passa.

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    2. Também tenho um carinho pelo filme, a primeira vez que fui no cinema foi para assistir Anaconda e sinceramente tive pavor da cobrinha, tempos depois assisti novamente e sinceramente kk vi com os outros olhos, achei incrível sobrancelha da Jeniffer, e depois a cobrinha morta de fome sai comendo cuspindo o povo e comendo. Enfim é trash mesmo super daqueles que você assiste todas as vezes que passa.

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