segunda-feira, 30 de julho de 2012

Batman – O cavaleiro das trevas ressurge (2012)






Título Original: Batman - The Dark Knight Rises 

Direção: Christopher Nolan 

Roteiro: Christopher Nolan, Jonathan Nolan 

Elenco: Christian Bale, Tom Hardy, Michael Caine, Morgan Freeman, Gary Oldman, Anne Hathaway, Joseph Gordon-Levitt , Marion Cotillard, Juno Temple, Nestor Carbonell, Daniel Sunjata, Matthew Modine. 


Sinopse: Oito anos se passaram desde que Batman desapareceu na noite e passou de herói para fugitivo. Ao assumir a culpa pela morte de Harvey Dent, o Duas Caras, o Cavaleiro das Trevas sacrificou tudo pelo que ele e o Comissário Gordon esperavam ser o melhor. Por um tempo a mentira funcionou, com a criminalidade em Gotham City sendo destruída pela lei anti-crime de Dent. Mas tudo irá mudar com a chegada de uma ladra com interesses misteriosos. Muito mais perigoso, porém, é o aparecimento de Bane, um terrorista mascarado cujos planos cruéis para Gotham buscam tirar Bruce de seu exílio autoimposto, mas mesmo usando novamente seu capuz e sua capa, Batman pode não ser páreo para Bane. 


O Ministério da Saúde Adverte: 


O conteúdo deste texto pode causar efeitos colaterais gravíssimos em portadores de Noletismo Crônico, como ficar putinho e dar chilique. ^^ 


Um pequeno aviso: 


Este texto contém spoilers, ou seja, se você ainda não foi ao cinema e saiu com dor de cabeça graças a batucada de Olodum de Hans Zimmer, é melhor não continuar lendo. 



O surgimento do mito. 

Midas made in china.
Batman, super-herói dos quadrinhos da DC Comics, parecia estar relegado ao esquecimento cinematográfico depois de duas adaptações pífias comandadas por Joel Schumacher. Mais eis que surge ele: o deus do cinema, mago dos roteiros forjado a partir de restos mortais de grandes cineastas de Hollywood, o intelectual, O CARA, o mito – só que não – Super Christopher Nolan. (Nolan para os íntimos). Esse grande homem e cineasta, que veio para revolucionar o mundo das adaptações de quadrinhos (Jason me mata quando ler isso), deu uma abordagem interessante para a história do Homem Morcego, com o belíssimo Batman Begins (2005) reascendendo nos corações nerds dos fãs do Morcegão, as esperanças de ver o herói bem defendido no cinema. E deus Nolan continuou tendo êxito com o filme seguinte, o Cavaleiro das trevas (2008), que, embora eu tenha lá minhas ressalvas com aquela trama mexicana envolvendo Harvey Dent, é um inquestionável sucesso, em grande parte graças a atuação sensacional de Heath Leadger no papel do Coringa. E, devido a esse grande feito o Sr. Nolan (que nesse meio tempo entregou outros filmes bastante elogiados por público e crítica) construiu uma legião de seguidores fieis (que minha terrível irmã Tia Rá, apelidou carinhosamente de Noletes), que acreditam que o cara é o próprio Midas (se não conhece a história do Rei Midas, consulte pai Google). 

Obviamente que com os dois excelentes trabalhos anteriores e com outros bons trabalhos no currículo (trabalhos bons, de fato, mas que Noletes consideram obras-primas), era de se esperar que o desfecho da trilogia não fosse nada mais, nada menos que um grande épico. E poderia ter sido mesmo, só que não. 

Gatão!

Uma trama recheada de excessos: 


Mas vamos com calma, pessoal! O cavaleiro das trevas ressurge é um ótimo filme de ação e diverte em alguns momentos ou faz pensar em outros. A trama não é ruim, ao contrário, ela é bem costurada aos dois primeiros filmes da franquia, de modo que os três formam um todo bastante consistente – e em até certo nível, bastante coerente. Oito anos depois dos eventos de O cavaleiro das trevas, Bruce Wayne permanece recluso em sua mansão, a sua empresa está quase falida, mas Gotham vive momentos de paz. Porém, eis que surge o vilão Bane – um cara feio, bombado e que usa focinheira de pitbul – para tocar o terror na cidade, fazendo com que Batman tenha que voltar a ativa. Paralelas a isso, pequenas subtramas são adicionadas a história, entupindo o filme de personagens, alguns úteis, outros nem tanto. Os principais são Selina Kyle/ Mulher-gato (Anne Hathaway), uma ladra habilidosa, cuja presença no filme é totalmente dispensável. A milionária Miranda Tate (Marion Cotillard), que fica rodeando o Bruce igual urubu na carniça e tem interesse em fazer negócios com a Empresa Wayne em um projeto de energia limpa. Personagem desinteressante que custa dizer a que veio, e que aparece aqui e ali como um fantasma e some no meio da trama, para reaparecer num momento vergonha alheia no terceiro ato. E também temos o vice-comissário Peter Foley (Mathew Modine) um babaca, que acha que vai prender o Batman, que está ali para desperdiçar dinheiro do orçamento com o cachê que pagaram pra ele. 



Situações cretinas: 


A direção de Nolan continua eficaz, embora não seja nada original, mas seu roteiro peca em muitos momentos. E dá-lhe spoilers: Pra começar, quando Bruce resolve trazer Batman de volta a ativa, Alfred temendo pela vida do jovem patrão (a quem ele viu nascer, cuidou, trocou as fraldas, viu crescer, deu conselhos, lambeu as feridas, só faltou amamentar), faz de tudo para impedí-lo, pede demissão (inclusive conta da carta que Rachel havia deixado no segundo filme), numa cena mal feita, que envergonharia escritores de novela mexicana. Bruce fica putinho e se limita e dizer “Adeus, Alfred”. Daí o mordomo simplesmente... puff. Desaparece! Até entendo que o rompimento serviria para deixar Bruce ainda mais  fragilizado, mas custava trabalhar melhor nesse desentendimento? Ok, Alfred é completamente esquecido. Bruce não demonstra nenhum sofrimento pela perda. Que se dane o Alfred! Aham, Nolan, senta lá. 

Como Bruce Wayne, macaco véio, calejado, confia na primeira carinha bonita que lhe aparece com um projeto de energia sustentável e coloca a empresa nas mãos da vadia que ele nunca viu na vida? E o envolvimento romântico deles, acontece rápido demais, para quem estava em luto eterno pela mulher amada e tinha perdido um pai, pela segunda vez. Não convenceu. 

Oi oi oi, vem dançar comigo
mexe e remexe...
Batman está de volta a ativa e é o que importa aqui. Ele luta com Bane, e este quebra sua coluna (há controvérsias, alguns defendem que ele apenas deslocou a vértebra, mas com aquele golpe do Bane, sei não), o abandona num poço gigante situado nos quintos dos infernos, cujo serviço de quarto não é dos melhores, mas pelo menos tem televisão de tela plana e curandeiro milagroso. Batman é curado no poço, sua coluna fica boa e ele tenta sair de lá várias vezes. Enquanto em Gotham, Bane toca o terror (terror mesmo, liberta condenados da cadeia e deixa toda a policia da cidade presa num túnel). O Comissário Gordon se une ao policial John Blake para tentar recuperar a ordem em Gotham. 

Bruce finalmente sai do poço, embora pareça absurda a recuperação dele lá dentro, a forma como ele ressurge é de uma beleza ímpar, valeu pela mensagem. Como ele volta pra Gotham (toda cercada) sem um tostão furado e sem documento, only God Knows. De volta a cidade ele une forças com a bisca da Selina, Gordon, John Blake e Lucius para deter Bane. 

Sylvester Stallone:
 "Eu inventei isso!"
Aí a confusão é geral, com direito a policiais e bandidos armados saindo no braço no meio da rua, no melhor estilo Rocky V. Batman saindo no braço com Bane e libertando Miranda (ah é, ia me esquecendo que ela foi seqüestrada por Bane, mas como ela some durante quase toda projeção, o povo nem lembra mais dela) que se revela a grande (cof, cof) vilã da trama. A filha de Ra's Al Ghul, aloka, que só quer ver Gotham destruída. Miranda/Talia foge para detonar a bomba, que Gordon está tentando desativar dentro de um caminhão. Batman fica gravemente ferido no corpo e no coração (coitadinho, mais uma punhalada...) e a mercê de Bane, mas eis que chega a Selina e mete-lhe um tiro e Batman sai lindo e gostoso pra terminar de salvar Gotham. Mas e a facada que levou? Oi? O final é ainda mais confuso, mas chega de spoilers, por hora. =) 




Cenas de ação



Lindona! Divaaaaa!!!
As cenas de ação iniciais e durante do filme são bacanas, Bane derrubando um avião. Depois a invasão e a fuga da bolsa de valores. A volta de Batman com sua moto super fodônica tentando pegar Bane, e a empolgação de um policial quando o vê. O surgimento da Batnave (melhor atriz do filme, linda e poderosa, merece um Oscar). Porém não há nada de novo, são cenas recicladas de diversos filmes de ação. Aquela perseguição do caminhão que transportava a bomba e o acidente que mata Talia/Miranda, Transformers feelings, com direito a take cuspido de Terminator 2. Tudo isso, acompanhado de uma trilha sonora pesadíssima de Hans Zimmer, parecendo batidas de tambor que mais lembram uma versão “sombria” das batucadas do Olodum. 


Herança de Joel Schumacher:


Batman se teletransporta? Ele sempre aparece para salvar alguém que está em perigo, como ele sabia do paradeiro dessas pessoas e que eles estavam em perigo, é um grande mistério. Telepatia? 

A cidade está sitiada, terror geral espalhado pelas ruas, e Batman ainda tira uma onda com aquele símbolo do morcego queimado para mostrar que estava de volta. Estava com tempo né? 

Selina, Batman e Gordon olhando com cara de paisagem para Tália, diante daquele discurso patético pré-morte dela. Oh my God! 

E o beijo da bisca da Selina no Batman faltando poucos minutos para a bomba explodir não combina nem um pouco com a abordagem estabelecida por Nolan. 


O que funcionou:


Como já disse antes, a trama é bem interessante, apesar de todas as falhas. O problema é que para que ela se desenvolva, Nolan cria situações inverossímeis. A mensagem que Nolan quis passar, com a ideia de que qualquer um pode fazer a diferença, basta ter coragem e força para enfrentar os seus medos é louvável. Assim como a metáfora da decadência moral da sociedade - que fica a toa na vida vendo a banda passar em vez de agir - retratada em toda trilogia. O personagem John Blake, é bastante interessante, porque representa o fio de caráter que ainda resta em Gotham, um homem de bem, que acredita na justiça e na verdade. Aliás, embora sua "vidência" a respeito da identidade do Batman seja no mínimo estranha, o  momento de sua conversa com Bruce Wayne é um dos mais belos do filme.

O quê que eu tô fazendo aqui?

Momento “OI?”: 


No terceiro ato descobrimos aquela tal Miranda Tate, aquela que “dá uma” com o Bruce e estava esquecida durante quase toda projeção é a grande vilã Talia, filha do Ra's Al Ghul. Todo seu papo filantrópico de energia limpa era desculpa para ter acesso ao reator nuclear da empresa Wayne. Ok! Mas como se convencer de que aquela coisa tão sem sal, sem tempero pode ser uma vilã? Para uma reviravolta desse naipe, era preciso que Nolan trabalhasse melhor as atitudes dessa personagem e não a jogasse ali algumas aparições parcas, sem nenhuma força dramática. Para entender melhor, vamos ver um exemplo recente: Quem viu A ilha do medo, sabe que há uma reviravolta no final, em que um personagem revela ser outra pessoa. O que rola é que esse personagem tem atitudes ambíguas durante toda a projeção, atitudes passiveis de interpretações diferentes, mas que são explicadas e compreendidas no ultimo ato. Com Miranda isso não acontece, ela não é ambígua, é mal desenvolvida, apenas fica pagando de gatinha do Bruce Wayne. Fail. 




Elenco irregular: 


O elenco veterano é eficaz: Batman e Bruce Wayne continuam sendo bem defendidos pelo lindão do Christian Bale. Michael Caine continua aquele velhinho fofo que todos tem vontade de abraçar (eu quero um Alfred pra mim, eu juro). Morgan Freeman eficiente como Lucius Fox, sempre pronto a ajudar Bruce com suas invenções bacanas. Quanto ao Gary Oldman, a família Ravenna só tem a declarar o mais puro amor que sente por esse ator maravilhoso. 

 Tchau, Bane! Esse filme tem vilão demais!
Entre as novidades a coisa já muda de figura: Como boa surpresa temos apenas Joseph Gordon Levitt, no papel do corajoso policial John Blake, o único personagem bem desenvolvido entre os novatos na franquia. Anne Hathaway está até bonitinha e graciosa, como a interessatíssima Selina Kyle/Mulher gato (digo interessantíssima nos quadrinhos), mas não faz muito além de usar uma roupa colante, dar saltos, chutes e tiros, pilotar uma moto e se oferecer pro Batman. Está ali como enfeite, afinal, todo filme de ação precisa de uma “gostosa” (o que a magricela não é, vale ressaltar). Marion Cotillard, lindíssima, uma excelente atriz prejudicada por uma personagem tão sem sal que dá preguiça de vê-la em cena. Tom Hardy, como vilão Bane, saído diretamente de academias de fundo de quintal, depois de tomar muita bomba, direto para Gotham City. Tudo que faz é gritar e sua expressão corporal é a uma mistura de lutador de UFC com jogador de futebol americano. Mathew Modine canastrão, inútil, suas cenas são desperdício de um tempo precioso e Juno Temple, só serve pra cheirar o cangote da Anne Hathaway, o que essa criatura ta fazendo no filme pelamordedeus? 


Resumo da ópera:


O filme é legal, até diverte, serve como passatempo. Assim, tipo Temperatura Máxima numa tarde de domingo. Algumas falhas do filme seriam totalmente perdoáveis se não fosse uma produção que se leva tão a sério.  Tem um epílogo um tanto apressado e desajeitado, mas ainda consegue ser bonito e comovente, além de passar uma mensagem legal.

Não se trata de implicância gratuita, é decepção mesmo, porque Nolan é realmente competente e fez o Morcegão ressurgir (literalmente) de forma digna no cinema e justamente por isso, Lady Rá ficou decepcionada com esse terceiro capítulo da saga. Porque poderia ser mais, muito mais. 

Cotação: 3/5

8 comentários:

  1. "Morcegão ressurgir (literalmente) "

    Não gostei tanto do filme, estou tentando encontrar alguma resenha que realmente exponha os defeitos do filme com imparcialidade, mas ainda não encontrei.
    Nem li toda a sua crítica, porque é extremamente previsível,principalmente quando começa a falar sobre "noletes" já se percebe que é aquela coisa de sempre.
    Além disso, dei uma passada na crítica do Vingadores só para tirar a prova, sua opinião não está muito coerente ("Ok, tem uns furos no roteiro, mas dá pra relevar se você não for um mala que implica com qualquer coisa.")

    E por favor, essas legendas nas imagens não são engraçadas.

    Mas parabéns pelo blog.

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  2. Oi .

    Você é bem-vindo (a) para expressar sua opinião sempre e da forma que quiser. Realmente é impossível agradar a todos e não existe crítica 100% imparcial. Quanto a crítica de Os vingadores, tem alguns furos que não interferem no curso da história, no caso de Batman é diferente, a meu ver, porque as situações são jogadas ali para que a trama se desenrole, como expliquei na conclusão. Os filmes possuem abordagens diferentes, Os vingadores possui uma atmosfera mais fantástica, enquanto Batman recebe um tratamento totalmente realista, o que agrava mais ainda certas situações. A questão é que eu esperava mais desse filme, uma vez que os dois longas anteriores beiram a genialidade e este último ficou muito genérico.

    Sobre a brincadeira com os fãs do cineasta, bom, é apenas uma brincadeira. Essa é a intenção dos responsáveis por este blog, apenas comentar os filmes de forma leve, tirando sarro das situações.

    Muito obrigada pela visita e pelo comentário!

    Um beijo doce! ;-)

    Volte sempre!

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  3. Pois eu ri - e muito - na parte do "Midas Made In China" kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Concordo sem tirar nem pôr nada aí. É um filme superestimado, e não entendi toda essa babação da crítica por um filme tão furado e genérico como esse. Vi na internet em vários sites que os críticos aprenderam a dizer que o resultado é "satisfatório". Por quê "satisfatório"? Estão com medo de dizer que o filme tem buracos, peca por muitos defeitos, e é mediano, um filme de ação meia boca, só porque é do Nolan, o gênio de barro?

    É isso que irrita mais. Não é Nolan, competente, como diz a crítica. São os fãs alienados (adorei os "Noletes" kkkkkkk), que consomem a porcaria ignorando os erros e jogando tudo para debaixo do tapete. Fanatismo é mesmo uma merda.

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    1. Olá, anônimo!

      Obrigado pela sua participação!

      Lady Morgan, a autora das considerações, não está podendo responder no momento, então estou prestando favores a ela rs Aliás, esse "Midas made in China" foi algum relapso de consciência da minha irmã, que fez o papel da tia aqui e soltou essa, rs

      Concordo com tudo o que você disse. Realmente o Nolan é um diretor competente, sim, não temos dúvidas disso, ele mostrou um trabalho muito bom com a trilogia. Mas, custava voltar ao básico? Voltar ao primeiro filme. Às vezes a gente tem que levar aquele tapa na cara para saber que menos muitas vezes é mais, não é mesmo? Talvez tenha faltado isso a ele - o tapa. Voltar ao básico. Esquecer um pouco o papo do épico, do mais e mais e maior, até fugir de controle. Sim, Nolan criou um bicho de sete cabeças e não conseguiu domesticá-lo. Pelo menos foi essa a sensação que eu tive.

      Não sei se isso aconteceu por pressão do estúdio - Batman é uma marca, acima de tudo, de bilhões de dólares em jogo, e aposto que o tempo todo durante a produção os executivos estavam ansiosos, precipitados, enlouquecidos. Quem não estava? E existem os fãs. Como entregar material de qualidade para eles e que seja bom para o estúdio? Mas aí veio isto, que chamam de "o filme do ano" e o fato é que ficou aquém de qualquer expectativa, abaixo dos outros dois filmes anteriores e longe de se enquadrar como o filme do ano. Resultou, no máximo, em um bom filme de ação e de super herói.

      O tempo todo me senti como se estivessem enchendo o bucho com tanta coisa em cena e tantos momentos que não tinham motivos para existirem. Por qual motivo mesmo? Vender bonecos, quinquilharias, vender a marca? É de se refletir um pouco sobre isso.

      No mais, obrigado pela participação aqui nesse humilde blog. Qualquer comentário, seja ele a favor ou contra, é lido com muito carinho e respeito!

      Abraços!

      Tia Rá =D

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  4. Adorei os DOIS textos, mas deixei pra comentar aqui. Concordo em GENERO NUMERO E GRAU com tudo o que vc falou tia Rá.

    Não sou DCnauta e nem Marvete, eu sou APAIXONADO por Super-Heróis.

    Como é que pode o Robin ter seu nome de nascimento....ROBIN? Me corrijam se estiver errado, mas Robin não foi SEMPRE (até morrer) DICK GRAYSON????? Imaginem se fosse JOEL SCHUMACKER a cometer este erro??? Não estou defendendo Joel, estou só COMPARANDO.

    Porque Batman URRA como se estivesse esgotado logo que encontra Bane para a luta mano-a-mano nos esgotos? Ele deveria urrar daquele jeito se já estivesse apanhando, e daí sim, buscar forças com valentia, mas ele urra já nos primeiros socos. Sei que ele estava machucado no joelho e todo o corpo dele estava digamos "destreinado", mas antes dessa luta ele já havia ajudado a Mulher-Gato numa outra luta, e deu um baile nos capangas do Bane. Só gostaria de dizer que as duas lutas entre os dois pra mim foram os melhores momentos do filme, mesmo que infelizmente, Batman e Bane pareçam dois boxeadores lutando (nada contra) ao invés de dois NINJAS altamente treinados que poderiam proporcionar uma luta ESSA SIM épica que durasse uns 20 minutos (ainda vou ver um filme que respeite o fã quanto a isso).

    Como pode Bane COM UM SOCO quebrar CONCRETO e não ESFACELAR o queixo de Batman? O mesmo Bane que com golpes de soco QUEBROU O CAPUZ DE GRAFITA DO BATMAN não quebrou seu queixo?

    Batman leva uma FACADA e logo em seguida está NOVINHO EM FOLHA pra salvar a cidade.

    Estes filmes do Nolan pecam por não dar uma atmosfera mais FANTÁSTICA ao universo do Batman, e quando digo fantástica, não quer dizer Joel (denovo) mas algo que transmita a AURA dos quadrinhos (novamente isento o Batman Begins nisso, pois este MOSTROU mesmo que pouco).

    Este filme era pra focar a policia perseguindo Batman, mas focaram demais em assuntos massantes, política, tornando a história cansativa ao longo da trama, num filme que era pra ser ação do começo ao fim. É preciso lembrar que apesar do realismo, BATMAN É UM SUPER-HERÓI e foi extraído do mesmo "útero" que saíram os Vingadores, Homem-Aranha, X-Men e seu vizinho, Superman. A cena em que Bane quebra sua coluna, deveria ter um jogo de cameras e um instante de terror que fizesse o fã se mecher na poltrona mas antes fazer o fã duvidar se aquilo aconteceria, fazer camera lenta, sei lá, quem é cineasta e estiver lendo isso sabe o que estou dizendo. Esta era a cena CLÁSSICA dos quadrinhos e deveria ser feita com mais tesão, desculpem aí. Mas que foi um ponto positivo do filme incluir tal cena no filme a isso foi.

    Lembram o teaser trailer? Quando esse teaser foi divulgado, teve fãs que chegaram a ter orgasmos eheheh quando Gordon aparece machucado e principalmente, quando aparece Batman RECUANDO.....e na tela vai surgindo um GIGANTE a passos pesados e uma respiração que lembra MICHAEL MEYERS. Aquilo ali sim, foi o mais ÉPICO teaser que vi na vida, o mais ASSUSTADOR e pra mim, aquilo deveria ser A ÚNICA COISA a ser divulgada sobre o filme, nada mais (oficialmente é claro). Notem o alvoroço que poucos segundos ESPETACULARMENTE BEM MONTADOS transmitiram um misto de emoção, espectativa e principalmente MEDO nas pessoas.

    Não sei como dizer, mas falta algo a este Batman, falta sei lá, a MAGIA, o MISTÉRIO, o TERROR que é Batman. Bale é um extraordinário ator, não é com ele a coisa, ao contrário, ele foi o melhor Batman DISPARADO em todas as adaptações até hoje. Quem viu Batman Dead End no youtube sabe o que quero dizer, agora imaginem este Batman Dead End, um pouquinho mais realista com relação ao uniforme, e ao invés de lutar contra predadores, lutar contra mafiosos e capangas.

    O filme final da trilogia, por tudo o que se esperava dele, decepcionou, ou seja, não que o filme seja ruim, NÃO É, mas é que estava lá nos cartazes "O DESFELHO ÉPICO DA LENDA" e a única coisa real que ficou da frase foi que realmente foi um desfecho, e que Batman, agora MORTO, virou lenda. Viva o Batman e parabéns pelo blog.

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    1. Olá, anônimo!

      Você acaba de sambar completamente na cara de todas nós! rsrs

      Para nós desse humilde blog, temos o prazer em saber que nesse mundo ainda existem pessoas como você, com clareza suficiente como a sua para enxergar as coisas de uma forma mais crítica e mais completa do que uma maioria alienada.

      Não somos fãs de DC ou de Marvel. Somos fãs de super heróis, crescemos com eles, nos identificamos com eles. Não somos xiitas, não queremos também aquele apego desnecessário e doentio ao material original como vemos muitos fanáticos exigirem; a questão, como você colocou, não é essa, óbvio.

      Ficamos, e muito, incomodadas com o fato de lermos críticas que favorecem um filme como este fosse a essência da "perfeição", ignorando completamente os seus graves defeitos porque os autores dessas críticas não conseguem sequer disfarçar ou separar o fanatismo da sua real função crítica.

      Aí, vem adjetivos para aliviar a barra, como "satisfatório", como outra pessoa citou acima, como se os críticos estivessem vendando os olhos para os problemas da produção - apenas por serem fãs.

      Muitas pessoas, pelo que estamos acompanhando, se habituaram a falar bem de "O cavaleiro das trevas ressurge", apenas porque outras pessoas também falam, ou porque são fãs da DC, ou fãs do Batman, ou fãs do Nolan, sem ter uma visão mais crítica sobre um trabalho que é eficiente como produto de ação - mas que não consegue aspirar nada mais do que isso para uma pessoa com um olhar mais aguçado, mais imparcial.

      Comentário super pertinente o seu, também concordo com a parte do teaser, que aguçou o público, vendendo piaba como se fosse bacalhau.

      Parabéns e obrigado pela participação!

      Tia Rá! =D

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  5. Muito boa sua crítica! Acho interessante ver todos os lados. Eu sou um bobão Nolete, tenho que admitir, mas achei muito, muito válidas todas as críticas.
    Eu amei o filme, achei-o inspirador, mas teve algumas coisas que eu precisei... engolir, pra manter o bom andamento da história na minha cabeça. Uma delas foi a policia sair dos esgotos três meses depois e ver a luz do sol numa boa... no mínimo, metade ficaria com danos permanentes na retina, mas enfim (é só lembrar dos mineiros chilenos e todo o cuidado que tiveram com seus olhos na saída)... a outra foi a morte da ridícula da Miranda/Talia. PQP, a Marion Cotillard, que eu amo, linda, maravilhosa, gostosa, cheirosa (bem, isso eu não sei, imagino que seja), morre do jeito mais "Chapolin Colorado" que eu já vi... que merda foi aquela!! Na minha profissão já atendi muita gente morrendo, e olha, uma vítima de colisão frontal auto-anteparo com trauma torácico código 3 não morre daquele jeito não... Para um filme com proposta tão realista, aquilo foi um chute nos meus... deixa pra lá...

    Parabéns pela crítica!

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    1. Hahahaha, Fábio, muito divertido seu comentário. Olha, eu vi muitos defeitos nesse terceiro filme da série, mas fora isso e fora os Noletes extremistas, eu admiro muito o Nolan, ele é um dos melhores cineastas da atualidade. Adoro os dois primeiros filmes da trilogia. Mas fica difícil engolir certas coisas mesmo. Minha opinião pessoal é que Nolan traiu sua própria obra, tão rica, tão detalhista, quase perfeita com uma produto genérico. E que bom se todos os fãs, sejam dele ou de qualquer outro, fossem como vc, que respeita as opiniões diversas. Obrigada pela vista e pelo comentário. :)

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