domingo, 1 de julho de 2012

Conan O bárbaro - 2011



Sinopse: O grande guerreiro Corin (Ron Perlman) sempre preparou seu filho Conan (Leo Howard) para ser um legítimo representante dos Cimérios, mas o jovem acabou testemunhando a morte do pai, vítima do terrível Khalar Zym (Stephen Lang), que usa o sobrenatural na busca incansável pelo poder absoluto e para ressuscitar a esposa. Mas o tempo passou e enquanto ele continua impondo seu reinado de terror, Conan (Jason Momoa) está pronto para vingar a sua gente e, principalmente, a sua família. Só ele pode salvar as nações de Hibória da maldade do exército de Khalar.

Por que ver?

Porque assim, o filme vai passar na Tv, você está ali sem nada para fazer, não tem programação melhor, é noite, tá chovendo lá fora, você vai dormir. Fim.


Por que não ver?

Efeitos especiais vagabundos, típicos de televisão, em uma trama ordinária de atuações porcas. De nada adianta os esforços da direção de arte e cenários e a turma da maquiagem estranha para dar vida a produção se o resto não ajuda. A trama gira em torno de uma máscara, um vilão e sua filha mutante, que procuram pelo sangue de uma descendente para ativar os poderes malignos e fazer a bruxa, mãe da mutante, voltar pra ajudar a dominar o mundo. Ou mais ou menos isso, enfim.

O maior erro do filme começa pelo seu protagonista, alguém que atende pelo nome de Jason Momoa (também conhecida como Jason Marmorta). Marmorta parece uma travesti. Entende que "atuação" se resume a fazer carinha de brava ao olhar para o inimigo. Pior: faltam os três metros de músculos de Arnold Schwarzenegger, seu precursor, e na tela, isso faz - muita - falta. Jason parece uma salsicha de cabelo grande, zanzando pra lá e pra cá em cima de um cavalo, sem carisma algum (Arnold, mesmo não tendo talento, tinha porte avantajado, próprio para o papel, e era carismático).


- Você roubou meu homem, vadia! Vou dar na sua cara!


Não dá para descrever a qualidade decadente dos coadjuvantes. Stephen Lang, que brilhou em "Avatar" se esforça, mas não consegue convencer com seu vilão pé no saco. E Rachel Nichols.... Quem é essa biscate Nichols na noite, minha gente? Vá atuar ruim assim na Record, minha filha, vá! 

Rose McGowan faz uma piranha bruxa com cabeção - e maquiagem de mutante - filha do vilão. Aliás, é estranho ver como o filme trata os guerreiros inimigos como se fossem espécies de orcs albinos (Marmorta, não estamos em "O senhor dos anéis", gata!). Aliás, todo mundo acredita, seriamente, que está fazendo algo que preste na produção. Sério. Eles acreditam nisso. Dá gosto de ver as atuações no filme, entende? Dá gosto de ver a mutante bruxa piriguete assassina (ou seja lá que diabos é aquilo) soprando areia e criando múmias albinas para atacar Conan. 

- Vou fazer um franjão assim, que é que tu acha?


Uma pausa rápida para refletir um pouco sobre tudo isso:

- AAAAAAAAAAAAA!


Quédizê... vamo rir pra não chorá...

Enfim....

Na direção, não dá para lamentar muito. Brett Ratner foi a escolha inicial para pilotar a refilmagem de Conan, mas acabou substituído por Marcus Nispel. Nispel tem certo estilo para a violência - é dele a boa refilmagem "O massacre da serra elétrica", de 2003, e o reboot de "Sexta feira 13", também interessante. Mas, na prática, ao ver o filme, fica a sensação de que trocaram seis por meia dúzia, óbvio.

No campo de violência, o filme dá um baile. Tome mulher grávida morrendo, bebê de plástico e borracha nascendo, cabeças rolando, sangue na tela, cortes, mortes, cuspes de ovos de codorna, e toda uma série de nojeiras para saciar as plateias sequiosas por isso. Mas de nada adianta sangue em profusão sem contextualização - e o público subestimado respondeu nas bilheterias, fazendo do filme um dos maiores fracassos que se tem notícia nesse mundo (o filme não arrecadou nem 50 milhões sendo que custou quase o dobro disso). Que sirva de lição.


TRAILER


0/5
Jason acha que é um épico desastre.





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