domingo, 8 de julho de 2012

A hora da escuridão - 2011 (The Darkest Hour - 2011)



Título Original: The Darkest Hour
Ano de lançamento: 2011
Direção: Chris Gorak
Roteiro: John Spaits

Elenco: Emile Hirsch, Rachael Taylor, Olivia Thirlby
Sinopse:
Na trama, quatro amigos estão na Rússia, com dois deles - duas mulheres - na maior curtição, mas a população começa viver um incrível pesadelo. É quando Sean (Emile Hirsch), Natalie (Olivia Thirlby), Ben (Max Minghella) e Anne (Rachael Taylor) descobrem que seres de outro planeta invadiram a Terra. Só que ninguém consegue ver o inimigo, que se alimenta de energia, e tem planos de destruir a humanidade. Agora, eles precisam encontrar uma maneira de eliminá-los, antes que seja tarde.

Há filmes que ainda são capazes de me chocar pela precariedade com que são feitos e por conseguirem sair do papel, já que as ideias e argumentos de um roteiro como o que originou essa bomba fenomenal são bizarras. É sério. É de dar medo que um filme tão tosco quanto esse possa existir. Certamente, deve ter sido uma ideia vendida como se fosse a última bolacha do pacote (não imagino o que fizeram para vender isso, não façam perguntas difíceis) e que de repente algum produtor ou produtores alienados decidiram investir. Como diria um dos personagens no filme, "it's business". 
Ah, vááááá!!!

Bom, se contarmos que já vi filme piores que esse.... É até perdoável... Ah, enfim, vamos ao que interessa. 

Com poucos minutos de cena, quando todos os atores do núcleo principal, incluindo as piranhas indefesas e o vilão humano, estão numa boate e as luzes se apagam, temos esperanças de que saia dali um filme de terror e suspense no mínimo curioso. Sim, não estamos exigindo muito, pelo menos algo que seja divertido, um terror adolescente meia boca ou qualquer coisa desse nível. 

Em uma cena até interessante, o céu de Moscou se enche de luzes, espécies de esferas amareladas que encantam a população que vê aquilo. Até que uma delas toca o chão, criando um buraco (numa cena que me lembrou "Guerra dos Mundos", de 2005) e a luz assassina transforma em cinzas sua primeira vítima.

Aí, nesse ponto, com seus vinte minutos de filme mais ou menos, é que a bagaceira realmente começa. "A hora da escuridão" é bizarro, no pior sentido da palavra. É difícil engolir a opção do roteiro em colocar bolas energizadas de luz que usam chicotes de raios elétricos para pegar humanos e transformá-los em cinzas. Pior, o roteiro coloca o elenco rapidamente dentro de um espaço pequeno e escuro (o elenco está fugindo de um perigo que não sabemdo que se trata realmente, lembre-se) com o próprio vilão "humano" da trama, o que poderia render discussões em torno deles, brigas, pancadaria, cisão do grupo - algo como visto em "O nevoeiro", em que os humanos buscam refúgio e começam a definhar ali dentro sem ter para onde ir. Só que não. De repente, o filme avança no tempo três dias e os jovens saem em busca de ajuda. Qualquer roteirista mais habilidoso jamais desperdiçaria essa oportunidade para desenvolver personagens. 

Bola de luz assassina, quer coisa mais trash
que isso?
Apesar dos esforços da direção de arte, em deixar a Moscou completamente destruída - algumas cenas realmente impressionam pela qualidade dos cenários devastados, que incluem carros abandonados e ruas cheias de cinzas humanas -, o desenvolvimento de sua trama é (incrivelmente) daí para pior. O povo correndo de eletricidade, você entende o que temos aqui? Acho que só vi coisa mais furada com "Fim dos Tempos", em que eu tive um colapso de risos quando o povo começou a correr do vento assassino. Mas, voltando...

Mais tarde (o filme tem menos de 1 h e 30 min, mas parece que tem 7 horas de duração), as bolas de energia revelarão possuir dentro delas espécies de criaturas, criadas por efeitos digitais bem porcos, e só podem ser destruídas através de uma máquina criada por um maluco - espécies de bazucas que emitem um pulso eletromagnético ou coisa parecida e que as "desarmam", deixando-as vulneráveis a ataques de balas comuns. Mas até chegar o final, vão-se os coadjuvantes sem importância: com uma hora, o vilão humano, cujo maior pecado é a burrice, já morreu e ninguém sentiu falta. Em seguida, duas pessoas do grupo que, de novo, ninguém se importa, viram cinzas, porque não há drama e não há emoção nessa coisa toda. 
 
 
Ets-bolas de energia daltônicos
No meio de toda essa embolada, ainda temos que suportar um romance trash entre o personagem Sean e Natalie, o marasmo da direção em desenvolver ao menos uma cena de ação importante e cenas de vergonha alheia total, das quais se sobressaem as sequências em que são mostradas a visão do inimigo ou a chegada de paraquedas dos russos armados com o que há de melhor na Russia ("balas russas", é claro!). Nada que supere a aberração que é a cena em que Sean e seu amigo vão pegar as armas no carro de polícia e se escondem debaixo dele, para não serem detectados pela onda de energia elétrica. Você não leu errado...

No campo de atuações, todos os envolvidos contribuem para o fracasso do filme, incluindo os russos que falam inglês cheios de sotaques carregados e a dupla de garotas que só podem ser parentes próximas da Megan Fox, porque está para nascer nesse mundo coisinhas mais chatas e inexpressivas. Ao terminar o filme, o roteiro ainda tenta deixar uma brecha para uma continuação que, a julgar pela recepção completamente negativa do mundo todo, não vai acontecer (amém!), mas o espectador médio pode definir o filme, na falta de uma palavra menos agressiva, como um "equívoco" ou um filme "trash". Eu, como não sou médio, chamo de porcaria vagabunda mesmo.

Prestem atenção:

Se tiverem paciência, na direção de arte e cenários, muito interessante para o padrão pobreza do filme.
Cotação: 0/5
Jason queria acabar o estoque de palavrões direcionados a isso.




O trailer da pérola...




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