sexta-feira, 20 de julho de 2012

Minha vida sem mim - 2003






Título Original: My life without me
Ano de lançamento: 2003
Direção: Isabel Coixet
Roteiro: Isabel Coixet (baseado no conto de Nancy Kincaid)
Elenco: Sarah Polley, Amanda Plummer, Deborah Harry, Mark Ruffalo, Scott Speedman, Leonor Watling.
Sinopse: Tendo apenas 23 anos, Ann (Sarah Polley) é mãe de duas garotinhas, Penny (Jessica Amlee) e Patsy (Kenya Jo Kennedy), e é casada com Don (Scott Speedman), que constrói piscinas. Ela trabalha todas as noites na limpeza de uma universidade, onde nunca terá condições de estudar, e mora com sua família em um trailer, que fica no quintal da casa da sua mãe (Deborah Harry). Ann mantém uma distância obrigatória do pai, pois ele há dez anos está na prisão. Após passar mal, Ann descobre que tem câncer nos ovários. A doença alcançou o estômago e logo estará chegando no fígado, assim ela terá no máximo três meses de vida. Sem contar a ninguém seu problema e dizendo que está com anemia, Ann faz uma lista de tudo que sempre quis realizar, mas nunca teve tempo ou oportunidade. Ela começa uma trajetória em busca de seus sonhos, desejos e fantasias, mas imaginando como será a vida sem ela.



Por que ver?

Porque é maravilhoso, simples assim! Mas primeiro vamos a história: Ann (Sarah Polley) é uma jovem de 23 anos, casada e com duas filhas e vive com sua família em um trailer no quintal de sua mãe (Déborah Harry). Tendo engravidado na adolescência e se casado com o único homem com quem se relacionou, Ann foi obrigada a amadurecer precocemente. Apesar de levar uma vida de privações, ela vive relativamente bem ao lado de suas filhas e de seu marido, o atencioso e compreensivo Don (Scott Speedman)

Um dia ela descobre ter uma doença terminal e iminência da morte faz com que ela passe enxergar a vida de outra forma. Parece clichê não? Mas não é bem assim, Minha vida sem mim é um drama comovente e que foge ao convencional chororô dos filmes do gênero. A história é triste sim, fala sobre morte, mas com uma abordagem incrivelmente otimista e quase poética em certos momentos.

Ao descobrir sua doença, Ann decide fazer uma lista de coisas para fazer antes de morrer (favor não confundir com Um amor para recordar). A lista inclui, visitar o pai na cadeia, arrumar uma esposa para seu marido e... arrumar um amante (atitude questionável, mas o público jamais vai julgá-la por isso). E embora, Ann tenha listado todos os seus objetivos, ela acaba os alcançando de forma natural e jamais planejada.

É interessante perceber, que Ann vai morrer, mas as pessoas que acercam é que parecem mortas: o médico com quem ela se consulta mal consegue encará-la nos olhos, sua amiga e colega de trabalho, come compulsivamente como forma de encontrar algum prazer na vida, o amante Lee (Mark Ruffalo), sofrendo com uma desilusão amorosa é a própria personificação da tristeza, sua mãe, com quem tem uma relação distante, embora morem próximas, é uma pessoa carregada de amargura. E no pouco tempo que lhe resta, Ann vai transformar a vida dessas pessoas.

A produção conta com um roteiro que flui de maneira agradável recheado de diálogos interessantes (e algumas cenas são belas justamente pela falta deles) e com o olhar sensível da diretora Isabel Coixet, que filmando de maneira intimista, consegue capturar as emoções mais profundas de seus personagens. Com o apoio de uma linda trilha sonora. O elenco é repleto de talentos: Sarah Polley, como a protagonista Ann, consegue carregar o filme com uma interpretação tocante e contida, sem jamais cair na apatia, Mark Ruffalo carrega nos olhos a tristeza e o vazio do sofrido Lee  e Deborah Harry do Blondie está ótima como a mãe amargurada da Ann, Scott Speedman como o marido atencioso e Leonor Watling como a nova vizinha com que Ann logo constrói uma amizade.

Minha vida sem mim não se trata apenas de um filme sobre morte, ou sobre o velho chavão: “a vida é curta, aproveite cada momento”. É claro que estes elementos estão presentes, mas é também um filme que nos leva a refletir sobre a nossa própria vida, sobre o amor, sobre tudo aquilo que damos prioridade e essencialmente sobre dar valor a vida que temos e fazê-la valer a pena.



É um filme triste e que vai lhe arrancar lágrimas, mas ao mesmo tempo vai lhe deixar com vontade de viver melhor cada um de seus dias. No fim das contas, não é Ann que deixa de existir, ela acaba trazendo a vida todos aqueles que a cercam.

Porque não ver? 

É drama aos moldes do cinema independente, com um estilo mais intimista, que as vezes não agrada a certos tipos de público.  O que pode incomodar algumas pessoas são os enquadramentos da diretora, quase sempre fechados nos rostos, uma tremidas de câmera que podem causar estranhamento pra quem não está acostumado a esse estilo. Mas acho difícil alguém não gostar desse filme. De qualquer forma isso é mais aviso. :-)

Preste atenção: Em tudo! ;)

Cotação: 4/5

Lady Ravenna adora filmes indies sensíveis e criativos como esse. E Mark Ruffalo com aquela cara de coitadinho. *-*

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