domingo, 1 de julho de 2012

Minhas mães e meu pai (2010)





As lésbicas Nic (Anette Benning) e Jules (Julianne Moore) têm um casamento estável, mas a relação é virada de cabeça para baixo quando seus filhos, Joni (Mia Wasikowska) e Laser (Josh Hutcherson), resolvem trazer Paul (Mark Ruffalo), o pai, doador de esperma, de volta para suas vidas. As coisas, evidentemente, ficam cada vez mais complicada quando Jules se envolve-se com Paul.

Por que ver?

A história é sobre dois adolescentes, concebidos por inseminação artificial, filhos de um casal de lésbicas e que vivem felizes com suas duas mães homossexuais e bem resolvidas. Mas a rotina feliz da família é quebrada quando eles resolvem conhecer o doador do esperma que ajudou trazê-los ao mundo. O filme é bonitinho e diverte, tem aquela vibe de filme indie e cool queridinho das premiações, tipo Pequena Miss Sunshine ou Juno. O elenco está afiadíssimo: Anette Benning fazendo jus a sua indicação ao Oscar e Julianne Moore sempre ótima. As duas tem uma incrível química na tela e passam muita naturalidade em cena. As cenas românticas, as brigas, as discussões de relação, tudo é passado com verdade para o público. Mark Ruffalo também foi indicado ao Oscar, embora não fosse para tanto, sua atuação é memorável, ele está perfeito como sujeito moderno, boa praça e de bom coração, e que, por se deparar com uma situação totalmente nova, acaba por meter os pés pelas mãos. E o casal adolescente do filme não decepciona. O filme é legal por mostrar um relacionamento homossexual com total naturalidade, sem estereótipos e sem levantar bandeiras. A trilha sonora é legal e tem o estilo desses filmes indies e a fotografia idem. E é só!

O casal feliz.


Por que não ver?

Se você acha que está diante de uma filmaço só porque foi indicado ao Oscar, tire essa ideia da cabeça. Nada explica esse filme ter recebido uma indicação, talvez faltasse opções. O roteiro recheado de clichês carece de consistência. No final das contas, você não sabe qual é a do filme e tem que procurar razões para justificar sua existência. Não acontece nada demais. A família vê sua vidinha cool e feliz mudar devido à presença do “pai biológico” dos adolescentes, acontece uma reviravolta, mas no final tudo volta a caminhar como era antes. Você espera que aquele fato cause alguma mudança na vida daquelas pessoas, mas não, no final fica tudo como estava. Talvez o único personagem que tenha sua vida transformada (para pior ouso a dizer) seja o doador de esperma.

O bonitão acaba desestabilizando a harmonia da família, sem querer é claro.


Preste atenção: No elenco, especialmente nos adultos. Cada um deles (Benning, Moore e Ruffalo) tem pelo menos uma cena inesquecível no filme).

Nota: 3/5

Ravenna Morgan se divertiu e achou que o elenco salva esse filme se ser uma simples bobagem.

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