quarta-feira, 4 de julho de 2012

Planeta dos Macacos: A origem (2011)




Titulo Original: Rise of the Planet of the Apes 
Ano de lançamento: 2011
Direção: Rupert Wyatt
Roteiro: Rick Jaffa
Sinopse: São Francisco. Will Rodman (James Franco) é um cientista que trabalha em um laboratório onde são realizadas experiências com macacos. Ele está interessado em descobrir novos medicamentos para a cura do mal de Alzheimer, já que seu pai, Charles (John Lithgow), sofre da doença. Após um dos macacos escapar e provocar vários estragos, sua pesquisa é cancelada. Will não desiste e leva para casa algumas amostras do medicamento, aplicando-as no próprio pai, e também um filhote de macaco de uma das cobaias do laboratório. Logo Charles não apenas se recupera como tem a memória melhorada, graças ao medicamento. Já o filhote, que recebe o nome de César, demonstra ter inteligência fora do comum, já que recebeu geneticamente os medicamentos aplicados na mãe. O trio leva uma vida tranquila, até que, anos mais tarde, o remédio para de funcionar em Charles e, em uma tentativa de defendê-lo, César ataca um vizinho. O macaco é então engaiolado, onde passa a ter contato com outros símios e, cada vez mais, se revolta com a situação.

Por que ver?

O filme explica de maneira inteligente o que deu origem aos macacos super inteligentes e ao mesmo tempo praticamente extinguiu a espécie humana, criando uma ligação com o filme Planeta dos Macacos com Charlton Heston.

O roteiro é coeso e inteligente. Acompanhamos o surgimento do primeiro símio super inteligente e sua jornada em busca de liberdade. E o motivo que leva o cientista Will Rodman a criar o vírus que contamina os macacos é realmente nobre, é comovente acompanhar seus esforços para fazer tudo da melhor maneira possível.

A história não deixa de ser universal, pois todo o grande experimento científico é criado por uma causa justa, porém sempre há pessoas ambiciosas e irresponsáveis que querem explorá-lo sem medir suas conseqüências. E é aí, na ganância humana, que habita a catástrofe. 

Ainda bem que temos você, Andy!


Tecnicamente o filme é impecável, os macacos são todos criados por captura de movimentos, feitos pelos magos da WETA de Peter Jackson. O protagonista César tem seus movimentos e expressões faciais emprestadas do excelente Andy Serkis (que também fez Gollum, King Kong e Tin-tin e se tornou especialista neste tipo a atuação).

O ator John Lithgow, que interpreta o pai do cientista, protagoniza alguns os melhores momentos do longa.

A ação no terceiro ato chega a comover, com os macacos combatendo os humanos, expondo suas fraquezas e sem jamais querer se igualar a eles. Aliás, eles mostram infinita superioridade. Tapa na cara da sociedade. 


Sambando na cara da sociedade.


Porque não ver?

Mas como nada nessa vida é perfeito, sempre tem algo pra atrapalhar. O filme poderia ser épico, não fosse por alguns problemas: o primeiro e maior deles é James Franco, que simplesmente não transmite toda a carga de emoção que o personagem exige. Outros atores poderiam fazer melhor, como Ryan Gosling, por exemplo. Freida Pinto é outra que não acrescenta em nada (não prejudica também, ok, mas um filme desses merecia atores melhores). O mesmo vale para o ator que interpreta o ganancioso dono do laboratório onde o personagem de Franco trabalha. Ou seja, personagens importantes e complexos são interpretados por atores medianos.

Quando não temos bons personagens mal interpretados, temos personagens unidimensionais (igualmente mal interpretados) e clichês, como o rapaz que cuida do “abrigo” de macacos, que se limita a maltratar os animais que ficam sob sua responsabilidade. Tom Felton (Harry Potter) tenta fazer o tipo ameaçador sempre aos berros.

Outra coisa que senti falta é de um clima mais tenso. Essa é uma história que causa (ou pelo menos deveria) fascínio e horror, acho que faltou mais esforços da direção neste sentido, embora ela seja muito segura. O filme tem mais clima de um pipocão. 

Awwnnnnnnnnnn S2


Presta atenção:

No César, nas cenas com o pai do cientista, e na batalha final.

Cotação: 3/5

Ravenna Morgan aprova esse filme e sugere que você ignore o elenco marromeno e curta bastante. Mesmo sendo mediano, não prejudica o filme, pois o foco aqui é a macacada reunida. E eles sim, atuam muito bem. Não é perfeito, mas é sem dúvida uma grande produção e uma homenagem respeitosa à obra original.

2 comentários:

  1. Ótimo comentário, tive a mesma impressão...

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    1. Seja bem-vindo ao nosso blog e muito obrigado pelo comentário e pela participação!

      Fique antenado em mais postagens e novidades futuras no blog seguindo a nossa página! ;)

      Abraços!

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