domingo, 1 de julho de 2012

Predadores - 2010 (Predators - 2010)



Sinopse: Royce (Adrien Brody), Isabelle (Alice Braga), Edwin (Topher Grace), Cuchillo (Danny Trejo), Stans (Walton Goggins), Nikolai (Oleg Taktarov), Hanzo (Ozawa Changchien) e Mombasa (Mahershalalhashbaz Ali) são jogados de pára-quedas em uma selva desconhecida, sem saberem o motivo. Eles não se conhecem, mas logo percebem que precisam se unir para sobreviver. Em busca de um meio de sair do local, o grupo descobre que está na verdade em outro planeta. Para piorar ainda mais a situação, eles logo percebem que estão sendo caçados por um ser alienígena altamente mortal.


Por que ver?

Porque você é fã do já mítico personagem cinematográfico de ficção O predador, que nasceu em um dos melhores filmes de ação da década de 80, rendeu uma porrada de games, revistas em quadrinhos, brinquedos e outras quinquilharias com o passar dos anos e criou uma "mitologia" em torno dele que só perde para a série Alien. E, infelizmente, é só.


O chefão do crime, coisa linda criada para vender bonecos.


Por que não ver?

Nesse filme de ação flopado, temos atores flopados num festival de clichês que só contribuem para enterrar ainda mais a franquia - e o personagem. Qualquer tentativa de recuperar o prestígio do primeiro filme miou com as bilheterias fracas e com o resultado xoxo dessa produção vagabunda.

Depois de passar pelos tenebrosos "Alien vs Predador"e "Alien vs Predador 2", e ter sua imagem acabada, os produtores tentaram dar novos ares ao personagem, mas o fato é que "Predadores" sempre acaba no lugar comum.

Não é culpa da direção. Os diretores Neil Marshall, Michael J. Bassett, Bill Duke, Marcus Nispel, Peter Berg e Darren Lynn Bousman chegaram a ter seus nomes atrelados à produção, mas a direção acabou ficando com Nimród Antal porque Robert Rodriguez aprecia os filmes Kontroll (2003) e Temos Vagas (2007) do cineasta. 

Confesso que gostei da forma como ele conduziu o filme, de maneira limpa, criando cenas interessantes - as sequências de mortes, principalmente a da morte do personagem de Laurence Fishburne, por exemplo -, ou as sequências de luta, bem montadas. Robert Rodriguez, que nunca prestou, teria feito coisa pior. Deve ser culpa dos efeitos especiais ordinários ou da trilha sonora vagabunda que tenta imitar a original. Mas, em se tratando de uma produção barata - com 40 milhões se faz um "Distrito 9" e ainda sobra uns trocados -, dá até para engolir.


Alguém me explica que merda é essa?


O problema é que o roteiro é péssimo, criado para estereotipar os personagens - os latinos, o russo, o americano, o asiático, o africano, está tudo lá, bem unidimensional, uma vez que os dramas deles não importam para o roteiro, afinal. E se o roteiro não se interessa por criar a química e a dinâmica entre eles, não há porque se preocupar com aquelas pessoas que correm para lá e para cá na produção tentando livrar seus traseiros.

Adrien Brody já teve dias melhores. Esquecido desde King Kong, Brody viu sua carreira flopar amargamente, e deve ter topado exibir seu corpo anêmico feito o de um mosquito da dengue para pagar de herói nesse filme por algumas migalhas -, já que mesmo depois de um Oscar (merecidissimo, diga-se de passagem, por "O pianista") sua carreira não decolou. Suponho que seja o nariz dele, de dar inveja a qualquer Pinóquio. Aqui ele não atua em nada, chega para pegar o cheque. Troque-o por um Vin Diesel e teremos mais músculos em cena e só. Uma pena.

Não dá para citar o quanto é terrível ver Laurence Fishburne em cena. Apesar de bom ator que é, espanta mais o tamanho dele do que o seu personagem - parece um barril de chopp prestes a explodir. Ele cai de paraquedas na trama, apenas para morrer pouco tempo depois sem acrescentar muita coisa (coisas do roteiro samba de crioulo doido).


- Vamos pegar o cheque e dar o fora daqui, amiga argentina!


Topher Grace confirma que é uma das piores coisas que já existiram no cinema e fora dele. Aliás, seu personagem é o mais interessante, no pior sentido, porque levanta questões para o espectador sobre os furos de roteiro. No filme, ele conhece uma planta e uma toxina que ela produz, mas isso não é explicado em nenhum momento (como ele conhece, se ele caiu ali de paraquedas e não teve tempo de estudá-la?). Respondemos então que aquele é um planeta com vegetação semelhante a da Terra e que no seu planeta de origem ele tinha esse conhecimento, ok.... mas se é um planeta alienígena, porque não sofre influências gravitacionais do seu sistema solar, visto facilmente do chão? E como uma vegetação dessa pode existir ali, com características de florestas terrenas? Nada é explicado, tudo é atirado na cara do espectador indefeso, que tem que engolir aquilo ali sem questionar a ação descerebrada. Mas suportar a reviravolta do personagem de Grace perto do final é forçar a amizade, colega.

E tem a Alice Braga, né gente..... Porque ela é brasileira e não desiste nunca.

Todos eles vão servir apenas de material para mortes bizarras, incluindo aqui um Fatality do predador chefão do crime e uma luta completamente deslocada entre o alienígena e um espadachim samurai yakuza ou qualquer que seja aquela merda.

O mesmo vale para o personagem Predador encontrado preso num totem pela equipe. 

Reparemos como nada funciona como deve no filme: após um encontro nada amistoso com os predadores, em que o grupo sai correndo debaixo de uma chuva de balas, mais tarde Royce liberta o "Predador amigo", sabe...., para que ele o ajude com a nave para voltar para a Terra e, claro, ajude a derrotar o "Predador chefão do crime". Ocorre que, nem uma coisa, nem outra dá certo. O espectador é atingido de surpresa por uma luta de predadores completamente inútil (WHAT???), que não acrescenta nada ao filme, apenas uma cena de ação gratuita. Ou seja, qual é a função mesmo desse "Predador" que foi libertado, gente?

NENHUMA!!! O_O

O final tenta deixar em aberto uma continuação que, a julgar pela recepção completamente negativa do filme, não vai acontecer (amém!).


TRAILER



1/5

Chuta que é macumba. Jason acha que os predadores merecem coisa bem melhor no cinema.

3 comentários:

  1. Concordo com a maior parte da crítica, é mais uma tentativa medíocre de tentar dar fôlego ao ícone "Predador" que eu adoro, diga-se de passagem, porque depois do primeiro longa, tudo que foi feito é completamente descartável, porém eu acho o Robert Rodriguez um bom diretor que já fez ótimos filmes, principalmente nas parcerias com Tarantino e gosto muito da Alice Braga, que não teve culpa de ser jogada numa fria dessa...

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    Respostas
    1. Seja bem-vindo ao nosso blog e muito obrigado pelo comentário e pela participação!

      Nós também amamos o personagem e é uma pena que ele não tenha o tratamento digno que merece. Mas, quem sabe, num futuro não muito distante ;)

      Obrigado mais uma vez e fique atento às novidades do blog!

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  2. Ola alquem ai pode me tirar uma duvida? pq aquele predador estava preso no totem ?

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