segunda-feira, 16 de julho de 2012

Roubando Vidas (2004)




Título Original: Taking Lives
Ano de Lançamento: 2004
Direção: DJ Caruso
Roteiro: Jon Bokenkamp
Elenco: Angelina Jolie, Ethan Hawke, Kiefer Sutherland, Gena Rowlands, Olivier Martinez
Sinopse: Uma competente agente especial do FBI (Angelina Jolie) utiliza métodos nada convencionais para capturar seus criminosos. Ela é convocada para prender um serial killer que há 20 anos mata as pessoas e, possivelmente, assume suas identidades. Porém, quando a fechada e solitária moça começa a sentir algo a mais por um protegido seu, começa a duvidar de seus sentidos.

Por que ver?

Por que tem uma ideia no mínimo interessante. A cena de abertura é instigante e faz você ficar com vontade de ver o filme. E o final, apesar de parecer forçado é muito interessante.

Por que não ver?

"Eu acho que você não está se saindo 
bem nesse papel" 
"Sério? Olha só quem fala!"
Por que apesar da ideia ser interessante, a execução foi péssima. E logo após a instigante cena de abertura começam os créditos iniciais que se parecem MUITO com muitos outros créditos de outros filmes do mesmo gênero e esse é só o começo do festival de clichês que o filme apresenta.

Se DJ Caruso, em filmes posteriores mostrou que é um diretor que consegue disfarçar furos de roteiro (como no ágil Controle Absoluto) ou amenizar falta de tato dos roteiristas (como no divertido Paranóia) com sua direção eficiente, aqui – talvez por não ter sacado algumas coisas ainda – nem sua direção salva os diálogos muito ruins e rasos, os personagens estereotipados. Aliás, a sua direção nesse filme não funciona. A criatividade mostrada em algumas cenas de tensão nos filmes que citei, em Roubando Vidas ainda não existia. Em nenhum momento você fica tenso por algo que pode acontecer.

Até por que, a identidade do assassino, que os roteiristas devem ter acreditado que seria uma surpresa, é óbvia desde a primeira cena em que ele aparece. E nem a tentativa deles de colocar alguns elementos de distração funciona pra enganar o público.

Aliás, as atuações também não ajudam. Angelina Jolie é... Angelina Jolie o tempo todo. E a tentativa frustrada dela de se desfazer dos seus “trejeitos de mulher fatal” só deram a impressão de que ela estava perdida no filme, sem saber o que fazer.

Ethan Hawke parece estar com tiques nervosos durante todo o filme e até agora não sei o que o Kiefer Sutherland está fazendo lá.

E são atores que apesar de não serem meus preferidos, já tiveram momentos muito mais inspirados em outros filmes. Mas aqui nada funciona.

"Nãaaao sei mais atuaaar"
Uma pena, afinal, se os personagens tivessem sido bem desenvolvidos, seriam interessantíssimos. Aliás a relação da Illeana com o assassino e com o seu protegido poderia render um filmaço do nível dos filmes do Hannibal ou de Se7en. Mas aqui tudo foi muito raso e mal explorado e personagens que poderiam ser fascinantes, aqui não passam de boas ideias desperdiçadas.

Preste atenção:

Na cena de abertura. E no final. Quanto ao resto, preste atenção no grande desperdício que é esse filme.

Cotação: 1/5

Hannibal despreza Caruso e Bokenkamp, acha merecem ter seus rins assados e servidos num jantar por terem desperdiçado uma ideia boa dessas... E ficou curioso pra ler o livro e ver se é melhor do que esse disparate. 

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