domingo, 8 de julho de 2012

TOP 10 - Steven Spielberg


TOP 10

STEVEN SPIELBERG
O midas

Neste capítulo da série, apresentamos 10 filmes que você não pode deixar de ver antes de ir para o além de um dos maiores e mais premiados diretores do cinema, Steven Spielberg. O IMBD cita Spielberg como um diretor premiado 136 vezes, dos quais os de maiores destaques são os 5 AFI Awards, 2 Oscar, 5 Saturn Awards, 4 Baftas, e 4 Emmys. Lembrando que a lista aqui reúne apenas filmes dirigidos por ele (não os produzidos, não aqueles produzidos, falaremos deles em outra lista) e não há uma ordem de preferência!

Vem comigo!

Por Jason


Tubarão - 1975

Clássico absoluto, Tubarão mudou a forma de fazer cinema quando estreou em meados de 1975. Tradicionalmente, os filmes de maior apelo ao público e com potenciais de grandes bilheterias eram lançados no final do ano. Em contrapartida, o meio do ano, tempo de verão americano, era um local praticamente desabitado por filmes. 

Quando o filme estreou em 1975 depois uma produção turbulenta, o público teve medo de ir a praia e lotou as salas de cinema (só no Brasil foram mais de dez milhões de pessoas), empurrando sua bilheteria para aquela que era a maior marca até então (quase 500 milhões de dólares). 

Na trama, uma garota é encontrada morta na beira da praia, possivelmente por um ataque de tubarão. O xerife Brody (Roy Scheider) tenta fechar a praia mas por estar perto do dia 4 de julho (o dia que dá mais lucro na cidade) o prefeito não permite, com medo de criar pânico. Porém uma criança é morta e o tubarão é caçado por todos os pescadores por uma recompensa. 

Logo um tubarão é capturado, mas o especialista chamado pelo xerife diz nao se tratar daquele que vem aterrorizando o local por ter uma mandíbula menor que aquela que provocou ferimentos nas vítimas. Apos a confirmação de terem pego o tubarão errado, o xerife e o especialista alertam o prefeito mais uma vez para interditarem a praia, sem sucesso.

No feriado de 4 de julho ocorre outro ataque aterrorizando não só os turistas como os moradores... O xerife parte então com um cientista e um insano pescador para tentar localizar o verdadeiro perigo.

Tubarão é um suspense que, ainda visto hoje, se mantém atual até o seu terceiro ato, quando os efeitos especiais começam a demonstrar que envelheceram demais da conta. A opção por esconder o bicho a maior parte do filme e transformá-lo em uma máquina mortífera, letal e silenciosa, é o que faz com que ele se mantenha firme até essa parte, prendendo a atenção do espectador. 


Spielberg não poupou o público de sustos nem de mortes explícitas e a sequência dos ataques sorrateiros, principalmente ao da garota do começo, já entraram para a galeria de cenas antológicas do cinema. Há ainda que salientar que John Williams criou um dos temas mais brilhantes e conhecidos que se tem notícia, facilmente reconhecível em qualquer lugar do planeta. 

Teve continuações, todas muito inferiores ao original. 

Obrigatório. 



Prêmios de destaque:

3 Oscars (Melhor Trilha Sonora, Montagem e Melhor Som), sendo indicado também a Melhor Filme.



John Wiiliams recebeu o prêmio Anthony Asquith para música de filme.




6 indicações ao BAFTA nas categorias de melhor ator (Richard Dreyfuss), melhor direção, melhor filme, melhor montagem, melhor roteiro e melhor banda (ou trilha) sonora.


1 Globo de Ouro de Melhor Trilha Sonora


3 Indicações ao Globo de Ouro nas categorias de melhor filme - drama, melhor diretor e melhor roteiro.


1 Grammy de Melhor Trilha Sonora

Indicado na categoria de melhor drama adaptado de outra mídia - Prêmio WGA 1976 (Writers Guild of America)

1 People's Choice Awards - Filme Favorito




O Parque dos Dinossauros - 1993

Quando o gigantesco T-Rex rugiu nas salas de cinema pela primeira vez em 1993 na superprodução "Jurassic Park", criava-se um fenômeno de bilheteria instantâneo e o cinema mudaria para sempre. 

O filme atraiu multidões de pessoas aos cinemas, quebrou recordes, e por muitos anos foi uma das dez maiores bilheterias do cinema. É uma unanimidade como um dos melhores filmes de aventura da década de 90 e um dos mais impressionantes filmes de monstros pré-históricos já criados, aparecendo facilmente em qualquer lista de melhores filmes de todos os tempos . 

Baseado no romance de Michael Crichton, a trama mostra um parque temático construído por um milionário (Richard Attenborough) que tem como habitantes dinossauros diversos, extintos a sessenta e cinco milhões de anos. Isto é possível graças a clonagem de DNA obtidos por fosseis combinada com alta tecnologia e conhecimento genético. Recriados em laboratórios, os animais estão prontos para fazerem suas estreia, mas, na primeira visita  de convidados antes de abrir para o público, o parque é sabotado e o que parecia ser um sonho se torna um pesadelo quando a experiência sai do controle de seus criadores.

A crítica aplaudiu de pé o filme, salientando apenas o sua deficiência em desenvolver personagens secundários que acabam engolidos completamente pela tecnologia empregada na produção. De quebra, o filme ainda desencadeou uma série de debates nos meios científicos sobre clonagem e levantou hipóteses e teorias a respeito dos benefícios e malefícios da mesma.

Seus efeitos visuais se tornaram um marco no cinema pelo uso combinado de animatrônicos e computação, com a criação de novos softwares específicos para o filme, que mais tarde possibilitaram a existência de outras produções. Tamanho empenho da produção na época e a habilidade de Spielberg, em combinar cenas reais com geradas em computador, fazem com que eles se mantenham intactos até hoje, capazes de fazerem inveja a muita produção atual quase 20 anos depois.

A trilha sonora é outro ponto alto do filme e se tornou uma das mais marcantes e poderosas de John Williams. É inevitável ouvir "Journey to the Island" e se recordar na sequência do helicóptero chegando à ilha e dando início ao passeio dos visitantes, que culminará com a aparição do primeiro dinossauro.


O filme rendeu uma série cinematográfica e outra de quinquilharias, de brinquedos, colecionáveis, até jogos de videogame, passando por uma pirâmide de coisas, de quadrinhos a parques temáticos, virando uma mina inesgotável de dinheiro.

Obrigatório.



Prêmios de destaque:

3 Oscars (Melhores Efeitos Visuais, Som e Edição de Som)

1 Bafta de Efeitos Visuais

1 Indicação ao Bafta de Melhor Som

4 Saturn Awards (Melhor Filme de Ficção, Melhor diretor, Melhores efeitos visuais, Melhor Roteiro); e outras 8 indicações (Melhor Atriz - Laura Dern; Melhor Ator Jovem - Joseph Mazello; Melhor Atriz Jovem - Ariana Richards; Melhor Trilha Sonora, Melhor Figurino, Melhor Ator Coadjuvante - Jeff Goldblum e Wayne Knight)

3 Indicações ao MTV Movie Awards (Melhor Filme, Melhor Sequência de Ação, Melhor vilão).








A lista de Schindler - 1993

1993 foi o melhor ano profissional da carreira do diretor. Depois de Jurassic Park estourar nos cinemas, o público se emocionava e revoltava-se com os horrores da Segunda Guerra Mundial. Cru, sem ser apelativo, aclamado pela crítica e pelo público, este libelo antinazista representa o amadurecimento de Spielberg, não apenas cinematograficamente falando, mas pessoalmente também (o diretor tem origem familiar judaica). 


Facilmente incluindo no TOP 10 dos melhores filmes que já existiram, A Lista de Schindler traz atuações tão fenomenais de Liam Neeson, Ralph Fiennes, Ben Kingsley que resultaram naquela produção que é tida como sua obra prima máxima. Tecnicamente impecável, da fotografia em preto e branco, passando pelos figurinos e cenários de reconstituição de época, tudo é ultra perfeito nessa produção vencedora de 7 Oscars (o tempo se encarregou de mostrar que merecia mais).


Na trama, a inusitada história de Oskar Schindler (Liam Neeson), um sujeito oportunista, sedutor, "armador", simpático, comerciante no mercado negro, mas, acima de tudo, um homem que se relacionava muito bem com o regime nazista, tanto que era membro do próprio Partido Nazista (o que não o impediu de ser preso algumas vezes, mas sempre o libertavam rapidamente, em razão dos seus contatos). 


No entanto, apesar dos seus defeitos, ele amava o ser humano e assim fez o impossível, a ponto de perder a sua fortuna mas conseguir salvar mais de mil judeus dos campos de concentração. Como Oskar Schindler, Liam Neeson tem aqui talvez a melhor atuação de sua carreira. Ele desaparece dentro do personagem, seja em um simples gestou ou um olhar desamparado para aqueles que ele ajudou a salvar. O mesmo vale para Ralph Fiennes, quase uma entidade demoníaca dentro de um corpo humano, a essência da maldade, sem contudo parecer um vilão ou uma caricatura, já que toda sua psicopatia parece incrivelmente justificada. O combate de atuações é um desses momentos que parece ocorrer apenas uma vez a cada dez gerações.


A Lista de Schindler desperta no espectador um sentimento de revolta, de pena, de dor e de vergonha, por demonstrar uma faceta monstruosa da humanidade, mas ao mesmo tempo, oferece ao espectador uma lição de amor, de paz e de esperança na figura de um homem que se tornou herói justamente por ser... humano. 


Preste atenção na figura da menina vestida de casaco vermelho, que representa uma mudança definitiva para o personagem Schindler dentro da trama.


Obrigatório.





Prêmios de destaque:

Vencedor de 7 Oscars Melhor Filme (Steven Spielberg), (Gerald R. Molen) e (Branko Lustig); Melhor Diretor (Steven Spielberg); Melhor Roteiro Adaptado (Steven Zaillian); Melhor Fotografia (Janusz Kamiński); Melhor Direção de Arte (Ewa Braun) e (Allan Starski); Melhor Edição (Michael Kahn); Melhor Trilha Sonora Original (John Williams)

Recebeu outras 5 Indicações: Melhor Ator (Liam Neeson); Melhor Ator Coadjuvante (Ralph Fiennes); Melhor Figurino (Anna Biedrzycka Sheppard); Melhor Som (Andy Nelson), (Steve Pederson), (Scott Millan) e (Ron Judkins); Melhor Maquiagem (Christina Smith), (Matthew Mungle) e (Judy Alexander Cory).

Vencedor de 3 Globo de ouro, Melhor Filme – Drama; Melhor Diretor - Steven Spielberg; Melhor Roteiro - Steven Zaillian

Indicado a outros 3 Globo de ouro: Melhor Ator – Drama - Liam Neeson; Melhor Ator Coadjuvante - Ralph Fiennes; Melhor Trilha Sonora Original - John Williams

6 Bafta: Prêmio David Lean de Melhor Direção - Steven Spielberg; Melhor Roteiro Adaptado - Steven Zaillian; Melhor Ator Coadjuvante - Ralph Fiennes; Melhor Fotografia - Janusz Kamiński; Melhor Edição - Michael Kahn; Melhor Trilha Sonora - John Williams

Recebeu outras 6 indicações: Melhor Ator - Liam Neeson; Melhor Ator Coadjuvante - Ben Kingsley; Melhor Figurino - Anna Biedrzycka Sheppard; Melhor Som - Charles Campbell, Louis Edemann, Robert Jackson, Andy Nelson, Steve Pederson, Scott Millan e Ron Judkins; Melhor Maquiagem - Christina Smith, Matthew Mungle, Waldemat Pokromski e Pauline Heys; Melhor Direção de Arte - Allan Starski





Contatos Imediatos de Terceiro Grau - 1977


Nós não estamos sós. 


É o que defende o belo "Contatos Imediatos de Terceiro Grau". Em uma pequena cidade americana vive Roy Neary (Richard Dreyfuss), um chefe de família que, ao presentir a chegada de alienígenas, tem o seu comportamento alterado. 


Ele fica obcecado pela ideia e começa a investigar a situação, buscando o local de contato dos ET's. Como ele, diversas outras pessoas sentem a presença extraterrestre e rumam para o local do pouso da nave. Uma delas e a mãe de um garotinho sequestrado por estas entidades - que resulta em uma das sequências mais brilhantes, antológicas e tensas da história do cinema.


Contatos, pode-se dizer, antecipou a visão humanista de Spielberg em relação ao contato do homem com criaturas inteligentes de outro planeta, que mais tarde atingiria seu ápice no campeão de bilheteria ET, o Extraterrestre


O filme transformou a Ufoologia e o estudo de objetos voadores não identificados em tema sério e interessante, debatido em Tv aberta por especialistas e ajudando a popularizar o assunto às massas - reza a lenda que o número de discos voadores e os relatos de abdução alienígena aumentaram após o lançamento do filme.


Com uma trama bem elaborada, que incrivelmente resiste ao passar dos anos, efeitos especiais ainda belos e uma das trilhas sonoras mais marcantes de todos os tempos (quem não se lembra das notas musicais repetidas pela nave mãe?), o filme foi um sucesso estrondoso de bilheteria e trazia em seu elenco a presença ilustre do cineasta François Truffaut.  É um daqueles filmes em que tudo funciona, todas as atuações, cenários, fotografia, tudo conspira a favor da produção - e culmina naquele final épico, belo e ao mesmo tempo perturbador. Um luxo.


Obrigatório.



Prêmios de destaque:

Venceu 1 Oscar na categoria de melhor fotografia e recebeu um Oscar especial, pela edição dos efeitos sonoros do filme.

Foi também indicado em 7 categorias, de melhor diretormelhor atriz (Melinda Dillon), melhor direção de artemelhor ediçãomelhores efeitos especiaismelhor som e melhor trilha sonora.

Indicado em 4 categorias, de melhor filme - drama, melhor diretor, melhor roteiro e melhor trilha sonora.

1 Bafta na categoria de melhor direção de arte e outras 8 indicações ao Bafta, nas categorias de melhor filme, melhor diretor, melhor ator coadjuvante (François Truffaut), melhor fotografia, melhor trilha sonora, melhor roteiro, melhor edição e melhor som.

1 Grammy de melhor trilha sonora composta para um filme.

3 Saturn Awards na categoria de melhor diretor, melhor música e melhor ator e outras 4 indicações  nas categorias de melhor ator - ficção científica (Richard Dreyfuss) e melhor atriz - ficção científica (Melinda Dillon), melhor filme de ficção científica e melhores efeitos especiais.

Prêmio Eddie (American Cinema Editors) 1978 (EUA)
Indicado na categoria de melhor roteiro.

Academia Japonesa de Cinema 1979 (Japão)
Indicado na categoria de melhor filme estrangeiro.

Prêmio David di Donatello 1978 (Itália)
Venceu na categoria de melhor filme estrangeiro.








ET - O extraterrestre - 1982

Na trama de ET, um garoto faz amizade com um ser de outro planeta, que ficou sozinho na Terra, protegendo-o de todas as formas para evitar que ele seja capturado e transformado em cobaia. Gradativamente, surge entre os dois uma forte amizade.


Metáfora das diferenças e das simbologias - o filme trata mais de aceitação do próximo da forma que ele é, na figura emblemática de uma criatura que é horrorosa, mas tem bom coração e no menino solitário filho de pais separados - e um clássico absoluto do cinema, ET, o extraterrestre foi o maior sucesso de Steven Spielberg durante muito tempo e um dos maiores da história do cinema também. Foi um destes casos raros em que os efeitos especiais não superam o poder da sua trama, servindo apenas para complementar um enredo de apelo universal. 


Igualmente maravilhosa é a sua trilha sonora, marcante, que ajuda a embalar uma das cenas mais antológicas do cinema - a da bicicleta voando com a lua ao fundo. ET é um desses casos únicos do cinema em que crítica e público fizeram completamente as pazes e aclamaram a produção. Intenso, mas ao mesmo tempo bobo e sensível, com clima de aventura e fantasia, foi um desses casos em que crianças, adolescentes e adultos vibraram e se emocionaram. Repetido exaustivamente na TV aberta, virou um clássico de fim de ano da sessão da tarde.


Preste atenção na pequena garotinha Drew Barrymore e na cena em que ET pede para ela ser boazinha. Dadas as circunstâncias da vida da garota e por tudo que ela passou, ela não seguiu os conselhos dele.


Para derramar baldes de lágrimas durante três dias seguidos. 


Obrigatório.


Prêmios de destaque:

Oscar 1983 (EUA)
Vencedor nas categorias de melhor trilha sonoramelhores efeitos especiaismelhores efeitos sonoros e melhor som.

Indicado nas categorias de melhor filmemelhor diretormelhor roteiro originalmelhor fotografia e melhor edição.

Globo de Ouro 1983 (EUA)
Vencedor nas categorias de melhor filme - drama e melhor trilha sonora.
Indicado nas categorias de melhor diretor, melhor roteiro e melhor revelação masculina (Henry Thomas).

Grammy 1983 (EUA)
Vencedor na categoria de melhor trilha sonora composta para um filme.

Prêmio Saturno 1983 (Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films, EUA)
Vencedor nas categorias de melhor música, melhor filme de ficção científica, melhor roteiro e melhores efeitos especiais.
Indicado nas categorias de melho ator (Henry Thomas), melhor diretor e melhor atriz coadjuvante (Dee Wallace-Stone).

Prêmio Eddie 1983 (American Cinema Editors, EUA)
Indicado na categoria melhor edição.

Academia Japonesa de Cinema 1983 (Japão)
Vencedor nas categorias de melhor filme em língua estrangeira e atuação mais popular (ET).

BAFTA 1983 (Reino Unido)
Vencedor na categoria melhor trilha sonora.
Indicado nas categorias de melhor fotografia, melhor direção, melhor filme, melhor edição, melhor maquiagem, melhor direção de arte, melhor roteiro, melhor som, melhores efeitos especiais, melhor estreante (Henry Thomas), melhor estreante (Drew Barrymore).

Prêmio César 1983 (França)
Indicado na categoria melhor filme estrangeiro.

Prêmio David di Donatello 1983 (Itália)
Vencedor na categoria melhor diretor - filme estrangeiro.

People's Choice Awards 1983 (EUA)
Escolhido como o filme mais popular.

American Film Institute's 100 Most Inspiring Movies of All Times (2006)
Classificado em sexto lugar entre os cem melhores filmes de todos os tempos.





Caçadores da Arca Perdida - 1981


Indiscutivelmente um dos mais maravilhosos filmes da carreira do diretor e um dos maiores sucessos, trouxe para a história do cinema o personagem Indiana Jones, marcando positivamente a carreira de Harrison Ford e criando uma legião de fãs. 


Harrison Ford está para o personagem assim como Sigourney Weaver está para a Tenente Ripley de Alien ou Arnold Schwarzenegger para a série Exterminador de Futuro e Silvester Stallone para Rambo; é impossível dissociá-lo do personagem. 


Com timing cômico e jeito arrogante, Ford sustenta a aventura como o herói Indy, simples, linear, originada do desejo de George Lucas de criar uma versão moderna dos seriados das décadas de 1930 e 1940.  Caçadores da Arca Perdida é uma deliciosa aventura incorporada anos mais tardes em versões mais caras ou mais baratas, com resultados diferentes de bilheteria e de crítica (cujos maiores representantes são "múmia", "A lenda do tesouro perdido" e o mais recente "As aventuras de Tintin").


Rendeu pirâmides de dinheiro em quinquilharias, séries de televisão, de quadrinhos, passando por bonecos, continuações, parques temáticos, jogos de videogames e uma infinidade de outras coisas.

Na trama, em 1936, o arqueólogo Indiana Jones (Harrison Ford) contratado para encontrar a Arca da Aliança, que segundo as escrituras conteria "Os Dez Mandamentos" que Moisés trouxe do Monte Horeb. Mas como a lenda diz que o exército que a possuir será invencível, Indiana Jones terá um adversário de peso na busca pela arca perdida: o próprio Adolf Hitler.


Indiana traz portentosos efeitos especiais para a época, mas que envelheceram horrores com o tempo, e mesmo assim ainda garante uma boa diversão. Não dá para deixar passar em branco o tema majestoso de John Williams, que conseguiu criar algo tão marcante quanto o tema de Star Wars, ET, Superman, Tubarão e Contatos Imediatos de Terceiro Grau. 


Caçadores da Arca Pedida foi o filme de maior sucesso do ano de seu lançamento.


Obrigatório.




Prêmios de destaque:


Foram 25 premiações no total e outras 21 nomeações, com destaques para:


4 Oscars: Melhor direção de arte, Edição, Mixagem de Som e Efeitos Visuais, ganhando um especial para a edição dos efeitos sonoros. Recebeu outras 4 indicações ao Oscar: Melhor filme


1 Bafta de melhor direção de arte e outras 6 indicações: Melhor ator coadjuvante, Melhor Som, Melhor filme, Melhor fotografia, Melhor Montagem e Premio Especial para John Williams. 


1 indicação ao Globo de ouro de Melhor Diretor (Steve Spielberg)


1 Grammy de Melhor Trilha Sonora


Em 1999, o filme foi selecionado para preservação pelo National Film Registry da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, sendo considerado "culturalmente, historicamente ou esteticamente significante".







Encurralado - 1971

Feito para a televisão, aqui, titio Spilba já dava uma noção do excelente diretor que seria numa trama econômica, mas tensa, cheia de suspense e tensão de roer as unhas. Na trama,  David Mann (Dennis Weaver) está dirigindo seu carro pelas estradas da Califórnia quando começa a ser perseguido por um caminhão gigantesco, velho e barulhento como um trem de carga, que parece querer brincar com ele perigosamente na estrada. 

A partir daí, o caminhão e o motorista entram em uma perseguição alucinante e mortal, uma espécie de "mate ou morra" no meio da estrada. Detalhe: sem que ao espectador não seja revelado quem é o motorista do caminhão, o que faz com que o veículo, por si só, seja uma espécie de aparição demoníaca disposta a aniquilar até a alma do pobre David - uma jogada de mestre que contribui ainda mais para o suspense.  

Sim. Um caminhão, um carro, uma estrada e uma câmera na mão com uma ideia na cabeça. Encurralado virou clássico. Repare nas sequências envolvendo o ônibus e na parte em que o caminhão surge do nada como se esperasse pelo pobre motorista na próxima curva. Ou nas cenas dentro do restaurante em que o personagem tenta descobrir quem é o caminhoneiro que quase o matou jogando-o para fora da pista. Para ter medo de viagens. 


Obrigatório.


Prêmios de destaque:

1 Emmy de Melhor Edição de Som (também foi indicado a Melhor Fotografia), 

1 indicação ao Saturn Award (Melhor clássico em DVD: 2005) e 

1 Indicação ao Globo de Ouro de Melhor Filme para a TV






O resgate do Soldado Ryan - 1998

Um dos melhores e mais premiados filmes de guerra de todos os tempos, copiado a exaustão por uma série de filmes seguintes (todos com resultados inferiores), traz uma das melhores sequências iniciais que já existiram - o desembarque dos soldados na Normandia, durante o Dia D da Segunda Guerra Mundial. 


Chocante - é tanta bala e disparo de bazuca, canhão, metralhadora e todo um arsenal militar ensurdecedor; violenta - é pedaço de gente e morte para tudo que é lado -, a sequência já entrou para a galeria das mais antológicas do cinema. Sem contar no climax emocionante do filme.

Na trama, após o desembarque na Normandia, descobre-se que três dos quatro irmãos Ryan morreram em combate. Ao capitão John Miller (Tom Hanks, ótimo) e seus homens é designada a missão de resgatar o último filho, James Francis Ryan (Matt Damon), que era parte do pelotão de paraquedistas que caiu no lugar errado, podendo estar em qualquer lugar da França.

Tecnicamente impecável como de praxe na carreira do diretor, o filme representa um dos pontos altos da carreira dele e na de Tom Hanks também, porque foi aclamado pela crítica e sucesso de público depois de anos de filmes fracos após o sucesso espetacular de "O parque dos Dinossauros". O eixo criado pelo final com o começo do filme, graças a um truque simples de câmera e de montagem, é mais uma prova da genialidade de Spielberg. O filme ainda funciona como uma grande alegoria de que, não importa de que lado você esteja do lado de uma guerra, nem se você sobreviveu a ela, todos só tem a perder com o conflito.


Obrigatório.

Prêmios de destaque:

4 Oscars (Melhor direção, fotografia, edição, efeitos sonoros) e outras 7 indicações (Melhor Filme; Ator - Tom Hanks; Roteiro, Direção de Arte; Melhor Som, Maquiagem e Trilha Sonora);

2 Globo de Ouro (Melhor Diretor - Steven Spielberg; Melhor filme drama) e outras três indicações (Melhor Trilha Sonora, Melhor Ator - Tom Hanks; Melhor Roteiro);

2 Baftas (Melhor Som e Melhores Efeitos Especiais) e outras 8 indicações (Melhor Filme, Trilha Sonora, Fotografia, Ator - Tom Hanks; Maquiagem, Direção, Montagem, Direção de Arte). 

1 Grammy (Melhor Trilha Sonora)

3 MTV AWARDS (Melhor filme, Melhor Sequência de Ação - O desembarque na Normandia; Melhor Ator (Tom Hanks);

1 Indicação ao Cesar de Melhor Filme Estrangeiro;

1 Indicação de Melhor Filme Estrangeiro da Academia Japonesa de Cinema.









A cor púrpura - 1985

Prepare o lenço. Um grupo de atuações maravilhosas, lideradas por Whoopi Goldberg, inesquecível como Celie, Oprah Winfrey, como a corajosa e destemida Sophia. Recriação de época impecável e uma trama bem elaborada e consistente. Um melodrama triunfante, de final cheio de esperança, que resiste bravamente ao tempo.

Na trama, que acontece em Georgia, começo do século XX, Celie (Whoopi Goldberg), uma jovem com apenas 14 anos que foi violentada pelo pai, se torna mãe de duas crianças. Além de perder a capacidade de procriar, Celie imediatamente é separada dos filhos e da única pessoa no mundo que a ama, sua irmã, e é doada a "Mister" (Danny Glover), que a trata simultaneamente como escrava e companheira. 

Grande parte da brutalidade de Mister provêm por alimentar uma forte paixão por Shug Avery (Margaret Avery), uma sensual cantora de blues. Celie fica muito solitária e compartilha sua tristeza em cartas (a única forma de manter a sanidade em um mundo onde poucos a ouvem), primeiramente com Deus e depois com a irmã Nettie (Akosua Busia), missionária na África. Mas quando Shug, aliada à forte Sofia (Oprah Winfrey), entram na sua vida, Celie revela seu espírito brilhante, ganhando consciência do seu valor e das possibilidades que o mundo lhe oferece.

É um filme injustiçado, mas que o tempo se encarregou de provar sua importância, tanto para o público quanto para o próprio diretor. Preste atenção na virada na vida de Celie, quando decide enfrentar seus medos e na amizade que desenvolve com Sophia e com a própria Shug Avery, que vai ajudá-la como forma de se redimir seus pecados e protagonizar uma emocionante cena em que se reconcilia com seu pai e seu próprio passado. 

Recentemente, a autora do livro em que o filme foi baseado, ganhadora do Prêmio Pulitzer, se envolveu em uma polêmica ao proibir a publicação do livro em Israel.

Obrigatório.


Prêmios de destaque:

11 indicações ao Oscar nas categorias de melhor filmemelhor atriz (Whoopi Goldberg), melhor atriz coadjuvante (Oprah Winfrey e Margaret Avery), melhor direção de artemelhor fotografiamelhor figurinomelhor maquiagemmelhor trilha sonoramelhor canção original (Miss Celie's Blues) e melhor roteiro adaptado, mas não levou nenhum prêmio. 



1 Globo de Ouro de melhor atriz - drama (Whoopi Goldberg); outras 4 indicações: melhor filme - drama, melhor diretor, melhor atriz coadjuvante (Oprah Winfrey) e melhor trilha sonora.






Guerra dos Mundos - 2005

Esnobado por muitos críticos, a refilmagem do filme homônimo de 1953, por sua vez baseado no romance de mesmo nome de H. G. Wells, foi um sucesso de público no ano de lançamento e mantém ainda hoje, anos depois, intacto o seu poder de fogo. 

Na trama, Ray Ferrier (Tom Cruise) é um homem divorciado que trabalha nas docas. Ele não se sente à vontade no papel de pai, mas precisa cuidar de seus filhos, Robbie (Justin Chatwin) e Rachel (Dakota Fanning), quando eles lhe fazem uma de suas raras visitas. Pouco após eles chegarem, Ray presencia um evento que mudará para sempre sua vida: o surgimento de uma gigantesca máquina de guerra, que emerge do chão e incinera tudo o que encontra. Trata-se do primeiro golpe de um devastador ataque alienígena à Terra, que faz com que Ray pegue seus filhos e tente protegê-los, levando-os o mais longe possível das armas extra-terrestres.

Ao custo de 132 milhões de dólares e efeitos visuais impressionantes, Spielberg criou ao menos três sequências de cair o queixo: o momento em que o Tripod sai da terra no centro da cidade, antes de começar a sua sequência de aniquilação de fazer qualquer marmanjo se borrar; as cenas envolvendo a fuga na balsa, uma das mais assombrosas do cinema catástrofe; e o conflito de Ray, sua filha e o estranho dentro de uma casa, com uma sonda alienígena ultrarrealista. Não vamos nem citar a recriação soberba do cenário da queda de um boeing.

O filme escorrega na terceira etapa do roteiro - que, embora traga metáforas e simbologias sociais poderosas, resolve seus personagens de maneira um tanto insatisfatória - e em Tom Cruise, que nem sempre convence.


Outros filmes poderiam ocupar o lugar de Guerra dos mundos, como o dramático AI - Inteligência Artificial ou o esperto Minority Report. Mas o que chama atenção no filme é o fato de ele trazer uma visão mais próxima daquela imaginada por H. G. Wells, trazida para o presente, com uma dimensão ampliada infinitamente e de impacto superior causado pelos poderosos efeitos visuais da ILM de George Lucas. 


Repare na forma como os alienígenas de três pernas aparecem pela primeira vez em cena ou no clima criado quando o avião despenca sem que os personagens saibam o que está acontecendo do lado de fora da casa. É o cineasta de horror de Tubarão querendo ressurgir.


Prêmios de destaque:

3 indicações ao Oscar (Melhor Som, Edição de Som e Efeitos Visuais).

1 Indicação ao Framboesa de Ouro de Pior Ator (Tom Cruise)







* Post realizado com dados extraídos de sites informativos de cinema, como IMBDWikipedia Adorocinema.

Um comentário:

  1. Pena que ele meio que 'perdeu a mão' para filmes, anda meio capenga ultimamente. Baita saudades daquelas tardes de domingo no cinema, doido pra ver a última produção do Spielberg. Um grande diretor que ainda nos deve alguns bons filmes, mas eu ainda tenho esperança...

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