sábado, 25 de agosto de 2012

A Ilha do Medo - 2010 (Shutter Island, 2010)




Título Original: Shutter Island
Ano: 2010
Direção: Martin Scorcese
Roteiro: Laeta Kalogridis
Elenco: Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Michelle Williams, Max von Sydow, Emily Mortimer, Jackie Earle Haley, Patricia Clarkson.
Sinopse: Em 1954, uma dupla de agentes federais investiga o desaparecimento de uma assassina que estava hospitalizada. Ao viajarem para Shutter Island - ilha localizada em Massachusetts - para cuidar do caso, eles enfrentam desde uma rebelião de presos a um furacão, ficando presos no local e emaranhados numa rede de intrigas.


A Ilha do Medo foi considerado um dos melhores filmes do ano de 2010 por muitos críticos renomados e fez um considerável sucesso nas bilheterias. E de fato é um filme bem realizado e com um roteiro bem estruturado, como a maioria dos filmes comandados por Martin Scorcese, embora não seja tão empolgante. A história é a seguinte: dois policiais federais, interpretados por Leonardo Dicaprio e Mark Ruffalo, investigam o desaparecimento de uma prisioneira em um manicômio judiciário localizado em uma ilha. Mas ao chegarem ao local, começam a perceber que coisas estranhas acontecem naquele lugar. É o famoso “tem caroço nesse angu”.



E embora os distribuidores do filme na época tenham tentado vendê-lo como  um filme de terror, logo percebemos que não se trata disso, pois A ilha do medo na verdade é um thriller psicológico. A primeira cena do filme já chama atenção, quando são mostrados os dois policiais no barco que os leva até a ilha. Ali você já percebe que algo não se encaixa. E como todo bom suspense, ao longo do filme o roteiro lhe entrega pistas interessantes sobre o desfecho, deixando o telespectador realmente intrigado. Como as visões de sua mulher assassinada e as crises de enxaqueca do personagem do Dicaprio,  além do comportamento ambíguo de seu parceiro. Porém não demora muito para o telespectador perceba que ali só há duas saídas possíveis e deseje que se chegue ao final logo. Dessa forma, quando o filme atinge seu clímax, não causa grande impacto.


Creio que  o maior mérito de A ilha do medo não está na história em si, mas na forma como ela se desenvolve, pois trata-se de uma produção que chama atenção pelos detalhes.  Martin Scorcese é um cineasta que sabe fazer bom uso dos recursos que tem em mãos. O filme é tecnicamente impecável, a trilha sonora e a fotografia, contribuem para o clima de tensão estabelecido por Scorcese, que nos remete a filmes de Hitchcok (alguns planos que mostram a ilha lembram Os pássaros). O roteiro, embora se arraste em alguns momentos, é bem amarrado e tudo que soa  estranho acaba fazendo sentido no final, especialmente o comportamento dos personagens coadjuvantes. Aliás, essa é uma das melhores sacadas do roteiro.


Quanto ao elenco, os coadjuvantes são os mais interessantes: Mark Ruffalo que interpretada o parceiro de Dicaprio, com uma interpretação contida e carregada de nuances. Ben Kingley, como psiquiatra chefe da prisão, está brilhante, como um tipo misterioso e em certos momentos até ameaçador, mas totalmente humanizado e sem caricatura. Emily Mortimer, embora tenha poucas cenas, não deixa de ser uma presença marcante. Já Michelle Williams não faz muito coisa, sendo que ela só aparece nas alucinações do personagem de Dicaprio (aliás, Leonardo Dicaprio tendo visões da mulher cria uma sensação de “Já vi isso em algum lugar”) E por falar nele, penso que um dos problemas de A ilha do medo está justamente no seu protagonista. Dicaprio é considerado um bom ator - não que eu o considere ruim, acho até que ele convence nas primeiras cenas - mas quando o personagem exige uma carga dramática mais intensa de sua interpretação, ele simplesmente não convence. SPOILER, para ler basta selecionar o texto: Durante a seqüência da revelação no terceiro ato em que Teddy se lembra que ele mesmo matou sua mulher, ao descobrir que ela havia matado seus filhos, quando Teddy vê os filhos mortos no lago, a expressão de horror em seu rosto é inexistente. Assim como quando ele descobre o teatrinho de seu psiquiatra. FIM DO SPOILER.

Enfim, A ilha do Medo é um filme de técnica impecável. Mas sua história não é empolgante e facilmente esquecível. Sendo que, se o assunto é técnica, no currículo do diretor o que não falta produções muito mais interessantes.

Cotação: 3/5

Lady Rá acha que faltou um "tempero" na história.


TRAILER:


2 comentários:

  1. Esse filme é meio confuso, mais é muito interessante...

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  2. Eu gostei mais da execução, é um filme com boa qualidade técnica.
    Obrigada pela visita e pelo comentário, Ednilson! Volte sempre! =)

    ResponderExcluir

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