segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Batalha dos Mares - 2012 (Battleship, 2012)


Título Original: Battleship
Ano de lançamento: 2012
Direção: Peter Berg
Roteiro: Erich Hoeber, Jon Hoeber
Elenco: Taylor Kitsch, Liam Neeson, Alexander Skarsgård, Brooklyn Decker, Rihanna
Sinopse: Batalha dos Mares é a adaptação ao cinema do jogo de batalha naval da Hasbro. O filme coloca uma frota internacional para combater uma invasão alienígena.


Uma bomba de 200 milhões de dólares!

E encontramos mais uma vítima para esculhambar, gente! Acabei de ver essa pérola podreira mítica e estou convencida de que é simplesmente o pior filme do ano (ao menos até agora, porque no fim do ano vem o meu, o seu, o nosso, o já lendário, o maravilhoso, o incomparável, o último capítulo da saga Chifrusculo!!!).

Bolas metálicas revoltadas explosivas, comolidar?
Eu, Tia Rá em carne podre e osso, estou chocada com a existência dessa esplêndida produção bagaça. Depois de gastar todos os estoques possíveis com palavrões e adjetivos nada amigáveis para definir isto, a titia aqui ainda se encontra procurando termos mais adequados para definir essa coisa produção.

Aberração? Lixo? Monstruosidade? Porcaria? Podreira? Bomba? Desprezível? Medíocre? Ridículo? Constrangedor? Oh, wait! Vamos recapitular a porra toda porque, minha gente, quando você pensa que se livrou por um tempo de tanta podreira milionária no cinema, vem um filme e BAF! dá um tapa na sua cara e te derruba, meu amor! 

Para saber como isso saiu do papel, podemos dizer que Michael Bay teve um caso com Roland Emmerich e pariu essa coisa chamada Peter Brega (o apelido carinhoso para Peter Berg só que não), que já tinha dirigido o lixo nuclear "Bem vindo a selva" e o apenas mediano Hancock (que se salva pelo seu elenco). Dublê de ator, ele também já atuou em filmes como "Colateral", "A última cartada", "Leões e cordeiros", "Cop Land" e outros filmes, sem obter sucesso (ou seja, você não sabe quem é ele nem se importa em saber, claro). 

Eu vou cantar para os aliens!
Não dá para tia Rá saber quem foram os produtores doentes mentais que confiaram duzentos milhões de dólares (é o que dizem, eu não tava lá pra contar, tá bem?) nas mãos de uma pessoa tão ineficiente para uma superprodução - e, devido ao resultado xoxo nas bilheterias, suspeito que eles tenham se matado, foram demitidos, entraram em depressão, ou se internaram em um manicômio por vontade própria depois de perceberem a merda que fizeram. 

Peter Brega, gravem BEM ESSE NOME, MINHA GENTE, porque é ele o autor do filme mais vagabundo, mais barulhento, mais idiota e com o roteiro mais porco do ano - e concorre seriamente como uma das piores produções de todos os tempos (estou sentindo aroma de recorde de indicações ao Framboesa de Ouro - se o final da saga "Chifrusculo", da atriz corneteira mais famosa do mundo, Missy Stewart, não papar todas).

Ei, eles não tão gostando do meu show?
Ok, parei. Não vamos colocar tio Michael Bay, o Deus das porcarias milionárias, nem o tio Emmerich, o Deus das porcarias de destruição,  nesse bolo, porque ambos, perto dessa bagaça, merecem respeito e possuem mais dignidade. Fui clara, meu povo?

Mas sério, gente.... Como lidar com essa bomba monumental arremessada nos cinemas ao custo de trocentos milhões de dólares, que sofreram para se pagar? De quem é a culpa por isto existir? Seriam os aliens os culpados?

Invasões alienígenas acontecem no cinema desde que filme é filme, né gente... Mas, se formos colocar em pauta aqui o tanto de aberração cinematográfica que já apareceu com o tema e pegou o público de surpresa, precisaríamos de duas vidas inteiras para contar. Depois de assistir a Batalha dos Mares, ao menos, nós gravaremos o nome dessa bagaça como uma das piores coisas que existiram durante todo o resto de nossas vidas - o nome do filme, claro, porque o filme é completamente esquecível. Batalha dos Mares está ali, no mesmo grupo de produções como Batalha de Los Angeles, GI Joe, e cia Ltda. - aqueles filmes recheados de efeitos especiais, muito barulho, direção de aluguel, e completamente vazios de drama e de personagens carismáticos, de roteiro... Deus, TOTALMENTE VAZIO DE TODO O RESTO! Não colocaria Transformers no bolo, porque o filme de Michael Bay perto disso é um clássico absoluto do quilate de Ben Hur, vocês entenderam a situação?

Ao ver essa cena, tudo o que eu pensei foi....
OH MEU DEUS DO CÉU, NEESON! EU TE AMO DEMAIS! POR QUE VOCÊ FAZ ISSO COMIGO?! NÃO ME MALTRATE! NÃO DESPERDICE O SEU TALENTO COM ISSO!!!! NÃO ENTRE NESSA BARCA FURADA! FOGE PRAS COLINAS! VOLTE A SER SCHINDLER, MICHAEL COLLINS, PELOAMORDEDEUS!!!
E tem o Liam Neeson... oh, why, Neeson? Véi... Por que você faz isso comigo? WHY? WHYYYYY? Cadê os Schindlers da vida para ti, meu amor precioso, meu amor verdadeiro? Você, sempre excelente, maravilhoso, aqui pegando seu cheque polpudo para pagar as contas e se envolvendo nessa canoa furada dos infernos?

Respire, tia Rá! RESPIRE!

Ok. Testanna (aka Rihanna) está lá, de enfeite de cenário, para chamar atenção do público aborrescente desmiolado e fãs da cantora para o cinema. Ela não acrescenta nada e nem prejudica o que já é péssimo (oi?). Enfeite MESMO. Desfila pra lá e pra cá, fala uma palavra aqui e ali, paga de arretada fail. Fim. 

Halo? Dead Space? Gears of War?
Que diabo de game é esse nesse filme?
A dublê Loreal Paris de Megan Fox, com nome de bairro de cidade e cara da Victoria Secrets, Brooklyn-alguma-coisa (não sei qual o nome da bisca e não me interessa saber) é tão ineficiente e péssima atriz quanto loira. Saiu de alguma passarela aí e caiu lá de qualquer jeito. Mas o pior do filme (sim, pior que Testanna, veja isso, não é mítico gente...?) é Taylor Kitsch. Inexpressivo, sem empatia, totalmente ineficaz, Taylor, parecendo uma lombriga anêmica, não tem porte para conduzir uma produção dessa, não tem o charisma de um Stallone ou Schwarzenegger, nem o porte físico para um herói, nem o talento de um Hugh Jackman. O cara não funciona - e depois do mico de John Carter, num mesmo ano querido, eu só tenho uma coisa para te dizer: desiste, amiga, volta pra passarela, ou se mata, seu azarento pé frio!

No quesito destruição, o filme traz uma das ideias mais podres que tia Rá já viu em três vidas seguidas - naves e navios lutando à distância dentro de um campo de força no mar, jogando bolas metálicas com chicotes que rolam pra lá e pra cá destruindo tudo - até mesmo um viaduto cheio de carros. Algo que só um Michael Bay imaginaria algo assim - e em seu ápice de loucura (e acreditem, depois de ver este filme, podemos dizer que ele AINDA não atingiu este estágio)!

Ok, esqueci. Não é pra citar o Bay. Tem o insuperável Transformers 2 e os testículos de robô, lembram...? Enfim.

A escola Michael Bay de filmar
Toda essa comoção tem direito a um resgate vagabundo de alienígena em poder dos humanos e de uma cena de constrangimento total em que Testanna mata um alien com um tiro de canhão de um navio de guerra. E tome piadas - a do homem deficiente físico usando pernas mecânicas, chamado de "ciborgue", é de uma estupidez absurda. De lascar de rir o momento em que o comandante Hopper (Taylor) precisa da velharia e de um navio novo para atacar os inimigos - e tem que se contentar com uma bagaça de navio, o USS Missouri, com sua tripulação de aposentados. Não que a cena seja engraçada - não há graça no filme, embora se tente fazer piada o tempo todo. Engraçada é a tripulação ser apresentada daquela forma básica de Michael Bay apresentando os personagens astronautas de Armageddon - música intensa no fundo, câmera lenta na tela, você já viu isso em outro lugar.

Ok, Bay. Devo admitir, Peter Brega é seu baby. Comemore!

NOT.

Esqueça o drama familiar de Hopper (Taylor) e o irmão (Alexander Skarsgård, inútil), que morre em uma explosão atômica de um navio (o drama não existe, o personagem de Taylor, não lamenta, não chora, não se comove, tipo, "era meu irmão, eu o amava até os primeiros minutos de filme, agora ele morreu, ele que vá se danar nos infernos"). Esqueça roteiro - desde o momento em que se tenta embutir um romance porco, passando pelo arco de história do deficiente físico e sua superação (é triste de ruim, gente), chegando ao momento em que um dos OVNIS cai na cidade destruindo um prédio alá Transformers 3, Armageddon, 2012 e toda uma mistura de filmes do tipo e o filme emula uma série de outras coisas já vistas no cinema de forma melhor acabada. 

A desculpa esfarrapada para a forma de ataque estilo o jogo em que o filme foi baseado é simplesmente constrangedora. Pior são os aliens, humanóides com características reptilianas, cheios de tecnologia e completamente burros, que são revelados sem qualquer suspense ou minimo de interesse pelo roteiro e que tem poderio militar maior do que o dos homens, mas ao invés de explodirem a porra toda ficam brincando de tiro ao alvo no mar dentro de um campo de força (!). Constrangimento define.

Eu vejo o fracasso...
Não vamos falar das sequências em que Hopper e o capitão japoronga atiram com seus rifles contra a nave  alien e estoura os vidros da mesma, fazendo com que o sol penetre e mate os aliens (sim, babies, vocês leram isso mesmo, eles são vampiros, sabem... digo, répteis, precisam de água, vão a praia mas não usam protetor solar). Ou do naufrágio do USS John Paul, que parece ter saído de outro filme de Bay, Pearl Harbor - só que em versão mais idiota, quando uma bola metálica atômica revoltada resolve destruir o navio, num festival de explosões barulho ensurdecedor. 

Vamos falar do ataque do navio a nave mãe? Sim, porque a carroça marinha USS Missouri, colocado entre minutos e segundos de volta a navegar, é capaz de parar suas toneladas em alta velocidade com apenas uma âncora em dois segundos e acelerar tão rápido quanto um carro de corrida... só que na água, gente... Não foi engraçado. Eu não ri. E ninguém venha aqui dizer pra titia que é porque o filme é para crianças e adolescentes não, que é ficção, isso ou aquilo - ou pedir desconto pra essa bagaça, porque ninguém engoliu essa porcaria fracassada.

E o incrível buraco do roteiro que aparece quando o personagem negro sem pernas e a beldade inútil interceptam os planos dos aliens - e só um alien aparece para brigar com eles (para onde foram os outros, ninguém explica, eles reaparecem do nada momentos depois!!!). É surreal esta briga entre ele e o alien, com direito a dentes quebrados de alienígena que usam barbichas horrorosas fora de moda e golpes de boxe. 

Com câmera tremulando o tempo todo e montagem picotando neuroticamente as cenas, que deixaria até Michael Bay chocado com tamanha porcaria e doente de labirintite, Peter Brega  joga tudo em direção a tela: de hélice de helicoptero, pedaço de navio, passando por dentes de alienígena. E dá uma explosão a cada dois minutos de filme, procurando cada vez mais maneiras diferentes de explodir tudo - sintoma parecido com o sofrido por Emmerich e sua síndrome de capacidade destrutiva - num atentado terrorista de extremo mal gosto. E a trilha sonora? Que diabos é aquilo, meu povo?

Tio Michael Bay e tio Emmerich já podem dormir tranquilos, afinal. Tem gente (muito) pior que eles neste mundo.

Cotação: 0/5

Resuminho da ópera: uma montanha de lixo de 200 milhões de dólares que flopou merecida and lindamente nos EUA (deixou os cinemas com ordinários 65 milhões) porque o público de lá não engoliu a porcaria né, gente...! 

Aliás, não dá pra baixar ainda mais a nota dessa joça não? Não sou obrigada!

TRAILER

Meu sério candidato e favorito absoluto até agora ao Framboesa de Ouro de pior filme, pior ator, pior atriz, pior casal, pior desculpa para um filme, pior roteiro, pior filme de mais de 100 milhões de dólares, pior trilha sonora, pior atriz coadjuvante, pior diretor...


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