quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Conan O destruidor - 1984 (Conan The Destroyer)




Título Original: Conan, The Destroyer
Ano de lançamento: 1984
Direção: Richard Fleischer
Roteiro: Stanley Mann, Roy Thomas, Gerry Conway
Elenco: Arnold Schwarzenegger, Grace Jones, Tracey Walter, Sarah Douglas 
Sinopse: A dupla de guerreiros ladrões Conan e o parceiro Malak é contatada pela Rainha Taramis de Shadizar e aceita fazer duas tarefas para ela: roubar uma gema mágica do mago Toth-Amon, que só pode ser tocada pela virgem Jehnna — e recuperar um chifre mágico capaz de despertar Dagoth, deus dos sonhos e pesadelos. Como prêmio, Taramis garante a Conan ser capaz de ressuscitar sua amada Valéria (morta no primeiro filme). Para a jornada, além de Mako e Jehnna, Conan é obrigado a levar com ele o guerreiro de Taramis Bombaata, que será o guarda-costas de Jehnna. Ele vai ao encontro do mago Akiro, que resgata de canibais, e aceita que se junte a ele a selvagem guerreira Kush chamada Zula.


Por Jason

E vamos tirar sarro de mais um filme? Então, a vítima da vez é... Conan, o Destruidor!


Conan, o destruidor, é um filme tosco. Tão tosco que é bom. Do visual trash da rainha macumbeira Taramis (Sarah Douglas, uma das vilãs de Superman 2, cuja carreira não decolou como deveria, já que tem um rosto muito expressivo e é talentosa) passando pelo papo da princesa virgem com cara de biscate Jehnna (Olivia d'Abo, prêmio de pior atriz no Framboesa de Ouro) chegando aos efeitos especiais, tudo conspira a favor da criação de um clássico da tosqueira. 

Mas o filme tinha ares de super produção para a época. Conan, o destruidor, traz bons figurinos e boa direção de arte, como já fica evidente na cena em que a macumbeira biscate cheia de falsas promessas e más intenções, que faz um pacto cilada com Conan, ou nos castelos de cenários gigantescos, suntuosos e bem iluminados. Surge em tela aos vinte minutos de filme a diva Grace Jones, no papel de uma guerreira, com um personagem marcante na trama em uma sequência tragicômica antológica (e espanta a ausência de maior participação da mesma durante todo o filme, o que a reduz a coadjuvante de luxo).

A parte boa é que há na trama a questão a lealdade entre o grupo - Conan nunca está sozinho, todos estão e são por ele, o que garante metade do êxito da produção. A dinâmica do grupo é passo importante na trama - desde a garota virgem, que passa a desejá-lo como a mocinha à espera de seu amor (Oh, glória!), passando pela corajosa e bizarra guerreira de Grace Jones e os atrapalhados arqueiro e o mago que juram lealdade a ele, e que garantem o tom cômico da produção. 

Mas o filme não sobreviveu muito bem ao tempo. Seus efeitos especiais precários despertam risos involuntários, chegando ao ápice da podreira na sequência de despertar do demônio feito de roupa emborrachada com cara e barbatanas de peixes e chifre de rinoceronte, importado de algum filme japonês barato do Godzilla. A falta de uma montagem vigorosa também deixa a trama arrastada até nas sequências de ação e o filme demora a passar mais do que deveria (tem 1h e 40 min, mas parece ter sete horas). O filme é inferior ao original, mais simples, inovador e eficiente na transposição do personagem para as telas grandes, mas tem uma boa trilha sonora, composta por Basil 

O mesmo vale para as atuações, nenhuma de destaque, salvando-se o rosto e olhares expressivos de Sarah Douglas e a presença marcante da Grace Jones, rodando seminua para lá e para cá com seu corpo negro esguio. Aliás, falando em sobreviver ao tempo, as mulheres do filme sobreviveram muito bem e continuam, apesar do tempo, bonitas, ao contrário do acabado Arnold Schwarzenegger. 

Não vamos falar das situações deslocadas como aquela em que Conan enfrenta o monstro com cara de Orc em uma sala de espelhos. Nem do soco do Conan no cavalo que acabou virando polêmica na época, entre muitas outras bobagens. Sim, o filme ainda vale, no entanto, pelo carisma de Arnold, na época já uma estrela de filmes de ação, dando continuidade ao filme que o lançou ao estrelato - conta-se que foi em virtude de Conan que James Cameron o contratou para o androide de "Terminator". Seu biotipo de herói ainda hoje pode ser visto disfarçadamente na pele de outros atores e outras produções - não falo da porcaria escrota do remake que lançaram recentemente, claro. E os dois filmes de Conan fizeram a infância e a adolescência de muita gente, o que elevou essa bagaça ao status de clássico indiscutível.

Cotação: 3/5

TRAILER


Uma curiosidade: A repetição do sucesso do primeiro filme fez com que Schwarzenegger, Fleischer e o produtor Dino De Laurentiis se juntassem novamente para filmarem Red Sonja em 1985 (que não foi bem recebido pelo público). O terceiro filme da trilogia de Conan foi planejado para 1987 e se chamaria Conan the Conqueror. A direção ficaria com Guy Hamilton ou John Guillermin. Contudo, Arnold Schwarzenegger tinha sido contratado para filmar Predator e o compromisso dele com De Laurentiis havia se encerrado em Red Sonja e Raw Deal, havendo negativa por parte do ator em renová-lo. O roteiro foi usado para o filme Kull the Conqueror, com Kull substituindo Conan como o protagonista da história.

Em tempo: o filme está disponível na íntegra no Youtube para quem quiser fazer uma revisita. Basta clicar no nome abaixo.


Um comentário:

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