domingo, 26 de agosto de 2012

Godzilla - 1998 (Godzilla - 1998)


Título original: Godzilla
Ano de lançamento: 1998
Direção: Roland Emmerich
Roteiro: Roland Emmerich e Dean Devlin
Elenco:

Matthew Broderick
Jean Reno
Maria Pitillo
Hank Azaria
Kevin Dunn
Michael Lerner
Harry Shearer
Arabella Field

Sinopse:
Na Polinésia Francesa a radiação causada por testes nucleares franceses provoca uma transformação na vida da região e uma destas mutações é o surgimento de um réptil colossal. O governo americano, ao descobrir pegadas gigantescas no Panamá convoca um biólogo que estava em Chernobyl, estudando as modificações do DNA em virtude de radiação nuclear, mas a missão agora é mais difícil, pois precisa ajudar a descobrir como deter este imenso lagarto que vai para Nova Iorque. Nada impede este monstruoso lagarto e a cidade que nunca dorme acorda assustada quando vêm um dinossauro caminhando nas ruas, destruindo tudo no seu caminho. E a pior notícia ainda está para vir, quando o biólogo descobre que Godzilla está grávido.



E tem bomba na área, gente! DO JEITO QUE A GENTE AQUI DO BLOG GOSTA! Porque nada no mundo nos deixa mais feliz do que nos depararmos com podreiras épicas como esta e vir para cá descer a lenha. 

É romântico. 
É terapêutico.  
É comovente, porra
OK, parei. 

Vamos esculhambar logo mais uma carniça cinematográfica? VEM COMIGO!

Sabe, eu ADORO o Emmerich. Sério... tipo, quem, em sã consciência, faria as porcarias que ele faz com tanto dinheiro disponibilizado para o infeliz? O mundo não seria o mesmo sem ele, gente! 

Pois bem, aqui, Emmerich faz o pior filme de sua carreira - se é que isso é possível né gente... enfim... - sobre uma lagartixa atômica hermafrodita que, fruto de experimentos radioativos envolvendo bombas nucleares, cresce absurdamente e vai dançar um tango nas ruas de Nova York. Como se não bastasse, essa besta de muitos metros de altura, pés grandes e unhas que precisam de pedicure com urgência, está prenha e vai escolher  o Madison Square Garden para PARIR um monte de bestinhas famintas!

Sabe, não tenho nada contra o bicho, eu o amo perdidamente. Nem contra destruir Nova York, que, coitada, vive sendo esfolada pelo babaca do diretor (ele tem algum trauma com a cidade, suspeito que seja caso de análise psiquiátrica também... enfim...). Como eu dizia... Amo perdidamente... O original, não essa coisa tosca recriada por computador. Eu adoro os podreiras japoneses originais de Godzilla que passavam nos longínquos anos 80 e 90 no SBT, com aquele monstro de borracha tosco de dar dó pisoteando pobres maquetes de isopor. Aquilo era vida, era poder. Godzilla podia fazer a linha do bem ou do mal, podia  ser uma diva ou uma macumbeira, lutar contra aquela Mothra, a borboleta gigante sem noção que soltava raios e purpurina (oi?), que eu achava o máximo! Porque o bicho é ícone, é lenda, é amor eterno!

Mas esse ser estúpido chamado Roland Emmerich tem que acabar com tudo de uma vez. Acabar com Nova York, com os atores, com a lenda, com a minha paciência, com a noção, o bom senso, com tudo. Meu Deus, é um filme de monstro, ok!!! Mas custa fazer algo decente com tanto dinheiro, meu povo?! Qual a dificuldade?! Se até os japoneses conseguiram com roupa de borracha, isopor e imaginação construir um mito cinematográfico, porque é tão difícil para alguém com uma tonelada de dinheiro fazer algo compatível?! 

Dada a carreira do cidadão, sugiro ser síndrome de grandiloquência. Porque Emmerich não se contenta com o básico, é megalomaníaco. Seu filme não tem atores (quem precisa deles? alguém aí conseguiu enxergar alguém atuando nessa bagaça?). Na cabeça dele, o filme não precisa de drama, não precisa de sentimentos humanos. Todos estão empenhados em contribuir com o naufrágio da produção porque a estrela é... o monstro. 

E Emmerich confia demais nessa estrela, esse "monstro" digital, que é feio, mal elaborado, tem a personalidade de uma barata (reparemos o que Peter Jackson fez com outro monstrengo famoso no remake de "King Kong" e vamos entender...). O diretor e o roteirista Dean Devlin da bagaça precisam colocar helicóptero voando no meio da cidade com o bicho zanzando pra lá e pra cá. Precisam enfiar na trama os filhotes do monstro, uma cena em que o bicho quer comer um táxi, a cidade sacudindo, bicho nadando, correndo, gente escapando de ser pisoteado, os patriotas dos solados americanos fazendo a linha "vou salvar o mundo", o francês que está ali sem função e toda uma palhaçada sem graça. 

Não há suspense, não há decência no que é mostrado no filme, não é sentida a paixão e simplicidade dos filmes japoneses. Não funciona como homenagem e não tem razão de existir. É uma série de takes de destruição envolvendo o bicho, costurando cenas de explosões, com bombas, disparos de mísseis, gritaria irritante do bicho, barulho, música histérica de fundo, efeitos vagabundos. E as piadas? Não ri de nenhuma.

Godzilla foi, com o perdão do trocadilho, esmagado com patadas homéricas da crítica, como o San Francisco Chronicle, que definiu que "Godzilla" - o mais badalado e antecipado filme da temporada de verão - é uma monstruosidade de ação exagerada, sem surpresas, sem alegria e sem emoções". Perdeu a oportunidade de refletir um momento e de realizar uma crítica severa à guerra e ao uso de radiação - o original refletia os perigos militares nos anos 50, recordemos. 

E, se era para avacalhar a porra toda, onde é que está a cena do monstro quebrando os letreiros da Broadway? Por quê ele não confundiu a Estátua da Liberdade com uma fêmea e resolveu dar uma quebrada nela, vocês entendem? Sim, porque, já que se trata de um filme idiota, barulhento, desprovido de qualquer sentimento e de lógica, Godzilla ao menos não serviria apenas para saciar a terrível vontade de Emmerich em destruir tudo em seu caminho.  

O melhor de tudo é saber que os produtores acreditavam que essa porcaria seria um sucesso monumental e encheram as prateleiras de todo o mundo com o boneco do bicho. O resultado? Não poderia ser melhor! Eles encalharam amargamente, o filme flopou lindamente nas bilheterias e tamanho empenho veio na forma de indicações e prêmios no Framboesa de Ouro de pior diretor, pior atriz coadjuvante, pior roteiro, pior filme, pior remake. 

Eu particularmente acho que merecia ganhar mais, porém... Como visto nos filmes posteriores a este, tio Emmerich não aprendeu a lição. 

Cotação: 0/5

KA-BUUUUUUUUUUUMMMMMMMMMMMMMMMM!

Para quem quiser se arriscar com essa podreira, clica aí, dá o play e vai na fé! 




2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Poxa vida, você xingou demais esse filme, vamos ser realistas, Roland Emmerich não nem de longe um diretor ruim, pelo contrario, o cara já fez alguns filmes ótimos (Independe day, O patriota e Soldado Universal são belos exemplos). O filme tem vários pontos positivos, a começa pelos excelentes efeitos especiais, a atmosfera do filme é bem maneira, o roteiro respeita "um pouco" a origem de Godzilla além deste possuir (pelo menos na minha opinião) um visual muito legal, e por fim a atuações de alguns atores. É claro que esta película conta com certos problemas, porém não deixa de ser um filme muito bom e bem divertido.

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