segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O intruso (2011) - Intruders - 2011


Título Original: Intruders
Ano de lançamento: 2011
Direção: Juan Carlos Fresnadillo 
Elenco
Clive Owen ... John Farrow
Carice van Houten ... Susanna
Daniel Brühl ... Father Antonio
Pilar López de Ayala ... Luisa
Ella Purnell ... Mia
Izán Corchero ... Juan
Kerry Fox ... Dr. Rachel
Héctor Alterio ... Old Priest
Adrian Rawlins ... Police Inspector
Michael Nardone ... Frank
Mark Wingett ... Dave
Peter O'Connor ... Frank
Mary Woodvine ... Teahcer
Lolita Chakrabarti ... ER Doctor
Ralph Ineson ... Alarm Installer
Adam Leese ... Policeman
Raymond Waring ... Policeman
Ella Hunt ... Ella Foster
Imogen Gray ... Lilly
Natalia Rodríguez ... Babysitter
Natasha Dosanjh ... Aisha
Christian Meinhardt ... Skycraper Construction Worker
Craig Stevenson ... Credited (voz)
Chris Wilson ... Police Officer 


Sinopse:
Filme conta a história de duas crianças assombradas. Juan, de sete anos, mora em um bairro pobre de Madri e é atacado por um intruso sem nome em seus pesadelos, sem que sua mãe possa ajudá-lo. E Mia, de 12 anos, que por sua vez, conta a seus colegas de sala um conto de monstro, no mesmo dia em que seu pai sofre um acidente do arranha-céus em construção, onde trabalha - e passa a ser assombrada pela mesma ameaça que ronda Juan.


Olha, gentem... tia Rá tem mais o que fazer e não vai ficar aqui perdendo muito tempo com isso, entende?

Vamos aos fatos.

Por quê você precisa ver isso mesmo?

Porque o filme começa tenso, com um guri falando de um ser "sem rosto" que, pouco mais tarde, vai se revelar para o espectador quando entra pela janela de sua casa (tenso). A coisa, sem rosto e de capuz, ataca sua mãe e ambos conseguem afastá-la, até o momento em que é revelado que tudo não passa de um "pesadelo". Essa trama vai correr paralela a do núcleo familiar de John Farrow (Clive Owen, convencional).

Num dia de reunião da família, a sua filha Mia encontra em uma árvore um tipo de carta escondida durante muito tempo. Ela fala sobre um monstro sem rosto que procura uma face. Através da menina, que começa a ter contato e a desenvolver um tipo de continuação para a carta é que o suspense do filme se desenrola, ao flertar com a possibilidade de a criatura existir de verdade ou ser fruto da imaginação da garota. Aos poucos, com a ajuda do pai, ela vai tentando eliminar a ideia de um ser sem rosto a perseguindo, embora sem sucesso.

Paralelo a isso, corre a trama do garoto (lembra? aquele lá do começo...), cuja mãe, sem saber o que fazer, apela até para um padre fazer um exorcismo que nem consegue começar. O padre salienta que tudo não passa de imaginação - não só da criança como da parte dela também, uma vez que ambos passaram por um trauma real que será revelado no final (ou seja, tá todo mundo esquizofrênico nessa zona!) - e você vai saber aqui também, porque tia Rá ADORA LIBERAR SPOILERS, GENTE! 

Revoltado, John Farrow vai atrás de explicações para descobrir o que a filha realmente tem. A trama do garoto se conecta então com a da jovem menina - o garoto é na verdade o pai dela, o John Farrow (sim, gente, ele mesmo, o guri do começo do filme, é a mesma pessoa), que sofreu um trauma ligado ao seu pai - que estava preso, saiu da prisão e invadiu a casa do filho para pegá-lo, atacando a mãe e ele e morrendo logo em seguida. A criança John Farrow, então com sete anos, desenvolveu uma espécie de "fantasia" relacionada a violência do ato do pai, transformando-o em monstro - uma vez que, quando o menino foi atacado, o pai usava um capuz sem que ele pudesse ver direito o seu rosto (sacaram?). 

Equação elucidativa:

Homem sem rosto + capuz = pai de John Farrow vestindo o capuz. Não tem monstro nem criatura sobrenatural. O final do filme tá no começo. É tudo coisa da cabeça do John e da filha dele, que leu a cartinha dele quando criança, ficou impressionada e começou a viajar na maionese.

Essa parte da ligação é interessante, tia Rá confessa. Mas para chegar até aí...

Agora é a hora em que vocês me perguntam, "afinal, por quê fugir disso"?

Até chegar aí a gente já desistiu no meio do caminho, meu povo. Pesa contra o filme o fato de não fugir dos clichês do gênero - música subindo histericamente para causar espanto e sustos, o ceticismo X crendices e o apelo religioso - em determinado momento, a mãe do garoto procura um padre, recordemos mais uma vez. Há uso abundante de efeitos especiais toscos e situações forçadas, como a do operário de uma construção que retira o cinto de segurança apenas para pegar alguns parafusos e repete a cena inicial envolvendo John Farrow quando criança (ele fica dependurado, como o pai antes de morrer), que automaticamente se recorda do momento de trauma. 

Nesse rocambole nada saboroso, o filme não se decide entre apelar para o sobrenatural, para um filme genérico de "monstro" (note que o diretor o filma como uma criatura sombria de Harry Potter, atente-se para este fato) ou de possessão, uma vez que o sem rosto "se apossa" da fragilidade imaginativa de uma criança e ela acredita que perdeu seu rosto e entra em paranóia. Ou seja, aquela dualidade que existia lá naquele primeiro ato, em que o espectador não sabe se acredita na menina mesmo, se duvida dela, se ela tá doida, fumou baseado ou é você que pirou do cabeção, se dilui a partir do momento em que o pai também vê o inimigo. Tipo. A gente aceita a guria. A gente aceita o guri. Mas um marmanjo daquele tamanho que já superou o trauma, pelo visto, dar aquela retornada básica e começar a ver o peste é, tipo, meia boca, entende? Embolada total. 

Para se ter uma ideia da salada, no meio do filme o personagem de Clive sai no tapa com o cara do capuz que "rouba" a capacidade de fala da menina, que passa a ter acompanhamento médico para superar o trauma de falar, já que ninguém entende que foi a "coisa" que lhe roubou as palavras (tá confuso?). Mais tarde ele sai no murro de novo com a coisa de capuz, à medida que o filme tenta manter o mistério ao redor deste inimigo. Entra em cena a junta médica que reafirma que o pai também sofre de alucinações (aquela tentativa de deixar o espectador na dúvida, entende, gente: é real ou imaginação...?). Mas a pergunta que não quer calar é.... 

Se o pai tinha visto o homem sem rosto saindo do armário do quarto da menina com praticamente metade do filme, se ele tinha recordado da coisa quando viu o colega de trabalho pendurado e sabia do que se tratava (ele não recordava do troço, gente?), saiu no tapa com ele e tudo mais... por quê não procurou logo as explicações cabíveis, revelou o que acontecia à menina, esclareceu os fatos, fez aquele turn around básico logo, ao invés de fazê-la passar por todos os martírios possíveis? O cara só vai ligar uma coisa com a outra quando resolve se esconder no armário e ver aquilo que ele escreveu dezenas de anos antes? TIPO OIIII ROTEIRO?

Então, temos aqui um caso de filme com começo meia boca, de desenrolar trash, aquele suspense genérico com final interessante que poderia ocorrer tipo, meia hora antes, pra virar logo um curta metragem e... enfim, é só. 

Próximooooo....!

Cotação: 1,5/5


Pra quem queria falar pouco e tinha mais o que fazer, acabei perdendo muito tempo né gente... Assim... é que às vezes perco o controle de minha metralhadora giratória. Mas tá aí, veja por sua conta e risco.

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