domingo, 19 de agosto de 2012

Orgulho e Preconceito - 2005 (Pride and Prejudice - 2005)




Título Original: Pride and Prejudice
Ano: 2005
Direção: Joe Wright
Roteiro: Deborah Moggach baseado em livro de Jane Austen
Elenco: Keira Knightley, Matthew MacFadyen, Brenda Blethyn, Donald Sutherland, Tom Hollander, Rosamund Pike, Jena Malone, Judi Dench
Sinopse: Inglaterra, 1797. As cinco irmãs Bennet - Elizabeth (Keira Knightley), Jane (Rosamund Pike), Lydia (Jena Malone), Mary (Talulah Riley) e Kitty (Carey Mulligan) - foram criadas por uma mãe (Brenda Blethyn) que tinha fixação em lhes encontrar maridos que garantissem seu futuro. Porém Elizabeth deseja ter uma vida mais ampla do que apenas se dedicar ao marido, sendo apoiada pelo pai (Donald Sutherland). Quando o sr. Bingley (Simon Woods), um solteiro rico, passa a morar em uma mansão vizinha, as irmãs logo ficam agitadas. Jane logo parece que conquistará o coração do novo vizinho, enquanto que Elizabeth conhece o bonito e esnobe sr. Darcy (Matthew Macfadyen). Os encontros entre Elizabeth e Darcy passam a ser cada vez mais constantes, apesar deles sempre discutirem.

Por Lady Rá


Mais do que romances, a obra da escritora inglesa Jane Austen apresenta um estudo profundo da sociedade em que ela viveu. Com todos seus hábitos e vícios, a sociedade inglesa do século XVIII é fielmente retratada pela escritora, especialmente em Orgulho e Preconceito, seu romance mais famoso e que foi considerado pelos britânicos a obra mais importante da nação depois de O senhor dos Anéis. Várias foram as adaptações, homenagens e referências à obra no mundo cinematográfico, e a mais recente delas, é esta adaptação comandada com competência e sutileza por Joe Wright Orgulho e Preconceito narra a história de amor e ódio entre a jovem altiva e determinada Elizabeth Bennet e o arrogante e frio Senhor Darcy.

Elizabeth é uma das cinco filhas de um casal de poucas posses. Sua mãe está desesperada para conseguir maridos que vão assegurar o futuro das filhas. Seu pai é um homem bondoso e compreensivo, mas de pouca iniciativa. Sua irmã mais velha é considerada a mais bela da região, é um poço de bondade e totalmente tímida. Duas de suas três irmãs mais novas são completas malucas, e a outra é fechada e retraída. Lizzie parece ser a mais vivaz e inteligente da família, recusa o casamento por conveniência e não se entrega tão fácil às chantagens emocionais de sua mãe. Darcy é frio e reservado, do tipo de pessoa que só abre a boca quando necessário, e sua sinceridade é tamanha, que beira a grosseria.

Lizzie e Darcy se conhecem durante um baile feito para receber o jovem rico Sr. Bingley, que chegou ao condado onde vive a família Bennet acompanhado de sua irmã e o próprio Darcy. Bingley logo se apaixona por Jane, porém Lizzie e Darcy têm péssima impressão um do outro quando se veem pela primeira vez. Como é de se esperar, o destino vai mexer os pauzinhos para que Darcy e Lizzie passem a se encontrar cada vez mais, fazendo que com eles acabem conhecendo mais do outro e por fim, se apaixonando.Apesar do clichê (mas vamos considerar que o livro foi escrito no século XVIII, muito antes do cinema existir) e de já sabermos o desfecho da história, é interessante acompanhar a construção da relação entre o casal protagonista, além do encontro de classes sociais distintas.

O roteiro de Deborah Moggach é enxuto e captura toda a essência da obra de Austen, sua ironia fina ao retratar os costumes da sociedade, humanizando seus personagens, apresentando-os de maneira até divertida, sem jamais torná-los caricatos ou unidimensionais. Os diálogos se mantêm fiéis ao livro, porém jamais soam rebuscados ou cansativos, pelo contrário, são ágeis, inteligentes e ácidos. O mesmo pode-se dizer da direção de Joe Wright, que em sua estréia como diretor, demonstrou total segurança no comando de uma produção tão rica em detalhes. Wright abusa de planos-sequência, para capturar o comportamento das pessoas, repare nas cenas iniciais como a câmera percorre por dentro da casa dos Bennet, ou no baile na mansão de Bingley. O filme todo é uma demonstração de que Wright sabe fazer uso da câmera de forma criativa, além de guiar bem o elenco e extrair o melhor dele.

Keira Knightley está em um de seus melhores momentos. Eu pessoalmente a considero uma atriz irregular, mas aqui não há motivos para reclamar. Elizabeth Bennet é bem interpretada pela atriz, embora sua versão seja um pouco mais risonha e alegre que a personagem do livro. Mas, por Deus! Quem pode reclamar disso? Só mesmo fãs extremistas de Jane Austen. Matthew Macfadyen está ótimo como Senhor Darcy, fechado, frio e charmoso como deve ser. O restante do elenco está ótimo, mesmo os que têm menos destaque.

Essa versão é bastante fiel a obra de Jane Austen em toda sua essência. Falo isso como leitora, porque também sou fã da escritora. É claro que existem diferenças, algumas passagens foram suprimidas, alguns diálogos aconteceram em um cenário diferente, mas ei... isso é uma ADAPTAÇÃO! O que importa é que a essência da história está lá, Essa é uma das raras adaptações que conseguem transformar linguagem literária em linguagem cinematográfica sem pecar por excesso ou falta de fidelidade.

Importante: Nos extras do DVD tem uma cena romântica entre Lizzie e Darcy que foi cortada, pois não agradou aos fãs xiitas da obra de Jane Austen.


Cotação: 5/5

Lady Rá sonha com o Senhor Darcy todas as noites.

TRAILER

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Gostou? Não gostou? Sugestões? Críticas? Essa é a sua chance de dar a sua opinião porque ela é muito importante para nós! Seja educado e cortês, tenha respeito pelo próximo e por nós, e nada de ofensas, tá? Esse é um espaço democrático, mas comentários ofensivos serão excluídos.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...