terça-feira, 7 de agosto de 2012

Rambo 2 A missão - 1985



Título Original: Rambo The First Blood Part 2
Ano de lançamento: 1985
Direção: George P. Cosmatos
Roteiro: James Cameron e Sylvester Stallone
Elenco:  Sylvester Stallone, Richard Crenna e Charles Napier
Sinopse: John Rambo (Sylvester Stallone) está cumprindo pena em uma penitenciária federal quando recebe uma proposta: se participar de uma missão suicida (que consiste em localizar prisioneiros americanos) no sudeste asiático será perdoado e reintegrado ao exército. Ele concorda mas não imaginava que seria traído pelos compatriotas, que não querem de fato nenhuma prova de prisioneiros, pois isto acarretaria gastos de 2 bilhões de dólares para libertá-los. Com isso, Rambo acaba sendo abandonado pelos americanos em território inimigo.


Não sei como definir tal podreira clássica da TV aberta, cortesia de um roteiro fumambento dos Srs James Cameron e Stallone que parece ter sido confeccionado às pressas para dar continuidade a um filme de sucesso. Porque Rambo, na visão do filme, não é só um soldado, é piloto de aeronave, é para quedista, é exército de um homem só, é a DIVA da destruição MINHA GENTE! É, nas palavras do coronel, "uma máquina de matar", impiedosa, implacável, chegando pra abalar geral e chutar bundas. 

Nada substitui a irretocável cena trash de fuga de Rambo do covil inimigo, em que usa um microfone do transmissor para tal. É uma coisa tão absurda e inverossímil que só resta ao espectador rir. E os diálogos? Sem comentários. 

Stallone já era astro de Hollywood quando realizou o filme, com cachê inflacionado por "Rocky" e pelo sucesso do primeiro filme "Rambo - Programado para matar" - tempos depois a este filme ele estaria no clássico podreira "Stallone Cobra". Para se ter uma ideia do seu poder de arrastar multidões aos cinemas na época, Rambo 2 custou 44 milhões de doletas e rendeu na América do Norte cerca de 150 milhões, quase quatro vezes mais o seu custo. 

Se o filme foi feliz nas bilheterias, Rambo 2 foi massacrado pela crítica até a última gota de suor de Stallone, que usava adjetivos nada agradáveis para definir o filme (de "ofensivo", passando por "burro", "idiota", "involuntariamente cômico", dentre outros) - e com razão. Nada se compara ao relacionamento dele com a dublê de Olga Kurilenko (aka, ex-Bond Girl) da época, em uma das sequências mais absurdas e bizarras que já aconteceram no cinema.  Vejamos:


Ela pede para ir embora com ele para a América, ele hesita, ela dá um beijo na boca, ele diz que vai levar, ela se vira de costas e... é metralhada pelos inimigos dois segundos depois. Depois ele a enterra com as próprias mãos. Fim da sequência. Brilhante, gente! É tão baixo que não dá para definir. 

Não existe química alguma, não dá para saber quem está na pior. Não existe drama - o filme não sabe o que é isso - apenas um arremedo de roteiro para cenas de ação e explosões seguidas (perceba a conversa forçada entre Rambo e a personagem dentro de um barco, é involuntariamente hilária). É a personagem dela, aliás, quem protagoniza um dos momentos mais V.A. de todo o filme, na sequência em que os barcos batem e explodem (aliás, o filme tem uma explosão a cada dois minutos) e ela grita, lá da beira do rio, "RAMBO VOCÊ CONSEGUIU, YEAH!". Quase tive um derrame com a crise de risos. 

E a trilha sonora, que não para de tocar um só minuto? E por que não se lembrar da cena em que Rambo, com uma flecha explosiva, mata o inimigo que tenta matá-lo com 50 tiros de pistola e erra todos os tiros? E o que dizer da épica fuga final do helicóptero? Rambo, com um helicóptero, destrói metade de um país, resgata alguns prisioneiros e ainda mata o vilão que o torturou (russo, por sinal) com um tiro de BAZUCA! Por fim, o discurso tosco patriota no final do filme e a música romântica que sobe nos créditos, totalmente fora de compasso, tentam sepultar definitivamente essa bomba clássica. 

Tamanha falta de bom senso, no entanto, só poderia gerar um ícone pop, um show de testosterona quadro a quadro para nenhum marmanjo botar defeito. É a reprodução do super macho na tela, que sangra mas não morre, corre mas não cansa, aguenta tortura, choque elétrico, sobrevive a tudo que é arma, e sempre dá um jeito de voltar para se vingar pela mocinha. O estereótipo de filme de ação que perdura até hoje na pele de outros clones mal acabados de Stallone.

Rambo, o primeiro, foi o responsável por lançar um mito, mas foi esse segundo filme que transformou um personagem em uma criatura imortal na mente das pessoas, rendeu bilhões em quinquilharias, e criou filões de produções que retratam o exército de um homem só, tão imitados através de gerações - e, na maioria das vezes, com resultados piores do que esse. 

Impagável de tosco.

Cotação: 1/5

O filme envelheceu terrivelmente, mas serve para dar boas gargalhadas e para lembrarmos do quanto nossa infância era divertida pacas com produções como essa.

TRAILER

9 comentários:

  1. uma coisa eu digo, que hoje em dia não fazem mais filme que preste. os filmes do Rambo são nota 10 .

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    1. Concordo!
      Rambo é muito melhor que os filmes de hoje...
      Avatar, Eu robo, Marley e eu...

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  2. Rambo 2 é superior a qualquer merda feita nesses tempos de Crepúsculos e afins.

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    1. Concordo!
      Rambo é muito melhor que os filmes de hoje...
      Avatar, Eu robo, Marley e eu...

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  3. O filme tem realmente muita mentira mas tambem tem boas cenas!.

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  4. O filme tem realmente muita mentira mas tambem tem boas cenas!.

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  5. Rambo é muito melhor que os filmes de hoje...
    Avatar, Eu robo, Marley e eu...

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  6. O legal é que esse crítico cinéfilo, com certeza não teria capacidade de fazer algo melhor, uma crítica de um Zé ninguém tentando convencer o povo a ter inveja da criação q atraiu a uma geração inteira

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  7. A primeira coisa que faço antes de ver um filme é ler alguma crítica, se for positiva passo longe. Rambo é mito pronto e acabou porra! O mundo do cinema de ação se divide em AR e DR ( Antes de Rambo e Depois de Rambo)

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