domingo, 12 de agosto de 2012

Recadinho do Além Túmulo - No escurinho do cinema...



Então gente, olha eu aqui de novo, meus amores horrorosos!

Eu, a diva cinematográfica, TIA RÁ!

Sobe aplausos.Música de fundo. Cheguei.

Sabe, essa coluna sempre aparece aqui quando eu baixo o exu do Jason e resolvo mandar aquele recado básico para os leitores, fazer algumas considerações sobre um filme, sobre algo, fazer um debate, mandar um recado rápido, etc. A ideia é que seja algo a parte dos textos a respeito dos filmes que postamos todos os dias aqui, nível descontração total (embora eu sinta que nem todo mundo tenha entendido, mas...).

O papo de hoje é "No escurinho do cinema". Não, ninguém aqui vai teorizar sobre nada nem discutir nada, meu povo... muito menos falar sobre aquela passada de mão ordinária na bunda da piriguete na fila da frente, ou das coisas safadezas que vocês aprontam ou já aprontaram no escuro do cinema, né... danadinhos...

Mas, enfim. Voltando.

É que esta semana, eu e uma amiga íntima (que não deseja aparecer nem ter seu nome revelado), estávamos conversando sobre sua experiência catastrófica em uma sala de cinema ao ver Batman - O cavaleiro das trevas ressurge. Sim, porque todo mundo já passou por algo do tipo, digamos, bizarro, num cinema, né? 

De repente, você pode ter encontrado aquele cara que senta na frente com a altura de um Navi e te impede de ver o filme, por exemplo. Um horror... E aquela pessoa que senta do teu lado tomando duas cadeiras e te espreme, comendo aquela pipoca como se fosse lavagem de porco, sujando tudo e falando cuspindo na sua cara? Tem também aquele que não entende nada do filme e fica te perguntando o tempo todo sobre ele, né... Enfim... O horror, o horror.

No caso de minha amiga, por exemplo. Seus relatos foram tão emocionantes e me comoveram tanto, que resolvi compartilhar com vocês.

"- Eu estava lá na sala de cinema com o meu marido... Na minha... Depois de pegar uma fila dos infernos quando, de repente... o povo do cinema começa a rir. Eu pensei: será que soltei um peido e não percebi? Já sei... Tô cagada? Será que rasguei minha blusa na entrada e meus peitinhos estão de fora? Qual o motivo da graça? O que é esse cinema cheio de gente demente e idiota? Porque meu pai eterno e amado... toda santa vez que a rata (apelido carinhoso para a Anne Heathaway, a "Mulher Gato" do filme) me soltava uma piada imbecil, aliás só ela não... porque infelizmente no filme, tem piada sem graça uma atrás da outra... o povo no cinema dava risada como se fosse a COISA MAIS ENGRAÇADA ENGRAÇADA DO MUNDO!! E não é so isso... o povo se esgoelou de rir, no momento em que BANE explodiu aquele campo de futebol americano....sim isso mesmo!!! Riram quando a rata roubou o carro... Riram, quando Bane explodiu o campo, riam toda vez que a Talia entrava em cena, riram quando o Bale em toda sua santa glória e beleza escapou daquele calabouço, juro por Deus... teve uma hora que eu me estressei e em um raro momento de silêncio no cinema, eu olhei para o meu marido e disse em tom alto... "sério, qual é a graça? O que é tão engraçado? A gente pode esperar terminar ou pegar a outra sessão, porque eu quero rir das piadas...". Sério, nunca entrei numa sala com tanta gente imbecil e besta pra rir desse jeito não! Eu tava quase dando uma de maníaco psicótico, se eu soubesse tinha levado um facão e dava uma de Ravena Jason no cinema..."

Ok, descontem a parte da Rata. Até o Obama disse que a Rata é a melhor coisa do filme né, gente? Quer dizer, a Michele Obama é a melhor coisa do Obama. Mas enfim... Recapitulando...

Difícil explicar uma reação destas a um filme como este (também não vi a graça e não entendi o motivo das gargalhadas). Teria o Coringa liberado o gás do riso nesse povo? Mas será que estavam rindo porque era engraçado realmente ou porque os cinemas estão se entupindo de gente estúpida que acha tudo engraçado (aka, aborrescentes com seus grupinhos de amigos e seus fanatismos descarados)? Não sou obrigada. Mas não podemos impedir ninguém de dar gargalhadas no cinema, amiga. Mesmo que elas sejam completamente descabidas. Vai ver o filme é a comédia do ano e você não entendeu a proposta da coisa. Ok, parei.

Ai, essas fãs assassinas psicopatas... motivos de orgulho da tia aqui.

Mas essas coisas bizarras acontecem com gente como a gente. Como lidar, por exemplo, com as travessuras de um amigo meu na sessão de Titanic?

"Lembro como se fosse hoje a fila que eu peguei .... uma hora de atraso, cem pessoas a mais na sala de cinema, tava um brega, gente sentada no chão. Chamei uma guria e disse que tavam chamando ela na portaria, a peste se levantou, eu sentei no lugar dela. Não tinha lugar pra sentar, não ia sentar no chão. Fui em busca da primeira vítima. Uma criança. Detalhe: filme acabou, ninguém queria sair, fiquei pra outra sessão. Paguei uma, vi duas, tava uma maloca. A fila tava saindo do shopping e tava dando no estacionamento".

E durante a sessão, no escurinho do cinema?

"A véia chorando do meu lado, toda aquela emoção, aquele desespero, aquela aflição, sobe a música, Rose desesperada chamando o bote, eu em estado de choque e a infeliz... 

- Ele morreu!

- É...
- AH MEU DEUS ELE MORREU!
- Minha senhora, eu não sou cego, eu já vi que ELE MORREU...! 

Comoção".



São coisas do escurinho do cinema, né? Mas podia ser pior, eu disse.

Eu, por exemplo, na estreia de King Kong, sala stadium do Cinemark, em 2006, em uma cidade que não vem ao caso. Eu estava linda e poderosa, arrasando num vestido vermelho de gala, penteado de luxo, subindo as escadarias do cinema me sentindo a própria Naomi Watts, diva absoluta, quando, de repente... tropecei, dei um duplo twist carpado e me arrebentei toda no chão rolando escada abaixo feito uma jaca, no meio do público que, horrorizado, não parava de rir de minha cara. Sim, gatinhas e gatões... Paguei um mico desses horríveis na estreia lotada de King Kong, quer coisa melhor que isso? Eu lá, toda arrebentada, pipoca no chão, guaraná pelos ares, e nobody para me salvar. Mas resisti, toda metralhada de refrigerante, para ver o filme!

Ou o que dizer da sessão espetacular de "O dia depois de amanhã"? No meio da sessão, o som do filme sumiu e teve bitch fight na bilheteria pelo dinheiro dos ingressos de volta!

Ah, o cinema. Seu lindo! Sempre causando...

E você aí, tem algo para compartilhar de experiências bizarras como essas do escurinho do cinema? Se tiver, comenta aí vai e vamos tirar sarro da gente!

Beijos de pus!

Tia... Rá!

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