quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Sobrenatural (2011)






Título Original: Insidious
Ano de Lançamento: 2011
Direção: James Wan
Roteiro: Leigh Whannell
Elenco: Rose Byrne, Patrick Wilson, Barbara Hershey, Lin Shaye
Sinopse: Uma família, que acabou de se mudar para uma casa nova, descobre que um espírito do mal está dentro da residência ao mesmo tempo em que o filho do casal entra em coma de maneira inexplicável. Tentando escapar das assombrações e para salvar o menino, eles se mudam novamente e percebem algo terrível que os deixa desesperados: não era a casa que estava mal-assombrada.

Por Hannibal

Por que ver?

"Eu sou uma das coisas mais belas que aparecem
no filme,quer casar comigo?"
Numa era onde o gênero terror não produz quase nada realmente significativo e as franquias de sucesso são grandes porcarias que se resumem a sangue, membros decepados e nenhuma arte ou história, ou festivais de clichê, prolíferos found footage e refilmagens japonesas, Sobrenatural traz – mesmo que pouco – um frescor nostálgico no seu primeiro ato. O diretor, James Wan, e o roteirista, Leigh Whannel, são conhecidos pela franquia  ‘torture porn’ “Jogos Mortais” e o produtor pelo found footage “Atividade Paranormal”. Rá Hannibal particularmente acha que apesar da falta de diálogos marcantes, atores talentosos ou qualquer senso artístico, o senso de humor da dupla de Jogos Mortais para finais de filme é genial. Se Wan mostrou-se prolífero em cenas sangrentas que pretendem ser chocantes e Whannell por reviravoltas que são surpreendentes de maneira forçada na série “Jogos Mortais”, eles mostraram que conseguem trabalhar coisas mais interessantes no mediano (mais pra baixo do que pra cima) “Gritos Mortais” (Dead Silence). Mas é em Sobrenatural que eles mostram que pode fazer alguma coisa que realmente preste. O primeiro ato do filme é recheado de sequências interessantíssimas, onde ele usa e abusa do clima e não precisa apelar para seu lado sangrento para assustar. Depois de uma cena de abertura interessante, vêm os créditos iniciais que são no mínimo bem feitos. E então começa a história, apresentando de forma sucinta, mas eficiente a família protagonista. Logo depois que o garoto dorme e não acorda, é que o negócio fica tenso. Descrever aqui as cenas mais interessantes seria tirar a graça do filme, mas os fantasmas da história aparecem de maneira inesperada em cenas no mínimo criativas.
No fim das contas, a verdade é que as maiores qualidades do filme são responsabilidade da fotografia e da direção de arte, que ajudam aos fãs de coisas bem representadas – como eu – a gostar do filme.
"Geeeente, onde arrumaram tanta feiura?"

Por que não ver?

Por que a medida que a coisa vai ficando mais tensa para a pobre família do garoto dorminhoco no decorrer da trama, toda a sutileza, sugestão e tensão do primeiro ato vão despencando do bom filme de terror psicológico para o trash absoluto. O segundo ato do filme ainda tem momentos bastante inspirados, mesmo já começando a decair, mas é no clímax que tudo desanda e o que causava certa tensão no início do filme, começa a provocar risos.
Isso fora o elenco 100% inexpressivo, ou mais uma semi-surpresa forçada típica do Whannell no final. Aliás o Whannell tem sindrome de Shyamalan e adora aparecer em seus filmes. Não bastava fazer o protagonista do seu primeiro filme de sucesso. Aparece aqui também - felizmente num papel menor.
E aquelas criaturas esquisitas que vão aparecendo? Transformaram o diabo numa versão indígena do Darth Maul de Star Wars, e o gelo seco toma conta da cena!
Tirando alguns momentos visualmente interessantes no interior da casa, quando o personagem do Wilson está perambulando o limbo, fiquei frustrado com o desperdício de um clímax que poderia ser perturbador e tenso e foi uma bela de uma porcaria trash.
"Acho que o Darth Maul Indígena está atrás de mim"
Aqui em menor escala, a dupla cai no mesmo erro que cometeu em Gritos Mortais: Uma premissa interessante, um bom desenvolvimento no início da trama, ótimas cenas, mas o filme começa a flertar com o trash e no final o trash já casou com o filme com comunhão total de bens. Coisa que ele precisa aprender ainda, separar um estilo do outro... Esse povo não aprende que você tem que ser genial demais pra misturar estilos, e com certeza Wan e Whannell não chegaram lá ainda. Uma pena, pois o filme estava longe de se tornar um clássico, mas perto de ser uma boa homenagem aos clássicos de terror psicológico que fizeram bonito no cinema.

"O que você vê?"
"Vejo esse filme se transformando numa porcaria!"
Preste atenção:

Nos créditos iniciais, aliás eles valem apena ser vistos e apreciados com gosto. Em todo o primeiro ato, em como tudo foi muito sutil, sugestivo e assustador na primeira parte do filme. Preste atenção nas brincadeiras com ângulos que o diretor faz em momentos tensos, e na interessantíssima direção de arte e fotografia. Agora, quanto ao resto, dispense e despreze como eu.

Cotação: 2/5

Hannibal estava adorando o filme até eles avacalharem com tudo e deixarem Rá com vontade de deixar o Leigh Whannell preso no banheiro de Jogos Mortais até ele morrer e transformar James Wan em sushi. 


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Gostou? Não gostou? Sugestões? Críticas? Essa é a sua chance de dar a sua opinião porque ela é muito importante para nós! Seja educado e cortês, tenha respeito pelo próximo e por nós, e nada de ofensas, tá? Esse é um espaço democrático, mas comentários ofensivos serão excluídos.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...