sábado, 11 de agosto de 2012

Top 10 - Ótimas Ideias Desperdiçadas em Filmes Ruins

Sabe aquele filme que você assiste e pensa: “Cara, era pra esse filme ser genial, mas está todo errado!”? Aqueles filmes que têm uma premissa interessante, mas que na hora de assistir você diz “Que porcaria! Que bomba! Que disparate!”? Pois é, os dois últimos filmes dos quais dei minha impressão aqui no castelo das irmãs Rá (Sobrenatural e Roubando Vidas) sofreram desse mal, e Rá Hannibal detesta isso com todas as suas forças, por que se tem uma coisa que irrita mais do que algo que não tem salvação, é algo que TERIA salvação, mas foi feito porcamente. Então, com uma ajudinha das outras Rá, resolvi listar abaixo dez insultos às boas ideias, tentamos representar vários gêneros de filme, mas a maioria está no terror/suspense que são gêneros muito prolíferos em boas ideias desperdiçadas. 

1 – 2019, O ano da extinção (Daybreakers) - 2009


Um misterioso Vírus se espalhou pela Terra, transformando quase toda a população em vampiros. Agora, as grandes cidades ganham vida quando o sol se pôe e o sangue humano é o principal alimento da população. Enquanto os poucos humanos que ainda restaram são caçados e aprisionados numa espécie de fonte de alimento, toda a esperança está nas mãos do cientista Edward Dalton (Ethan Hawke), um vampiro que não quer se entregar a escuridão e luta para manter o lado humano que ainda existe dentro dele. Ed terá que enfrentar sua própria espécie em uma batalha mortal que irá decidir o futuro da raça humana.

Ok. Além do nome pavoroso que deram para o filme em português, talvez esse seja um dos itens dessa lista que mais se aproxima do “bom filme”. A sociedade de vampiros foi construída com uma verossimilhança no mínimo competente, prestando atenção nos mínimos detalhes cotidianos. As brincadeiras com reflexos no espelho, os conflitos internos dos personagens – lindamente retratados na cena de abertura, tudo forma um cenário muito interessante que poderia render um filmaço. MAAASSSS... Eis que o elenco (aqui com nomes de peso como Willen Dafoe, Sam Neil e o irregular Ethan Hawke) não funciona, a falta de recursos financeiros deixou os efeitos especiais terrivelmente ruins e um filme que poderia ser mais reflexivo e “pensante” acabou se tornando do meio pro final um festival de cenas que dão vergonha alheia, com violência gratuita demais onde não cabia e muita forçação de barra para solucionar tudo o que fizeram. Mas é infinitamente melhor do que qualquer filme da série Crepúsculo pelo menos. Os vampiros QUEIMAM no sol.

2 – Jumper - 2008


David Rice (Hayden Christensen) é um "jumper", alguém capaz de se teleportar para qualquer lugar do planeta que queira. Ele usa seus poderes para se divertir, até que um dia descobre que está sendo perseguido por uma organização secreta, que pretende matar todos os Jumpers. A partir de então David se une a outro jumper e passa a enfrentar uma guerra que já existe há milhares de anos.

A ideia de alguém que tem super poderes e os usa em benefício próprio ao invés de virar um super herói é muito interessante e pode ser explorada com sabedoria. Mas não é o que acontece aqui. O filme construiu uma interessantissima abordagem do dom dos seus jumpers, a forma como o teletransporte funciona no filme é muito eficiente, mas aqui temos o maior defeito que um filme de luta entre forças poderia ter: um motivo mais do que fraco para os tais Paladinos perseguirem os Jumpers. “Só Deus pode ser onipresente”. PUTZ! Sério mesmo que é essa a desculpa dos paladinos? O elenco tá ruim, o filme não funciona e simplesmente deixa tantas pontas soltas que no final não aconteceu realmente nada no roteiro a não ser pancadaria.


3 – Cry-Wolf – O jogo da Mentira (Cry Wolf) - 2005


Ninguém acredita num mentiroso, mesmo quando ele está dizendo a verdade. Quando uma jovem mulher é assassinada, um grupo de estudantes do colégio local decide assustar os colegas, espalhando o rumor de que um assassino em série chamado "O Lobo" anda à solta. Ao descreverem as vítimas de "O Lobo", o objetivo dos estudantes é ver quantas pessoas conseguem convencer e se alguém descobre a mentira. Mas, quando as vítimas descritas começam a aparecer mortas, ninguém sabe onde acaba a mentira e começa a verdade.

A ideia é realmente boa, o argumento muito interessante e o final poderia ter sido um dos mais surpreendentes do gênero. Esse é um representante no mínimo interessante do terror adolescente. Um jogo de mentiras que poderia ser bem montado nas mãos de roteiristas e diretor certos, e de um elenco de atores (por que vamos convir que aquele povo todo lá – inclusive on Jon bon Velh... Jovi é um aglomerado de portas). Claro que não dá pra exigir muito do gênero a que o filme se propõe, mas poderia ter sido feito com muito mais competência do que foi. Tirando a ideia do roteiro e uma cena legal utilizando lâmpadas acionadas por sensor em uma biblioteca, a execução do filme é deplorável.


4 – Os Seis Signos da Luz (The Seeker: The Dark Is Rising) - 2007


Will Stanton (Alexander Ludwig) descobre ser o último herdeiro de uma linhagem de guerreiros imortais que dedicam suas vidas a lutar contra as forças do mal. Will se depara com forças inimagináveis e percebe que a escuridão está crescendo. Ele terá de lutar e salvar o mundo desses poderes malignos.

Eu sei, nesse caso nem a sinopse anima a assistir. Mas o fato é que assistindo a essa fantasia infanto-juvenil, percebe-se que aqui temos uma ideia desperdiçada de maneira diferente. Aqui, ao contrário da maioria dos outros filmes listados, a força da ideia não está no enredo em si, mas no clima que o filme estabelece e funcionaria bem se fosse acompanhado por uma equipe mais competente. É quase uma fantasia de suspense infanto-juvenil com cenas quase assustadoras e um clima sombrio. Mas colocassem esse filme nas mãos de um diretor genial e teríamos um ótimo filme infantil que agradaria todas as faixas etárias.


5 – A Lista (The Hit List) - 2011


Allan Campbell (Cole Hauser) é um empresário deprimido que certo dia encontrou um misterioso estranho, Jonas Arbor (Cuba Gooding Jr.), que alega ser um matador profissional. Jonas se oferece para matar cinco alvos gratuitamente. Achando que era uma brincadeira, Allan faz sua lista particular de alvos. No dia seguinte, as pessoas que Allan colocou na lista começam a aparecer mortas e todas as provas são contra ele. Caçado pela polícia e arrasado pela culpa, Allan corre contra o tempo para deter novos assassinatos da lista que ele mesmo preparou.

Aqui temos um thriller de ação que poderia ser bom, poderia ter desenvolvido melhor a relação entre mocinho e vilão e criado cenas geniais com esse roteiro, mas cai em tooooodos os clichês de filme de ação que você puder imaginar – e cai também em atuações, roteiro, direção - e o filme se torna cansativo e esquecível. Isso se alguém conseguir terminar de assistir.


6 – Visões de um Crime (Faces in the Crowd) - 2011


Após sobreviver ao ataque de um serial killer, Anna Marchant (Milla Jovovich) fica incapaz de reconhecer rostos. Isso a coloca em uma situação perigosa, uma vez que seu agressor quer matá-la, pois acredita que ela é a única testemunha que pode reconhecê-lo.

Esse seria um filme de serial killer mais do que interessante nas mãos de algum diretor mais expressivo, um roteirista mais original e um elenco mais competente. Milla Jovovich não está tão ruim quanto costuma estar, mas também não está tão bem para o drama que a personagem vive. Uma premissa assim renderia cenas de suspense de absoluta tensão, cenas perturbadoras e tudo mais, mas tudo o que o filme consegue causar com todos os seus defeitos é tédio. Não, a ideia não é completamente desperdiçada por que o filme tem algumas cenas que chegam QUASE lá. Mas o filme está sempre no quase... nunca chega. A “surpresa” não é surpresa e o desfecho é piegas. Fico imaginando como esse filme seria nas mãos de um David Fincher, um Darren Aronofsky ou um Martin Scorsese da vida.


7 – 2012 - 2009


Tem certeza que essa bomba precisa de sinopse? Sério mesmo. Você está em 2009 e 2012 se aproxima. Você pode fazer um filme de catástrofe que revolucione o gênero, assustando as pessoas que se aproximam do ano de 2012, criando um ambiente apocalíptico climático, com fortes personagens e boas relações. Mas aí a direção é de Rolland Emmerich e o casal principal é Amanda Peet e John Cusack. E tudo o que você tem é clichê, clichê, clichê, destruição, destruição, destruição, pieguice, pieguice, pieguice, barra forçada, barra forçada, mais clichê, mais destruição, mais pieguice, e... God! Essa joça não acaba não??? Pior que o mundo acaba e o filme continua passando. Aí você descobre que esse filme poderia ser um bom filme de catástrofe... Mas é apenas mais um sinal do fim dos tempos.


8 – O Caçador de Recompensas (The Bounty Hunter) - 2010

Milo Boyd (Gerard Butler), um azarado caçador de recompensas recebe o emprego dos seus sonhos quando é designado a capturar sua fugitiva ex-mulher, a reporter Nicole Hurly (Jennifer Aniston). Ele acredita que o trabalho será dinheiro fácil, mas quando Nicole escapa para seguir a pista de um assassinato encoberto, Milo se dá conta de que nada é fácil entre ele e Nicole. Eles vivem passando a perna um no outro - até que se encontram numa fuga por suas vidas. Se eles achavam que a promessa de amar, honrar e respeitar era difícil - ficar vivos será ainda mais difícil

Com uma sinopse dessas esse filme deveria ser no mínimo divertido. Mas nãaao. Insistem em seguir rumos terrivelmente chatos no roteiro – aliás, os personagens também são terrivelmente chatos. Essa situação dava pra ser muito melhor explorada e causar boas risadas. Mas tudo o que temos é piada ruim e pieguice. E Jennifer Neston. Coitada, é uma corna... Perdeu o marido pra Nogelina Jolie e fica aí se prestando a isso...


9 – Ele não está tão a fim de você (He's Just Not That Into You) - 2009

É complicado colocar uma sinopse deste filme aqui por que ele é um monte de historinhas que vão se interligando. Um filme típico de mulherzinha, uma comédia romântica, com um elenco estelar (o que não significa que todo ele é bom). Mas... Não funciona. A idéia é ótima, mas a maneira como é aplicada não permite que você curta o filme. A ideia é original, mas o filme apresenta todos os clichês do gênero como se fossem originais. Situações forçadas, personagens demais, todos mal desenvolvidos. Aliás, aqui poderia ser citado também o “Idas e Vindas do Amor”, que é multi plot, tem um elenco estelar, tem o mesmo estilo, mas se perde nos mesmos erros. As mulherzinhas românticas adoram esse filme, e ele nem é de todo ruim, mas fica sempre no incômodo quase.



10 – A Dama de Ferro (The Iron Lady) - 2011

Cinebiografia de Margaret Thatcher, ex-Primeira Ministra britânica, que retrata desde a sua infância até o período mais impopular do seu governo, em 1982, quando ela tentava salvar sua carreira nos 17 dias que antecederam a Guerra das Malvinas.

Você se pergunta o que esse filme está fazendo na lista. Sim, resolvemos terminá-la com chave de ouro. Afinal COMO raios um filme baseado numa das personagens mais interessantes da história contemporânea sendo interpretada pela divina Meryl Streep pode dar errado? Sim a Meryl Streep é divina e ela é a unica coisa que torna esse filme assistivel, por que a história é confusa, mal contada e deixa quem tá assistindo mais perdido do que cego em tiroteio. Ótimo material, ótima atriz protagonista e péssima execução. Se quiser mais detalhes, Lady Rá falou especificamente desse filme anteriormente.

 Enfim, Rá Hannibal cansou por hoje, mas sim, existem muuuuuitos  outros filmes que poderiam figurar nessa lista. Quem sabe outra depois? 

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