sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Traídos pelo Destino




Título Original: Reservation Road
Ano de lançamento: 2007
Direção: Terry George
Roteiro: John B. Schwartz (livro e roteiro) e Terry George (roteiro)
Elenco: Joaquin Phoenix, Mark Ruffalo, Jennifer Connelly, Mira Sorvino, Elle Fanning, Eddie Alderson, Sean Curley.
Sinopse: Ethan (Joaquin Phoenix) e Grace Learner (Jennifer Connelly) estão voltando para casa com seus filhos, Josh (Sean Curley) e Emma (Elle Fanning). Antes de entrar no carro Josh pegou alguns vaga-lumes e os prendeu em um pote. Já durante a viagem de retorno ele pergunta à mãe se pode ficar com eles, com ela respondendo que seria melhor soltá-los pois caso contrário morreriam. A família faz uma parada durante a viagem, onde Josh aproveita para saltar do carro para soltar os vaga-lumes. Simultaneamente Dwight Arno (Mark Ruffalo), um advogado divorciado, está voltando para casa com seu filho, Lucas (Eddie Alderson), após assistirem ao vivo uma partida do Red Sox. Dwight perde a direção do carro por um instante e atropela Josh, sem parar para socorrê-lo. Ethan vê o carro e seu condutor em um relance, mas corre para socorrer o filho. O garoto morre, o que faz com que Ethan desenvolva uma obsessão em encontrar e punir o culpado. Como a polícia não consegue encontrá-lo Ethan decide procurar uma empresa de advogados, sendo encaminhado para ser auxiliado por Dwight.

Eu adoro histórias tristes. Eu sei, parece até uma espécie de sadismo, mas gosto de filmes que levam o público às lágrimas, desde que a história soe verdadeira e sincera. Traídos pelo Destino, a principio parece ter os elementos necessários para um filme bonito e comovente. Aqui temos a história de dois pais, cujo único ponto em comum é amor incondicional que sentem pelos seus filhos, e que tem suas vidas cruzadas por um trágico acidente. Ethan (Joaquin Phoenix) é um professor universitário que vive feliz com a esposa e os filhos pequenos. Dwight (Mark Ruffalo) é um advogado, divorciado que só pode ver seu filho nos fins de semana. Certa noite, Ethan volta para casa com sua família após assistir um recital, enquanto Dwight volta de um jogo de beisebol com seu filho Lucas. Durante uma parada, Josh sai do carro  do pai e acaba sendo atropelado e morto acidentalmente por Dwight, que foge do local com medo de se complicar com a justiça e perder o direito de visitar o filho. A partir daí, a família do pequeno Josh se afunda na dor pela sua perda e Ethan fica obcecado por encontrar responsável pelo atropelamento. Enquanto Dwight, tomado pela culpa e pelo medo, vê sua vida que já era complicada, se desmoronar por completo. Os destinos dos dois pais se cruzam quando Ethan resolve contratar uma firma de advocacia para acompanhar de perto as investigações da policia e não precisa ser um gênio para descobrir quem é o advogado que vai cuidar do caso.

Enfim, é um enredo tem elementos para um belo filme e ainda possui um ótimo elenco: Joaquin Phoenix e Jennifer Connelly, bastante esforçados como os pais que sofrem com aquela que é a pior dor que um pai pode sentir, a perda de um filho. Mark Ruffalo convence como o confuso Dwight, seu sentimento de culpa e o medo de perder o filho são completamente compreensíveis. Além do elenco infantil que empresta certa leveza aos momentos mais dramáticos do longa.

Maaaasss...

Embora o enredo a princípio cause boa impressão e o elenco seja competente, o filme é arruinado pela sua péssima narrativa e uma direção de novela. O que vemos um filme de péssimo acabamento, mal filmado, mal enquadrado e um roteiro recheado de situações forçadas para arrancar lágrimas do telespectador e diálogos sofríveis.  A tentativa de dar um ar mais intimista para a produção não funciona e soa até ridícula em certos momentos. A começar pela seqüência após atropelamento, a forma como os pais de Josh se comportam com a chegada da polícia é não é verossímil, além de mal dirigida, o que limita o trabalho dos atores.

Os encontros entre Ethan e Dwight carecem de tensão, embora os atores se esforcem, a direção novamente não ajuda. Por outro lado, é interessante acompanhar o excelente trabalho de Elle Fanning como irmã mais nova de Josh, suas cenas pelo menos são verdadeiras e a jovem atriz está à altura do elenco adulto.  Também é bonita a relação de Dwight com o filho Lucas, especialmente em uma cena em que o garoto conta ao pai que levou uma advertência na escola, fazendo Dwight refletir sobre suas ações. Mas a cena peca pelo diálogo previsível e até cafona.

O confronto entre Ethan e Dwight no terceiro ato poderia fazer o filme valer a pena, mas isso não acontece, porque é morno, não causa tensão, não “explode” como deveria e deixa o telespectador com aquela cara de bobo e se perguntando: “mas é isso?”. E novamente volto a destacar os esforços dos atores que fazem o possível para passar alguma humanidade para os personagens. Enfim, esse é mais um daqueles filmes que só valem pelo elenco.


Cotação: 2/5

Lady Rá recomenda esse filme para quem curte o trabalho dos atores envolvidos, que são talentosos e fazem muito bem o dever de casa. Ou se você estiver sem nada para fazer em casa e isso estiver passando no Supercine. =)


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