quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Transformers 2 A vingança dos derrotados - 2009


Título Original: Transformers Revenge of the fallen
Ano de lançamento: 2009
Direção: Michael Bay
Roteiro: Alex Kurtzman, Ehren Kruger, Roberto Orci
Elenco: Shia Labeouf, Megan Fox, John Turturro, Josh Duhamel
Sinopse: Sam (Shia LaBeouf) e Mikaela (Megan Fox) voltam a ficar na mira dos Decepticons, que desta vez precisam do rapaz vivo, já que ele detém conhecimentos valiosos sobre as origens dos Transformers e como aconteceu a história dos robôs neste planeta. Em paralelo, os militares americanos e uma força internacional unem-se aos bons Autobots para enfrentar os vilões.

Por Jason

Sabe, devo confessar a você, que humildemente vem aqui nesse humilde cantinho da net, distribuindo humildade simpatia e consumindo seu humilde tempo conosco, que há certas coisas no cinema que ainda me assustam. Assim, não estou falando de efeitos especiais caros ultrarrealistas, de performances assustadoras, de técnicas surpreendentes e cada vez mais complexas de fazer cinema ou gravar um filme. Estou falando do fato de que alguns diretores sofrerem de sérias doenças mentais e de frustrações sexuais extremas, como é o caso de estudo analítico psiquiátrico que deveria ser feito, por uma junta médica extremamente qualificada, para estudar a mente de Michael Bay.

Optimus Prime aprontando todas 
Sim, porque em Transformers 2, Bay sinaliza que sofre de sérios distúrbios mentais e sexuais. Vejam só: ele contratou uma... dublê de atriz (no caso de um adjetivo melhor) para atuar em seu filme, faz questão de focalizar a bunda e o volume peniano de John Turturro, e, vejam só de novo, coloca uma cena de vergonha alheia em que um robozinho se esfrega nas pernas da... dublê de atriz Mega Foca (aka, Megan Fox, nosso apelido nada carinhoso para essa diva pornô!) como um cachorro doido para transar. Há ainda cenas de maiores demonstrações de transtornos sexuais: uma problemática andróide Decepticon cuja língua gigante em forma de anaconda quer estuprar Shia Labuta (outro apelido carinhoso para Shia Labeouf, só que não), os ovos do robô gigante e burro Devastator, mostrado em closes (sim, o robô tem dois testículos, meu povo!), e o coadjuvante antipático que sai do banheiro com as calças abaixadas procurando papel para limpar a bunda e mais tarde terá a dublê de atriz com a cabeça deitada sobre o seu pênis. Como explicar tamanha obsessão sexual em um filme que não precisa disso para existir? Psiquiatras, se apresentem.

Altas confusões entre os robôs!
Eu posso até estar enganado, mas suspeito que a conversa com os produtores do estúdio para fazer este filme foi algo mais ou menos assim. De um lado, em uma mesa enorme, os produtores olhavam com olhos de $_$ para Bay, loucos para assinarem cheques milionários, uma vez que o primeiro filme da franquia fez uma pirâmide de dinheiro, enquanto Bay estava do outro lado levando sua ideia para a produção: 

- "olha, nós precisamos de 200 milhões para fazer esse filme, porque vamos dar aos adolescentes idiotas, burros, imbecis, estúpidos, otários, nerds, virgens, o que eles querem e em troca vamos ganhar as mesadas deles! Vamos colocar uma... "dublê de corpo" barata disfarçada de atriz, focalizaremos a câmera bastante nas pernas, coxas e boca, porque eles gostam disso, sexo, explosão, essa coisa toda... faremos mais explosões, podemos fazer duas horas de explosões que eles pagarão para ver isso... eu tive uma ideia, podemos pôr um robô formado por outros quatro e ele vai destruir uma pirâmide, aliás... vamos destruir o Egito todo, o mundo todo, é melhor...

- Mas e o roteiro? - perguntaria o "pobre" e "indefeso" produtor.

Bay explica, cheio de orgulho pelo seu futuro filhote milionário.

- Mas que roteiro? Não precisa de roteiro! Precisamos da Chevrolet para fazer a propaganda dos seus carros e da "dublê de corpo" barata, dos efeitos e das explosões, com muito barulho, uma barulheira infernal, para deixar todo mundo surdo no cinema! É simples! Ah, sim, e dos robôs, quanto mais, melhor, e de coadjuvantes, que apareçam e desapareçam, a plateia nem vai notar mesmo, eles só pagam para ver as explosões dos meus filmes!

Típico produto Michael Bay:
recheio de efeitos
Porque sem a supervisão direta de Steven Spielberg, que deu alguma humanidade ao primeiro filme, Transformers 2 do insuportável Michael Bay é uma colagem de tanta coisa, que fica difícil definir o que ele é. É um tal de aparecer e desaparecer personagem que não acrescentam em nada (da androide estupradora, ao robô no cio, passando pelos dois robôs coloridos idiotas, chegando ao robô escorpião Scorpionok - que aparece do nada para ser destruído dois segundos depois - ou o velho Decepticon que mudou de lado, tudo reaparece e some sem explicação, apenas para explodir alguma coisa no filme). Pior: o personagem Prime, a melhor coisa do filme, morre, é ressuscitado (coisas de robôs), mas Sam (Shia Labuta) também "morre", e vai para o "além" encontrar.... robôs que dão lição de moral e mandam ele voltar à vida O_O. 

O QUE É ISSO GENTE? Quem escreveu isso estava cheio do pó? 

Exemplo de produto descartável
A sequência final de batalha no deserto é uma coisa tão absurda e vazia de sentido, tão picotada, que chega um momento em que sua mente não é capaz de entender o que está acontecendo. Bay é incapaz de se controlar e de mostrar os dois lados definidos da batalha, misturando efeitos, destruição, caos, gritaria e correria de uma forma que não dá para saber o que é aquilo. Isso não é filme de ação, é uma aberração. Não dá para falar da forma como os personagens encontram o segredo que eles procuram - uma coisa tão bizarra e xoxa, involuntariamente cômica, que é de dar pena. 

Mas Bay conseguiu. Se era a intenção dele, ele conseguiu torrar uma fortuna, fazer uma vitrine de efeitos especiais de última geração em um filme massacrante, longo, com um fiapo de roteiro, criando assim um dos piores e mais vergonhosos filmes que o cinema já viu em sua vida. E procriou, porque seus filhos, como o Peter Berg, estão por aí fazendo as mesmas coisas. Tamanho esforço só poderia resultar no Prêmio de Pior Filme, Pior Diretor e Pior Roteiro no Framboesa de Ouro 2010. Merecia mais. 

Cotação: 0/5

Transformers 2 é um lixão proporcional em tamanho a mente doentia de seu criador.

2 comentários:

  1. Você foi generosa em dar cotação 0/5.

    Eu daria cotação -5/5.

    Ou seja, menos cinco de cotação.

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    Respostas
    1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      TIA RÁ RINDO DESESPERADAMENTE!

      Hilde é amor, meu povo! rs

      Excluir

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