quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Transformers 3 O lado oculto da lua - 2011





Título Original: Transformers: The Dark of the Moon
Ano de lançamento: 2011
Direção: Michael Bay
Roteiro: Ehren Kruger
Elenco:
Frances McDormand (Marissa Fireborn)
Hugo Weaving (Megatron (Voz))
John Malkovich (Sam's Boss)
John Turturro (Simmons)
Josh Duhamel (Major William Lennox)
Leonard Nimoy (Septimus Prime (Voz))
Patrick Dempsey (Dylan)
Shia LaBeouf (Sam Witwicky)
Tyrese Gibson (Robert Epps)
Sinopse: Liderados por Optimus Prime, os Autobots Bumblebee, Ratchet, Ironhide e Sideswipe estão de volta à ação, enfrentando os malignos Decepticons, que estão determinados a vingar sua derrota. Agora, Autobots e Decepticons envolvem-se em uma perigosa corrida espacial entre os EUA e a Rússia, e mais uma vez o humano Sam Witwicky sairá em auxílio de seus amigos robôs. Novos personagens incluem Shockwave, o regente de Cybertron, que acompanha o embate das facções robóticas na Terra.



Transformers 3: O lado oculto da lua, só dá pra dividir em pontos positivos e negativos. 

Vamos destruir o sistema solar inteiro!
De positivo, o filme traz uma tentativa de melhorar a trama, criando no começo uma espécie de fábula sombria com toques de teoria da conspiração, em que o lado escuro da lua sempre escondeu um objeto não identificado vindo de Cybertron e os astronautas sempre tiveram ciência disso - o filme traz até participação especial de John Kennedy, usando a mesma tecnologia, só que mais aprimorada, vista em Forrest Gump. Parece que vai ser um filme bom à primeira vista, criando uma boa impressão (espere até ver os pontos negativos); no quesito técnico, o filme é impecável e é uma das coisas mais assustadoras já vistas em termos de efeitos especiais: Michael Bay cria uma das sequências mais absurdas, inverossímeis, difíceis, surreais, assustadoras, espantosas e definitivamente impressionantes do cinema de ficção, ação e catástrofe - o desabamento da torre de vidro em Chicago. 

É uma sequência tensa, pontuada por efeitos especiais que devem ter deixado Emmerich arrancando os cabelos de inveja - e que afirma que, sim, Bay é mesmo o rei absoluto da destruição. Tive que ver umas quatro vezes para tentar entender como ela foi feita, numa execução absurdamente ultra hiper mega master perfeita e de uma precisão e detalhismo assustador (não estou brincando não gente, o troço realmente é chocante). Como ele conseguiu isso, eu não sei, mas os técnicos conseguiram combinar efeitos práticos com efeitos digitais de uma maneira tão absurda que é impossível distinguir o quê é o quê na cena. Só essa cena vale por qualquer coisa vista em termos de efeitos especiais no ano passado e não entendo como um filme que depende exclusivamente de efeitos para existir não levou esse Oscar que era barbada. Enfim...

Bota mais robôs na trama pra
vender brinquedos, produção!
Outra coisa que me chamou atenção além dos efeitos ultrarrealistas é a composição de som. Transformers 3 parece ser o filme menos barulhento de Bay (acreditem), os efeitos sonoros são limpos, elegantes, cristalinos. Eu percebi que quando começa a ficar muito barulho no filme, Bay "limpa" a cena, deixando alguns sons por trás em "mudo", para evidenciar apenas o que acontece na tela. O excesso de barulho sempre foi reclamação dos críticos e público ensurdecidos pelos filmes de Bay.

Há também Optimus Prime: é dele as melhores falas do filme e dele também é a melhor atuação - e quando você percebe que uma máquina é a melhor atuação do filme, é sinal de que tem algo de errado nisso. Você torce por ele, porque Prime tem a noção de respeito não pela humanidade em si, mas pelo planeta Terra que ele entende como beleza máxima do universo onde tudo funciona perfeitamente (e que o homem não valoriza) e existe pelo menos uma parábola interessante da sua personalidade - Prime é um robô (como o vilão Sentinel diz, os humanos o vêem como uma simples máquina quando no planeta dele ele era um Deus) mas antes de tudo, ele é um alienígena cujo planeta natal foi destruído (ou seja, ele não tem um lar) e vê na Terra a possibilidade de defendê-la para manter aquilo que prezava - a liberdade de ser o que é e de ter um lar para cuidar.

Dá pra virar vilão, tio Bay?
Mas estamos num filme de Michael Bay né, gente...! HELLO! E Bay é especialista em destruir qualquer possibilidade de um filme que lhe pareça no mínimo decente. Assim chegamos aos pontos negativos. E são muitos. A começar pelo elenco. 

Um elenco que tem Malkovich e McDormand completamente desperdiçados em papéis caricatos e idiotas, que não acrescentam nada a trama (a parte mais gritante e constrangedora é a de John). Bay também imbecilizou a trama depois do começo a um ponto que chega a despertar no espectador a vontade de matar o idiota: basta dizer que um dos vilões é uma espécie de abutre robô insuportável. É constrangedor. Sem falar na reviravolta absurda envolvendo Sentinel que vira um vilão revelando um acordo com os decepticons e em cenas de vergonha alheia total do roteiro: a modelo dublê de atriz que substitui Megan Foca (de nome complicado) vai bater um papo com o vilão megatron com a finalidade de manipulá-lo para que ele destrua Sentinel, numa cena ridícula de tão porcalhona. Pior: a mulher passa o tempo todo da destruição correndo pra lá e pra cá desfilando de salto alto como se estivesse na passarela da Victoria Secrets e fazendo caras e bocas (é podre, gente, sério...). 

Dá pra transformar isso em
brinquedo pra gente faturar $_$?
Há também o vilão Patrick Dempsey, horrível de tosco, cujos argumentos para ser vilão são piores que um desenho do Ben 10; outras sequências de vergonha alheia total se espalham, como quando um robô relógio parasita o personagem de Shiah para que ele descubra os planos dos autobots; ou quando um luxuoso Mercedes esportivo vira uma prisão para a modelo cheio de tentáculos - tinha que sobrar para os alemães né...

Por fim, tem o comercial massante dos veículos da Chevrolet e outra série de empresas que não param de aparecer durante toda a produção. E tem o Turturro, em um papel ingrato e retardado; a ausência de conhecimento de física de Michael Bay (os Decepticons criam uma espécie de reboque de planetas, para trazer o planeta deles para a nossa órbita com a finalidade de fazer os humanos de escravos para que eles reconstruam o planeta, sugando nossas potências naturais) e o final, que parece atirar merda na cara do espectador, resolvendo um romance completamente insosso e que não funcionou em nenhum momento do filme.

Cotação: 2/5

Mais uma montanha de dinheiro desperdiçada em um filme esquecível mas que, ao menos, passa melhor que o trash segundo filme.

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