terça-feira, 11 de setembro de 2012

Direito de Amar – 2009 (A Single Man – 2009)




Título Original: A Single Man
Ano: 2009
Roteiro: Tom Ford, (livro de Christopher Isherwood)
Direção: Tom Ford
Elenco: Colin Firth, Julianne Moore, Nicholas Hoult, Matthew Goode, Gennifer Goodwin
Sinopse: George (Colin Firth) é um professor de inglês, que repentinamente perde seu companheiro de 16 anos. Sentindo-se perdido e sem conseguir levar adiante sua vida, ele resolve se matar. Para tanto passa a planejar cada passo do suicídio, mas neste processo alguns pequenos momentos lhe mostram que a vida ainda pode valer a pena.

Por Lady Rá

Direito de Amar (mais uma dessas traduções horrorosas) chama atenção logo na introdução, em que mostra durante os créditos inicias uma bela e angustiante imagem de um homem se afogando, como metáfora do sentimento que permeia a vida do protagonista. Adaptado pelo estilista (e agora cineasta) Tom Ford, a partir do livro “A Single Man” de Christopher Isherwood, o longa (também produzido e dirigido por Ford) acompanha um dia na vida do professor universitário George Falconer (Colin Firth), que lamenta por acordar todos os dias, após perder o seu companheiro Jim em um trágico acidente de carro. As cenas iniciais, que mostram a rotina de George se preparando para mais um dia de trabalho, alternando com cenas de flashback,  e acompanhadas por uma narrativa em off, dão conta da dimensão do sofrimento daquele homem, que tem que acordar todos os dias, e perceber que o tempo está passando,  que ele está envelhecendo sozinho e o grande amor de sua vida não está mais lá.

Sem enxergar um futuro para sua vida, George está decidido a acabar com ela. Dessa forma, ele resolve seguir com sua rotina normalmente, vai para a universidade, faz um discurso inspirado sobre o medo que leva ao preconceito e ao ódio por minorias e segue o dia fazendo suas atividades, que vão desde encontrar sua amiga Charley (Juliane Moore) a fazer todos os preparativos para seu suicídio.  A narrativa, um tanto lenta, é pautada nos diálogos interessantes entre George e as personagens que ele encontra ao longo do dia, sendo um deles, Kenny (Nicholas Hoult), um de seus alunos, e também homossexual, que faz George, refletir sobre sua decisão.

Tom Ford surpreende em sua estreia como cineasta, entregando um filme belo e dramático, sem jamais se entregar a pieguice, contando ainda com uma bela fotografia, cujas tonalidades são definidas de acordo com os sentimentos do protagonista. Repare em uma cena em que George fala com uma criança no banco ou quando ele encontra um jovem rapaz que lembra James Dean. Sem mencionar os figurinos impecáveis e a direção de arte. A bela trilha sonora, não chega a ser marcante, mas funciona bem para temática do filme. E se tecnicamente o filme é ótimo, o elenco é ainda melhor, Julianne Moore cria uma personagem encantadora e ao mesmo tempo digna de pena. Quanto a Colin Firth, devo dizer que jamais me conformarei por ele não ter recebido o Oscar por este trabalho. É possível enxergar nos olhos do ator a dor reprimida, principalmente nos momentos em que ele tem que fingir para as outras pessoas que está bem. Matthew Goode aproveita muito bem suas poucos cenas (ele só aparece nas lembranças do protagonista) e Nicholas Hoult se mostra esforçado. Contudo, o filme só não é perfeito por se estender um pouco mais do que deveria no terceiro ato, mas isso não tira seu brilho. Direito de amar, acima de tudo, é um filme que trata com sensibilidade de temas como a dor da perda, preconceito, medo e solidão.

Nota: 4,5/5

Lady Rá quer Colin Firth e Mathew Goode de presente, quem se habilita? <3

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