sábado, 29 de setembro de 2012

Eu e Meu Guarda-Chuva (2010)


Título Original: Eu e Meu Guarda-Chuva

Ano de Lançamento: 2010

Direção:  Toni Vanzolini

Roteiro: Adriana Falcão, Bernardo Guilherme, Marcelo Gonçalves

Elenco: Lucas Cotrim, Victor Froiman, Rafaela Victor, Daniel Dantas, Felipe Kannenberg, Paola Oliveira, Arnaldo Antunes, Leandro Hassum

Sinopse: Na última noite de férias, três amigos – Eugênio, sempre munido do guarda-chuva herdado do avô, Frida e Cebola – embarcam em uma aventura mágica ao visitar sua nova escola. Um barão, que deveria permanecer em um antigo quadro da parede, ganha vida e comprova sua fama de “terror dos alunos”. Salas e corredores viram o palco de uma fuga repleta de ação que leva a viagens a lugares desconhecidos e ao encontro com personagens inusitados e divertidos.

Por Ravenna Hannibal


Por que ver?


Um filme brasileiro infantil de aventura que flerta com a fantasia e não tem o Renato Aragão e nem a Xuxa. Já é motivo suficiente pra dar uma conferida.
Além de fugir das presepadas do Didi e da Xuxa, “Eu e Meu Guarda-Chuva” é um filme divertidinho, daqueles legais de se ver em família e tal. É claro que estou falando de famílias bonitinhas e normais... Isso não se aplica a nós, as irmãs Ravenna. Não me imagino sentadinha num sofá de luxo no nosso mausoléu ao lado da Tia e da Lady Rá assistindo esse negócio.
O visual é bem interessante, com uma fotografia muito bela quando necessário, e também quando o enredo pede, é sombria na medida certa – afinal, é uma história infantil, mas de assombração –,  bons efeitos visuais em varias cenas (alguns constrangedores em outras) e momentos sutis interessantíssimos. A cena em que o peixe sai do aquário, por exemplo, é emblemática, ao representar que o Eugênio havia entrado de novo em seu sonho – situação representada também pelo guarda-chuva de repente molhado.

É um filme MUITO infantil, inocente e em muitos momentos de uma ingenuidade divertida. E louco. Bem louco. Parece uma mistura estranha da versão infantil de A Origem, com Castelo Rá-Tim-Bum – O Filme e uma versão um pouquinho mais sóbria de Alice no País das Maravilhas. E é um filme que ilustra bem o sentimento das crianças nas vésperas do primeiro dia de aula. Há muitos pequenos elementos que causam identificação com o público infantil, objetos, os pesadelos em relação a novidades (nova escola, primeiro dia de aula, etc), paixonites da pré-adolescência, a vontade de ser um herói e salvar o dia, e todas essas coisinhas que são cliché, mas funcionam.

 Quem é velho e chato com cinema – como eu – não vai gostar dele, mas ele funciona MUITO bem para o público a que se propõe sem ser idiota demais. Em todo o tempo se percebe que a despeito de ser uma produção nacional voltada para um público infantil, a equipe cuidou para que tudo fosse feito com esmero. Maaaaaasss....



Por que não ver?


O primeiro motivo pra você passar longe disso é o elenco mirim. Eles são muito ruins. MESMO. O horror, o horror! Acho que não perdem nem para o quarteto de portas das Crônicas de Nárnia. Não há muito que dizer sobre o elenco adulto, afinal, com exceção de Daniel Dantas, a maioria é participação especial. Destaque para Arnaldo Antunes que surge muito inutilmente num papel divertido.
Mas além do elenco não funcionar, falta algo no filme. Algo que faça o público no geral – não só as crianças – se interessarem pela história e pelos personagens. Além da canastrice do elenco, a história não estabelece ligações convincentes entre os personagens – nem mesmo no casalzinho – exceto talvez na relação não muito palpável do Eugênio com o falecido avô, que é representada principalmente pelo objeto-título do filme.
Aliás, esse é um dos pontos negativos: Apesar de ser utilizado em momentos interessantes, o tal do Guarda-Chuva não é assim tão importante no enredo a ponto de estar no nome do filme. Não sei como funciona no livro e na peça de teatro, mas no filme não justifica.
A coreografia nas cenas de luta – e as cenas em si – é patética.
Não tem também algo que faça uma ligação plausível entre tudo o que acontece no decorrer da história, fato que talvez usem como justificativa o fato de que se trata de um sonho. Mas não temos explicações,  motivos... NADA! Por isso a comparação com Alice ali em cima.
Tem uma série infinda de defeitos que se fossem reparados, fariam o filme se elevar bastante como uma produção infantil.


Preste atenção:
Na fotografia principalmente, em algumas cenas belas e curiosas e em alguns trocadilhos e piadinhas que são divertidas.

Cotação: 1/5

É divertido, é infantil, é bonitinho, é bem filmado, mas tem um elenco de dar dó, um roteiro fraquíssimo e poderia ser melhor. MUITO MELHOR. Rá Hannibal deixa passar, mas não sem antes tirar um bife.

TRAILER

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