quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Falcão – O campeão dos campeões – 1987 (Over the Top - 1987)






Título Original: Over the Top
Ano: 1987
Direção: Menahem Golan
Roteiro: Sylvester Stallone, Gary Conway
Elenco: Sylvester Stallone, Robert Loggia, Suzan Blakely, Terry Funk, David Mendenhall
Sinopse: Lincoln Falcão (Sylvester Stallone) é um caminhoneiro que tenta reconstruir sua vida após a morte da esposa. Ele tenta se reaproximar do filho, Michael (David Mendenhall), de quem se afastou anos atrás. O garoto não dá muita atenção ao pai, até que ele se inscreve em um campeonato nacional de queda de braço, realizado em Las Vegas.

Gosto especialmente deste filme com o brucutu Sylvester Stallone,  “Falcão – O campeão dos campões (eu tenho pavor desses subtítulos, não bastasse a tradução tosca, enfim chamarei apenas de Falcão)”, que embora não seja um primor, é um filme que cativa por temas clichês  universais, abordados no longa, como amor em família, superação, bla, blá, blá. Stallone tem certa sensibilidade como roteirista, embora não seja criativo, consegue escrever histórias que emocionem o público, como o ótimo Rocky – Um lutador. Em Falcão, temos um pai que se afastou do filho e após um pedido da ex-mulher que está doente, ele resolve levar o garoto para passar uns dias com ele, para que ambos possam se conhecer, e é claro, ele terá que lutar para ter a confiança do filho.

Mas ao mesmo tempo em que Falcão emociona pelo tema abordado (e creio que a trilha sonora contribua bastante para isso), também decepciona pelo seu roteiro frágil. Sim, eu elogiei aqui a sensibilidade de Stallone, mas não há como negar que o roteiro de Falcão tem muitas falhas, a começar por sua trama principal. O filme começa com Lincoln Falcão indo buscar seu filho no colégio, filho este que ele não vê há anos e só conhecia por fotos. O comportamento inicial do garoto, obviamente, é de rejeição, mas ainda assim é estranho que ele aceite facilmente a situação de ir embora com um pai que nunca conheceu. Assim como também não convence muito a rapidez com que o garoto passe a aceitar Lincoln como pai. Outra falha, que considero a maior de todas, é não explicar bem que circunstâncias levaram Lincoln a se afastar da mulher e do filho, se o filme deixa claro que ele os amava muito. O fato de insinuar que o pai da mulher infernizava a vida do casal não é o suficiente. Faltou ao roteiro mais profundidade nesse ponto, apesar do foco ser a aproximação entre pai e filho.

Apesar da fragilidade do roteiro, o filme consegue cativar pela dinâmica entre Sylvester Stallone e o garoto David Mendenhall. Stallone com sua figura carismática encarna bem a figura do “brucutu sensível”, que faz de tudo para ter o respeito e amor de seu filho. O ator David Mendenhall também não decepciona como o adolescente mimado, que aos poucos aprende a admirar o respeitar o pai. Não são atuações dignas de Oscar, mas são corretas. Em contrapartida, o ator que interpreta o sogro de Lincoln serve apenas para por obstáculos na relação entre pai e filho, com um personagem unidimensional.



Falcão termina por ser uma bela “Sessão da Tarde” que cativa, mas não arrebata. De qualquer forma ainda temos belas cenas embaladas pelo hit “Meet me half way”, de Kenny Loggins, que torna este filme inesquecível. E para os fãs de Sylvester Stallone, necessário. 

Nota: 3,0/5

Lady Rá já viu esse filme na TV 7874857485748574857485783475837548 vezes! Sly é amor! S2

TRAILER:


Um comentário:

  1. Conheço um guri que brincou muito de braço de ferro depois de ver esse filme.....

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