sábado, 22 de setembro de 2012

Ladrão de Sonhos - 1995 (La Cité des Enfants Perdus - 1995)




Título Original: La Cité des Enfants Perdus
Ano de lançamento: 1995
Direção: Jean-Pierre Jeunet, Marc Caro
Roteiro: Gilles Adrien, Jean-Pierre Jeunet
Elenco: Ron Perlman, Dominique Pinon
Sinopse: Em uma sociedade surrealista, um cientista rapta crianças para roubar-lhes seus sonhos em experiências. One, um sujeito grande, de bom coração mas lento de cabeça, tem seu irmão raptado e, com a ajuda de Miette, uma garota órfã, parte em busca dele. Na sua jornada ele se deparará com os tipos mais esquisitos para salvar a criança.


Jean Pierre Jeunet é um bom diretor, não há dúvidas quanto ao seu talento e a sua capacidade de juntar humor e fantasia com seu agradável toque francês. Mas traz aqui um filme de péssima fotografia, ritmo massacrante, uma fantasia pequena, que não estoura na tela, com uma direção de arte e cenários criativos, mas um roteiro completamente perdido e uma direção massante. 

Todos os personagens de "Ladrão de Sonhos" praticamente são alegorias, fantasias e pesadelos. São pessoas fisicamente e psicologicamente deformadas, como se todo o filme em si fosse ele próprio um pesadelo: todos os personagens são horríveis e apenas as crianças são belas e angelicais na produção - uma forma de salientar a beleza da inocência e do sonhos infantis que perdemos quando ficamos adultos. Há insinuações sobre o desabrochar do amor - entre a menina e o adulto One e uma série de metáforas sobre amadurecer, crescer e valorizar a infância como um momento único da vida de uma pessoa.

O filme nos fala de um homem que não consegue sonhar, envelhecendo no alto de uma torre no meio do mar. Para conseguir sonhar, ele sequestra um monte de crianças e One (Ron Perlman), vivendo uma insinuante história de amor com uma criança, Miette, vai atrás de seu irmão pequenino que foi sequestrado. 

Os efeitos especiais são bem pobres, mas o que prejudica mesmo o filme é a sua montagem horrorosa que chega a dar sono. É pra bocejar o filme todo. A resolução do filme é completamente vaga e parece demorar porque o roteiro não consegue dar ao filme um necessário e urgente clima de aventura. Faltam personagens carismáticos, para dar a ele um tom de "Goonies" surrealista, que seria muito bem acertado caso acontecesse. O filme é pessimamente iluminado, carregado na falta de luz, o que quase prejudica a beleza da arte dos cenários. Jeunet tem mão boa para ficção - vide "Alien A ressurreição", que Joss Whedon culpa a direção, mas o problema é do seu roteiro vagabundo - e fábulas como "O fabuloso destino de Amelie Poulain" sabendo criar cenas marcantes com o uso de sua câmera e visual estranho e bizarro. Mas aqui, quase nada funciona.

Bizarro, aliás, é o que permeia todo o filme. Tome gêmeas siameses, homens que usam olhos mecânicos, um cérebro dentro de um aquário sendo dopado de aspirinas para dor de cabeça, clones, uma anã neurótica psicopata, uma pulga, e cenários que parecem fruto de uma mente dopada de LSD. Há um clima de ficção Steampunk, com paradigmas  tecnológicos -  a máquina de absorver os sonhos, a clonagem, armas e olhos biônicos, etc. Mas o visual carregado e a ausência de drama prejudicam o composto final que fica aquém da capacidade do diretor.

Não é porque é francês que é bom ou ruim, o filme não funciona em praticamente nada a que se propõe.

Cotação 1/5

Só pela direção de arte e dos cenários, pela estética fabulosa e pelo tom  de fantasia sombria.

2 comentários:

  1. Acho que vc nao assistiu o filme, deve ter cuchilado....

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  2. Independente do que você disse, eu amei o filme e recomendo.

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