segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Missão Impossível 4 - Protocolo Fantasma (Mission Impossible: Ghost Protocol - 2011)



Título Original: Mission: Impossible - Ghost Protocol
Ano de lançamento: 2011
Direção: Brad Bird
Roteiro: Bryan Burk, J.J. Abrams, Tim Smythe, Tom Cruise, Tommy Harper

Elenco:
Anil Kapoor (Brij Nath)
Jeremy Renner (William Brandt)
Josh Holloway (Trevor Hanaway)
Léa Seydoux (Sabine Moreau)
Michael Nyqvist (Kurt Hendricks)
Michelle Monaghan (Julia Meade)
Miraj Grbic (Bogdan)
Paula Patton (Jane Carter)
Samuli Edelmann (Wistrom)
Simon Pegg (Benji Dunn)
Tom Cruise (Ethan Hunt)
Tom Wilkinson (IMF Secretary)
Ving Rhames (Luther Stickell)
Vladimir Mashkov (Anatoly Sidorov)
Sinopse: O agente secreto Ethan Hunt (Tom Cruise) é desautorizado pelo presidente dos Estados Unidos após o país ser acusado por um bombardeio no Kremlin. Tem início o Protocolo Fantasma, que visa acabar com os agentes da IMF. Sem qualquer recurso ou apoio, Ethan precisa encontrar um meio de limpar seu nome e o da agência em que trabalha. Para tanto passa a trabalhar com Benji (Simon Pegg) e Jane (Paula Patton), agentes renegados como ele, e ainda Brandt (Jeremy Renner), um ex-agente que agora trabalha como analista.

Por Jason


MI:4 começa com a fuga e o assassinato de um agente secreto Hanaway (Holloway). Corta para uma fuga do agente Ethan Hunt (Cruise) de uma prisão em Moscou com a ajuda de seus amigos Benji (Pegg) e a agente Carter (Patton). Durante todo o filme, como já mostrado nesse começo, o quarto filme da série ganhará um tom cômico, bem vindo aliás. A agente Carter tem ligação não apenas profissional como amorosa com o agente assassinado do começo do filme e é a pessoa que ela caça, a assassina Sabine Moureau (Léa Seydouxque terá participação no mote central do filme. 

Corra Lola, corra!
Depois de um ataque terrorista mandar pelos ares o Kremlin, na Russia, o governo do EUA inicia secretamente o "Protocolo Fantasma", que acaba com toda a força-tarefa Missão: Impossível. Ethan Hunt e sua equipe são considerados culpados pelo ataque, mas na verdade trata-se de uma operação para que eles possam operar fora das restrições de sua agência. Ele também precisa trabalhar com um ex-agente da MI, Brandt, que sabe mais sobre seu passado do que ele próprio. O ataque terrorista descamba para uma tentativa de detonar uma terceira guerra nuclear. Cabe a Ethan e seus amigos impedirem.

No campo técnico, o filme entrega tudo de uma super produção de 145 milhões de dólares, embora os efeitos sejam apenas pontuais. Brad Bird defende bem a direção e sabe como usá-los, como complemento para cenas que exigem cuidados especiais. Brad consegue criar cenas de ação criativas, como a explosão do Kremlim, a sequência que envolve o prédio em Dubai, o maior do mundo, ou da tempestade de areia, além de uma luta num estacionamento suspenso. Também cria cenas decentes de tensão, como na invasão ao Kremlim em que é preciso aos agentes usarem dispositivos eletrônicos para driblar os guardas ou cenas de luta, seja na briga das mulheres em Dubai ou entre Hunt e seu inimigo no estacionamento suspenso de automóveis. 

Uma palavra: SEDUÇÃO
O roteiro também valoriza a dinâmica do grupo. Pegg, Patton, Cruise e Renner trabalham em sintonia perfeita, todos bem a vontade. Há uma sensação de confiança entre eles, ao mesmo tempo que há conflitos, discussão e de amizade que fica ainda mais evidente na cena final. Isso para não falar as situações tragicômicas, como por exemplo, na investida em Mumbai quando surge os cinco metros de mulher de Paula Patton, deslumbrante em um vestido verde: a Carter de Paula, linda, talentosa, usa seu poder de sedução com seu decote abissal e seu olhar de felina para fisgar o babaca magnata playboy Brij Nath enquanto Brandt decide se pula ou não em um fosso para prosseguir com sua missão.

Os problemas de Missão Impossível 4 talvez comecem na figura de um novo agente, Brandt, interpretado por Jeremy Renner. É notável que o roteiro o colocou ali para fazer um contra ponto a pessoa de Hunt e o seu "drama" por ter supostamente perdido a esposa que ele amava por um falha do agente. Acontece que ele não acrescenta muito a trama - note que ela passa tranquilamente bem sem a presença dele. 

Há também a questão da falta de maior carga dramática, que pode espantar alguns desavisados: MI 4 é um filme enérgico, voltado apenas para a ação, onde a parte pessoal de Ethan é deixada de lado - o máximo que ele se envolve, por exemplo, com Carter, são conversas e um beijo. Há uma revelação no final, um tanto surpreendente, mas a trama de Ethan serve apenas apenas de alívio. Tom Wilkinson entra na trama e sai dois minutos depois - com o personagem morto. O mesmo vale para Josh Holloway, cujo personagem é apenas suporte para o trauma e a vontade de vingança de Carter. Sem falar em Sabine, que entra muda e sai praticamente calada.

Um generoso comercial da BMW 
Há ainda a falta de verossimilhança: é preciso desligar uma parte do cérebro e curtir o filme, sem esperar que ele lhe passe alguma noção de verdade pelo que acontece com o personagem. Os aparatos eletrônicos, dignos de 007, também estão lá. Tem de tudo, de celulares que só faltam falar, lentes de contato que transmitem imagens, robôs que parecem saídos de algum departamento da NASA e até vagões de trens que funcionam como bases militares cheias de aparatos ultramodernos. Missão Impossível traz situações tão impossíveis para Hunt e sua equipe que acaba sendo divertido. 

Hunt, aliás, é um caso a parte, porque não é humano. Pula, salta de um prédio a outro, cai de um carro na água, cai com um carro de muitos andares no estacionamento, é atropelado, se arrebenta, voa após a detonação de uma bomba, bate o carro, usa suas máscaras, enfrenta uma tempestade de areia, se disfarça, anda com luvas grudadas nas janelas de um prédio, faz comercial da BMW - (contei pelo menos quatro modelos da marca envolvidos em cenas e proeza das proezas, Hunt usa pedal de embreagem em um carro com câmbio automático, que não possui o pedal, rs), escapa de ser esmagado por um automóvel, de tiroteios e no final está ali, com a beleza enfadonha de Tom Cruise e com os arranhões e danos corporais já superados para salvar o mundo aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo.

Melhor impossível. 

Preste atenção:

No começo, durante os créditos, que praticamente conta a história toda do filme a seguir.

Cotação: 4/5

Ótimo filme de ação, eficaz como entretenimento de qualidade, surpreendentemente regular em seu ritmo do começo ao fim, sem apelações para cenas espalhafatosas e grandiloquentes. É o que muitos filmes de super herói por aí tentam ser, mas não conseguem tal eficiência e direção de Brad Bird é destaque pela habilidade irretocável nas sequências de ação e pela forma como conduz tudo de uma maneira coesa e sem deslizes.

Desconte as situações surreais que envolvem o agente Hunt e sua trupe - é tudo culpa do roteiro - e seja feliz.

TRAILER

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