domingo, 2 de setembro de 2012

Piratas do Caribe - Navegando em águas misteriosas (2011)



Título Original: Pirates Of The Caribbean: On Stranger Tides
Ano de lançamento: 2011
Direção:
Rob Marshall
Roteiro:
Ted Elliot, Terry Rossio
Elenco: Astrid Berges-Frisbey (Syrena)
Bronson Webb (The Cook)
David Speed (Pirate (uncredited))
Gemma Ward (Mermaid)
Geoffrey Rush (Barbossa)
Greg Ellis (II) (Lieutenant Theodore Groves)
Ian McShane (Blackbeard)
Jami Gertz (Victoria Dale)
John Bryant Davila (Blackbeard's Crew)
Johnny Depp (Jack Sparrow)
Judi Dench (Senhora (não-creditada))
Keith Richards (Pai de Jack Sparrow)
Kevin McNally (I) (Gibbs)
Óscar Jaenada (Spaniard)
Penélope Cruz (Angelica)
Richard (I) Thomson (Derrick)
Richard Griffiths (Rei (Não-creditado))
Robbie Kay (The Cabin Boy)
Sam Claflin (Philip)
Stephen Graham (Scram)

Sinopse: Nesta história cheia de ação sobre verdade, traição, juventude e legado, os caminhos de Jack Sparrow cruzam com os de uma mulher de seu passado (Penélope Cruz), e ele não tem certeza se é amor ou se ela é uma cruel golpista que o usa para encontrar a Fonte da Juventude.
Quando ela o força a embarcar no Queen Anne's Revenge, o navio do formidável pirata Barba Negra (Ian McShane), Jack se encontra numa inesperada aventura em que não sabe o que temer mais: Barba Negra ou a mulher do seu passado.



Indo direto ao ponto, Johnny Depp domina a cena desde o momento em que aparece em Piratas do Caribe - Navegando em águas misteriosas, com o personagem marcante e carismático que já entrou para a galeria dos mais queridos e divertidos do cinema e da sua carreira. Se há algum motivo para se assistir a esse filme, é a presença do capitão Jack Sparrow, que antes de embarcar na aventura em busca da Fonte da Juventude, apronta altas confusões (#sessao da tarde feelings) em uma remota Londres, se passando por um juíz, fugindo de guardas imperiais e tentando recrutar marinheiros para encontrar seu Perola Negra. 

O outro motivo é o inestimável Geoffrey Rush, como Barbossa, se divertindo horrores em um personagem que ele domina perfeitamente bem, ora ao lado de Jack Sparrow, ora contra ele. Mas Piratas do Caribe demora uma tortura para embalar e, mesmo depois de demonstrar sinais de que vai estourar, na sequência envolvendo sereias assassinas, empobrece e se arrasta dolorosamente. 

O filme traz uma trama pouco interessante e pouco divertida, pouco movimentada também. As tiradas e piadas parecem não funcionar. Não ajuda em nada a presença de Pereba Cruzes (nosso apelido carinhoso para a diva espanhola Penélope Cruz, só que não), como Angélica vou de taxi, se sabe, tava morrendo, de saudades, que em nenhum momento convence dentro do elenco e parece não estar a vontade. Nem o Barba Negra (Ian McShane), uma espécie de pirata bruxa macumbeiro lendário que controla seu navio com sua espada mágica (oi?), consegue desviar a atenção do show particular de Johnny Depp. O filme ainda conta com a participação de Judi Dench e de Keith Richards, ambos em participações pequenas, mas ao menos divertidas.

A fotografia do filme é ruim. Escuro, mal iluminado nas cenas noturnas, o filme tem sequências em que praticamente é impossível entender o que está acontecendo, como na sequência das sereias piriguetes com fome de cardumes de piranhas. Depois de um começo interessante nesta cena, com a chegada de uma tentadora sereia, o diretor Rob Marshall parece se desorientar no ataque das piranhas, criando uma confusão de cenas sujas e emboladas em que pouco se compreende o que está na tela. Os efeitos especiais diminuiram em quantidade e qualidade, assim como o clima de aventura que foi trocado por uma montagem sonolenta - o filme demora a passar e parece agonizar, se arrastando sem fim. A direção de Rob Marshall é burocrática e sem nenhuma criatividade, como se repetisse os frames e takes dos filmes anteriores, o que faz deste Piratas um festival inacabável de mesmices. 

Keira Knightley e Orlando Bloom provaram ser descartáveis a franquia, uma vez que não aparecem e não fazem falta alguma. A direção de arte e os cenários, no entanto, continuam deslumbrantes, bem elaborados, reproduzindo belamente os interiores dos navios, sejam eles abandonados ou não, bem como a ilha e a caverna onde a fonte finalmente é encontrada. Toda a trilha sonora é funcional.

O problema mais notável, é sem dúvidas o roteiro. Ele embute, no meio do caminho, a presença de um religioso, uma trama vagabunda de paixão desinteressante entre ele e uma sereia, Syrena. O destino trágico dos dois que deveria causar tristeza ou comoção vem como um alívio para a produção: fica claro que o tratamento dado aos dois é artifício chulo, a forma que o roteiro encontrou de justificar a presença da sereia na trama além de uma fornecedora de lágrima para uma espécie de feitiço na fonte da juventude - bem como a presença do rapaz, que começa pronunciando discursos bem feitinhos sobre a alma e Deus pra depois se render ao pecado da carne com a piranha. Syrena, aliás, toma um papel importante repentinamente (assim mesmo, do nada!) contribuindo com Jack para salvar Angélica ao resgatar os cálices sagrados. É demais para suportar.

O ápice do filme é uma confusão descabida, que envolve pirata de todos os lados e soldados de duas nacionalidades distintas e que, repentinamente, aparecem e começam uma briga que não dá em nada a nao ser na morte do Barba Negra, condenado pelo roteiro desde o momento que apareceu em cena (previsível ao extremo). 

A julgar pelo final, vem mais filmes da franquia bilionária por aí, porque a Disney, esperta, esfolará a fórmula até dizer chega. De bom, mas de bom mesmo, está o fato de que o filme voltou as origens, com menos pirotecnia e a tentativa de dar mais foco aos personagens, como foi o primeiro filme e o sucesso surpreendente que ele atingiu. Mas o fato é que, se não inovar mais, Piratas do Caribe corre o risco de cair novamente na mesmice desse filme tosco e o público, cada vez mais esperto, ignorá-lo e levá-lo ao fiasco. O que não seria demais, uma vez que a franquia já demonstra ares notáveis de exaustão.

Cotação: 2/5

Jack Sparroooooowwwwwwwwwww!

TRAILER


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