sábado, 1 de setembro de 2012

Recadinho do além túmulo - Vingadores 2012


Superestimação MODE ON TURBO!


Então, gente... 

Voltei do além para trollar mais um filme! Eu, a DEEWAA, a mítica, a toda boa, a T-I-A R-Á!

SOBE O SOM, DJ!

Ok, parei.

Como já dito anteriormente, essa sessão foi criada para postarmos nossas considerações, não críticas "oficiais", digamos assim. Aqui é o momento do sarcasmo, do deboche, do desastre total, da bagaceira - ou comentários, se preferir, para você que foi radicada (o), educada (o) e alfabetizada (o), claro.

Antes de começar o massacre, estou postando aqui o link para a crítica de Lady Rá (fui obrigada por ela, alguém me liberte desta alienada!), aquela minha irmã que vê conto de fadas em tudo, se apaixona por tudo, vê coisa boa em tudo... Otimista X-Treme, Lady Rá falou muito bem do filme aqui em questão, o mega sucesso "Vingadores", inclusive me recomendando muito e quase me fazendo uma lavagem cerebral - ela aprendeu com a Loka, o vilão do filme. Você pode conferir seus comentários sonolentos clicando AQUI, ok?

Ou seja, se você clicou e veio parar nessa zona e quer ver coisa boa, para por aqui e vai logo pra lá. O troço aqui é mais embaixo. Esse é o lado bom deste blog, sabe gente... é um espaço democrático, porque aqui a gente pode ver as duas faces da moeda. Tem a coisa boa, mas tem a coisa melhor ruim e bagaceira (EU) que vem aqui desmistificar certas palhaçadas, sabe gente? Olha, mas eu ainda AMO minha irmã mesmo assim, tá? É só uma fase romântica dela chata. Isso passa. Bora lá...

Porque vocês já sabem, eu ADORO filmes superestimados! Aquele filme que todo mundo diz "você precisa ver ISTO antes de morrer", e você se desespera, enlouquece, arranca os cabelos do suvaco com os dentes, baixa torrent em net discada, sai pelada no meio da rua, voa da sua cidade para ver o filme porque em seu povoado no fim do mundo não tem cinema... e de repente, WHAT?! Vem o filme, ele termina e você fica com cara de... "OI?"

Foi exatamente isso que senti ao ver "Vingadores". Sabe, eu não estou falando como fã de super heróis e fã de quadrinhos que eu sou desde a minha infância - e fã dos Vingadores. Sério, gente, eu colecionava revistinhas  em quadrinhos, tanto da Marvel quanto da DC (hoje eu baixo da net, sou dessas). É um universo que sempre me fascinou. Mas estou falando de cinema, de filme, entendem? FILME. Estou dizendo que acabei de ver um filme meia boca, mediano, com tom infantilizado, bobo e com momentos podreiras toscos. Não há nada de errado em ser assim - o mundo é de todo mundo, né meu povo... se tem espaço para as porcarias do Tio Emmerich e do Tio Bay, Why Not? O problema... O problema é quando tentam me vender esse carnaval como se fosse a última coca-cola (coca zero, por favor, sou diet and light) do Saara. É hora de descer do salto e distribuir sapatada!

Depois de um prólogo horrível e desnecessário - qualquer pessoa poderia fazer coisa melhor que aquilo com o dinheiro dessa bagaça (J.J. Abrams, amor, resolve isso aqui pra mim?) - o filme começa até que razoável. O encontro - a apresentação dos personagens - é interessante, descontando o fato de Thor, aquela deusa nórdica irritada, com cabelos Niele Gold, cair sem paraquedas e começar aquela sequência trash de briga entre heróis apenas para satisfazer os nerds e fãs psicopatas, do tipo que ficam em fóruns perdendo dias e noites para defender os personagens e o filme, entendem? 

Tem também aquela cena vergonhosa e pútrida, saída provavelmente da mente doentia de Joss Whedon, o criador de Buffy (Bufa - a vaca dos vampiros, não lembram?) em que Loka, a outra diva nórdica ressentida e revoltada, de escova progressiva nos cabelos, faz aquela tentativa de rendição pra colocar todo mundo de joelho e... vocês sabem como isso termina. Não, não é num boquete coletivo, bando de pervertidos! O Capitão América e o Homem de ferro chegam para evitar os delírios sexuais dessa afetada.

Com fórmula batida, extremamente maniqueísta, sem nenhuma inovação e sem nenhum viés dramático, o roteiro espanta pela pobreza e por estar cheio de frases feitas e clichês (tem o dedo do Whedon, gente... como posso querer mais?). O filme conduz todos os personagens principais para a reunião no porta aviões da Shield, que vai desembocar em uma sequência excelente e muito bem feita de ação (amém, Mun-Rá, my Lord!). 

Eu particularmente acho que esta sequência é a melhor de todo o filme. É a melhor conduzida, bem definida, bem dirigida. Ação pura e brilhantemente executada, a despeito de todas as outras coisas ordinárias que surgiram anteriormente no filme. Há antes dela uma parte muito interessante também, uma das melhores - se não a melhor - do filme todo, a interação entre Bruce e Tony, com Robert Downey Jr dominando toda a cena, e a briga entre os integrantes da equipe, quando todo mundo começa a jogar os podres na cara um do outro. Em seguida, enquanto o porta aviões vai se desintegrando e ameaçando desabar, a pancadaria rola solta para lá e para cá com Hulk (note que o motivo da briga de Thor com ele é mais coerente - conter o Hulk para que ele não destrua tudo - do que os outros "bata antes pergunte depois" anteriores) e também com os agentes abduzidos ordinariamente por Loka, que chegam de assalto. 

É, depois daí, que essa escola de samba desgoverna seu carro alegórico e sai correndo na avenida na frente dos juízes mais atentos, like me. Nenhum ator ou atriz se destaca em Vingadores - a exceção é Downey Jr, já no play natural como Tony Stark, que salva o time de atores da canastrice e tem um personagem melhor desenvolvido e mais empático com o espectador (e a ideia de que ele pode ser um integrante de um time, a despeito de sua personalidade egoísta, individualista e mesquinha é muito bem colocada). A gente tem que falar das coisas boas também, né?

Mas se Chris Evans, o Capitão América, é um almofadinha tosco de ruim, Chris Hemsworth é uma porta de dois metros de altura. Scarlett Johanson serve no filme para distribuir simpatia e mostrar a tintura Koleston do seu cabelo e o batom Avon Reese Witherspoon, como se estivesse presa numa eterna propaganda de shampoo. Falo da atriz, não da personagem, que terá papel importante na trama desligando a chave que abre o portal  de algum buraco no universo para a Terra e terá um momento bom ao encontrar Loka presa (o diálogo é bom). 

E tem o Mark Ruffalo como Hulk. Olha, teve gente, tipo, querendo dar o Oscar para o cara, vocês entendem o que eu tenho que ouvir, minha gente? Porque para mim, na real... o cara não fede nem cheira no filme quando está sem o Downey Jr em cena, o que me permite dizer que o sucesso de seu personagem é completamente dependente de outrem. Não transmite amor, nem simpatia, mas também não rola ódio, saca? Ele está lá. É isso. Seus conhecidos tentam conter sua versão verde, como se fosse uma coisa monstruosa ou assustadora, incrivelmente chocante. Sua versão digital se revela uma besta enlouquecida, sem peso e tosca, ok. Mas, depois, assim, como num desses passes de mágica que nem o cinema consegue explicar, depois de cair de 10 mil metros de altura sem paraquedas (é o Hulk, relaxem, não ia morrer mesmo, rs...), ele consegue ir ao encontro dos seus amigos (WHAT?), se transformar no verdão rapidamente (OI?), obedecer aos outros (hum-rum, onde foi parar a besta irracional?) e "esmagar" todo mundo. No final, ele ainda FALA e salva o Tony Stark, não necessariamente nesta ordem. 

Certo, Whedon. Eu finjo que entendo e AMEI, você finge que arrasou, ok?

Aliás, reparem na cena em que ele é encontrado sem roupa e um senhor pergunta se ele é um alien (o ator é um dos tripulantes da nave Nostromo de Alien, o oitavo passageiro, de 1979). Samuel L. Jackson é... Samuel L. Jackson, né gente? Tá de bom tamanho. E o Jeremy Renner. Oi, inútil? E tem o Tom Hiddleston, encarnando uma doida varrida com síndrome de grandiloquência. Como o Tony Stark a define, é uma DIVA! Ah, céus, quase ia esquecendo de minha querida - morra inútil - Gwynelth Paltrow, cujo roteiro dá um jeito de despachá-la para não incomodar, assim como a personagem de Natalie Portman que é apenas citada.

Não há emoção nessa joça de filme. Não há paixão por heróis, não há dramaticidade - você percebe que tem algo errado na bagaça quando a parte dramática da coisa está na morte (?) de um coadjuvante. Os heróis nunca parecem estar em perigo realmente, do tipo "ameaça de morte". Não se trata de transformar o filme em um tom mais sombrio ou mais sério, até porque o tom "leve" do filme é acertado. Mas incomoda a grandiloquência descabida do terceiro ato, com a chegada dos aliens a Nova York (síndrome de Emmerich e Bay?). 

Falta o drama e o horror que levaram Tony Stark a ficar preso dentro de uma caverna em Homem de Ferro. Falta o drama relacionado ao Hulk, que aqui tentam dar um ar de coisa bem resolvida, transformando-o num tipo de caricatura, unidimensional e sem peso. Qualquer pessoa entende a opção de dar "leveza" ao personagem verdão e tirar sua carga dramática, mas a própria trama de Vingadores anseia e pede por isso - o diálogo entre Tony Stark e Bruce revela esse desejo de explorar, uma vez que o filme carece absurdamente de dramaticidade e que Whedon é incapaz de enxergar. Faltam metáforas, faltam justificativas melhores para um vilão caricato que não empolga - entedia. É a maldita Disney, por trás da Marvel, transformando tudo num carro alegórico para saciar a sede de seu parque temático, para construir montanhas russas e vender bonecos, brinquedos e quinquilharias.

O ataque alienígena a pobre coitada da cidade de Nova York tem momentos de vergonha total, em que os efeitos - caros, o filme custou mais de 200 milhões - falham amargamente. É um festival de coisa tosca (os inimigos virtuais parecem ter saído de um jogo de vídeo game, a cena em que Hulk para o monstro alien é constrangedoramente ruim, as cenas de voos, tomadas aéreas, etc, tudo cafona!). Whedon não consegue passar a dimensão de um ataque maciço desse a um mundo super populoso como a Ilha de Manhattan. Lembra o ataque dos Decepticons no último ato de Transformers 3, com direito a naves gigantes e destruição em larga escala, com a diferença de que lá os efeitos funcionam plenamente e aqui não. 

Salvo pelas cenas de ação, Vingadores é apenas um filme de heróis inofensivo feito para vender brinquedos, render parques temáticos e ganhar crianças, ávidas por super heróis, para impulsionar com isso as vendas de HQ. Como o cinema, a música e literatura, a indústria dos quadrinhos também vem sendo cada vez mais destruída pela Internet - aliás, o que não está sendo destruído por ela, né, produção? - e, com o sucesso do filme, vem o interesse para que os quadrinhos dos heróis ganhem um novo suspiro e uma sobrevida nas vendas, como aconteceu no passado recente com X-Men. 

Por fim, Vingadores cumpre sua função para quem só quer apenas isso. Mas não oferece o diferencial, o algo mais que Christopher Nolan conseguiu, reconheço, com Batman, a humanização de personagem que Sam Raimi conseguiu arrebatar com Homem Aranha ou o além que Singer conseguiu sintonizar com o mundo atual e transmitir com X-Men. Respeito quem curtiu, quem gostou, quem disse que era "o filme do ano", quem perde o tempo tentando fazer com que prevaleça suas ideias positivas sobre este filme, quem vai para fórum tentar alienar outras pessoas, porque cada um tem os seus motivos para gostar ou não dessa produção. 

Para mim, no entanto, é só um caça níquel, feito para o mercado infantil, cheio de piadinhas toscas, que peca pela total falta de emoção e de imaginação - justo onde as HQs são imbatíveis.

Cotação: 2,5/5 (isso porque eu sou fã dos personagens, porque eu curti a cena de ação do porta aviões da SHIELD e porque eu estou muito, mas muito boa hoje, mas se a Lady Rá e sua trupe de fãs delinquentes vierem aqui me zoar, eu baixo essa porra, valeu?).

Beijos suculentos, sebosos e carinhosos da Tia Rá! <3

2 comentários:

  1. Concordo totalmente contigo, gata.

    Tudo é questionável nesse filme. Thor marombeiro, com economia de palavras? Loki que "sai na mão" com o Hulk?

    Para quem leu "Os Supremos", chega a ser uma vergonha ver essa versão de Vingadores para o cinema.

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    Respostas
    1. Olá, Hilde! Tudo bem?

      Obrigado pelo comentário!

      Concordo contigo e bem lembrado sobre "Os Supremos". Se ver o filme isoladamente, sem conexão com as HQs já se torna uma experiência fraca, imagina se fizermos isso? rsrs

      Choca o quanto o roteiro do filme é frágil e superficial. Vamos ver se melhoram numa continuação...

      Obrigado mais uma vez!

      Abraços,

      Tia Rá!

      Excluir

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