quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Sem Limites - 2011 (Limitless - 2011)




Título Original: Limitless
Ano de lançamento: 2011
Direção: Neil Burger
Roteiro: Alan Glynn, Leslie Dixon
Elenco: Bradley Cooper, Robert De Niro, Abbie Cornish
Sinopse: Na trama, Bradley interpreta Eddie, um escritor desleixado que aceita a sugestão de um amigo e toma uma pílula super-potente: após ingerir o medicamento, em poucos minutos, as atividades cerebrais da pessoa aceleram de maneira surpreendente, fazendo com que a pessoa consiga usar praticamente 100% das atividades cerebrais. Metido a esperto, Eddie usa o “fortificante” para ganhar dinheiro e fama. Entretanto, um executivo veterano (interpretado por Robert De Niro) começa a perseguir o rapaz com o intuito de saber mais sobre a pílula.


Por Tia Rá

Quando tia Rá encasqueta com algo, olha gente... sei não...

Mas assim, por acaso eu me deparei com esse filme que não tinha intenção alguma de ver. Estava eu toda trabalhada na preguiça depois de uma semana toda trabalhando que nem condenada, quando no fim de semana decidi por fazer aquele download básico da produção em questão. Não me arrependi - amém - mas pela proposta do filme, esperava bem mais.

A ideia é boa: uma droga sintética que faz com que a pessoa use não os 20 por cento que vocês pobres mortais humanos usam - sou um alien -, mas os 100%. Só que, claro, se trata de uma droga, e a pessoa fica dependente dela. Quem para de tomar essa pílula do dia seguinte começa a sentir dores de cabeça terríveis, entra em coma e morre. Só que Eddie (Bradley Cooper), depois de quase ir pra o além por causa da droga, consegue manejar as doses certas e conviver com ela. FIM.

Até lá, no entanto, ele saiu da vida de escritor falido e fracassado, enriqueceu rapidamente, deu golpes, foi acusado de assassinatos, sofreu com os efeitos da droga - que cria lapsos de memória dos quais não se lembra -, se separou e voltou para a namorada (Abbie Cornish, de Sucker Punch, péssima), e deu o pulo do gato em Robert De Niro (ótimo). 

Mas cadê o drama disso? O_O

Bradley Cooper se esforça, mas é desinteressante em cena. O filme não tem drama. Tem uma ou outra sequência de correria, textos em OFF desnecessários que ditam o que você está vendo na tela e sugerem que o espectador é burro, efeitos especiais pontuais e uma montagem interessante - quando ele está drogado, ele consegue ver números, letras, ver coisas que não existem, pessoas semelhantes a ele de um lado para outro em lugares diferentes sem que ele se lembre, dentre outras coisas. É uma boa sacada da direção em otimizar o entendimento do que acontece no cérebro dopado de Eddie, sem dúvidas. A fotografia também é boa. Nota-se que quando Eddie usa a droga, o filme fica mais colorido e iluminado, como se representasse o efeito da pílula no corpo e na mente humana. Mas, nada salva o filme da ausência de drama. 

Vejamos:

Sua ex mulher tomou a pilula, ascendeu na carreira, mas quando percebeu já estava quase morta e perdeu tudo. E o drama? Nada dele.

Seu ex cunhado, um traficante, foi assassinado e ele estava lá por perto, sendo acusado do crime (cuja trama afunda repentinamente e deixa o espectador completamente zonzo). Nada de drama.

Foi acusado por se envolver com uma mulher enquanto estava drogado e não se lembrava e a mulher foi assassinada num hotel. Ok. Mas cadê o drama?

Sua namorada é perseguida por um capanga de um dos grandes da indústria, com o qual ele acaba negociando uma fortuna para a empresa de Robert De Niro. Para escapar, ela toma a pilula. E as consequências, onde estão? Numa conversa entre os dois personagens depois de uma noite juntos, na beira da cama? Cade o drama nisso?

Tipo, as coisas vão passando, se sucedendo, entra frame, sai frame, take após take, e o espectador é incapaz de se conectar com o personagem e com o filme. O relacionamento e a dinâmica entre Robert De Niro e Bradley Cooper é ótimo e rende as melhores partes do filme. Talvez a montagem tenha se esforçado em passar ao espectador o efeito da droga no corpo de Eddie, devido a rapidez como as coisas vão se sucedendo e é eficiente no sentido de passar a sensação de vertigem causada pela droga em diversos momentos. Mas quando termina o filme, não é só Eddie que está acabado, é o espectador que já está exausto de tudo aquilo. 

Melhor conseguir uma pílula daquela pra quem vai assistir o filme.

Cotação: 2/5

DOOOOOOOORRRRGGGAAASSS MANOOOOLOOOO!

TRAILER

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