sábado, 8 de setembro de 2012

Toy Story 2 - 1999 (Toy Story 2 - 1999)



Título Original: Toy Story 2
Ano de lançamento: 1999
Direção: Ash Brannon, John Lasseter, Lee Unkrich
Roteiro: Andrew Stanton, Ash Brannon, Chris (XI) Webb, Doug (I) Chamberlain, John Lasseter, Pete Docter, Rita Hsiao
Elenco: Tom Hanks, Joan Cusack, Tim Allen
Sinopse: Continuação do sucesso Toy Story, de 1995, que marcou a estréia da parceria entre a Pixar e a Disney. Desta vez, Woody tenta salvar um brinquedo que acaba indo parar num bazar de usados e termina por ser sequestrado por um colecionador de brinquedos, que pretende vendê-lo a um museu japonês. Na casa do sequestrador, descobre que foi o protagonista de um famoso seriado da TV de décadas atrás e conhece os demais integrantes de sua coleção. Enquanto isso, os demais brinquedos, liderador por Buzz Lightyear, partem numa atrapalhada operação de resgate.


Por Jason

Toy Story 2 começa com um prólogo criativo, com o personagem Buzz em uma missão espacial, que vai se revelar um jogo de vídeo game. Mais tarde, a aventura começa, com Woody sendo levado por um vendedor de bonecos ambicioso, o tal "homem galinha". Os amigos de Woody então precisam se juntar para trazê-lo de volta ao lar. No meio do caminho, Woody vai conhecer outros bonecos do mesmo modelo que ele, a cow girl Jessie, seu cavalo "Bala no alvo", e o Minerador, que faziam sucesso décadas antes com as crianças e se tornaram relíquias valiosas. 

Toy Story 2 carrega uma trama mais complexa que o original, que, visto hoje, tempos de animações absurdamente realistas, caras, mais coloridas e complexas, soa ingênuo e simples demais. Na trama, o show de Woody, por exemplo,  que era sucesso nos tempos de tv preto e branco, foi cancelado porque as crianças perderam o interesse (o personagem Minerador culpa os bonecos espaciais mais modernos) e os bonecos da época se tornaram obsoletos e serão vendidos a um museu em Tóquio. Isso soa como uma metáfora e, neste caso, a série Toy Story, que foi um divisor de águas no ramo das animações ao fazer sucesso com um desenho em CGI, traz uma carga indefectível de simbologia: como o show de Woody, as animações em 2D também se tornaram obsoletas na vida real - e foram substituídas maciçamente pelo espetáculo visual da computação gráfica e do 3D, virando quase artigo de museu cinematográfico. 

O museu de Tóquio na trama do filme, aliás, está interessado na coleção antiga de bonecos se Woody estiver junto a todos os personagens e é aí  que se dará o conflito do personagem, entre ficar com os amigos e ir embora com o grupo ao qual pertence. O diferencial da Pixar é justamente esse: oferecer ao espectador o "algo mais" com seus roteiros, para agradar todas as faixas etárias e meninos e meninas. Em determinado momento, na loja de brinquedos, os bonecos encontrarão um grupo de Barbies, numa cena divertidíssima - a própria presença da personagem Jessie no roteiro é um adendo para a identificação do público feminino com a animação. De outro lado, Buzz entrará em conflito de identidade com uma série de bonecos semelhantes a ele e é trocado de lugar e, num momento de drama, Jessie revela que foi descartada pela criança que o tinha, Emily, porque ela simplesmente cresceu e uma vez que crescemos deixamos uma série de lembranças e coisas para trás. Um festival, como visto, de emoções, com direito a músicas e cantoria no final.

Além de garantir, assim, uma aventura bacana para todas as idades - uma fórmula que se tornaria marca da Pixar - Toy Story 2 traz um clima nostálgico para os adultos e as tradicionais lições para a criançada, sem ser piegas. Se por um lado ele traz referências de outros filmes de sucesso, bastante conhecidos do público adulto, como Jurassic Park e Star Wars, por outro, investe na relação entre Buzz e Woody, que são incrivelmente desenvolvidos em personalidade, como dois amigos, com erros e acertos, brigas e momentos de união. O filme defende assim a importância da união e da amizade para superar as dificuldades e, claro, como toda animação "Disney" que se preze, tem um final feliz.  

É interessante ver Toy Story 2 para notar o quanto a animação evoluiu absurdamente do ano de 1999 para cá. Naquela época, apenas quatro anos depois do primeiro filme, não havia a fluidez e a qualidade de animação que é possível se obter nos dias atuais. Os brinquedos do filme ainda pareciam um tanto "robotizados" e sem fluidez de movimentos e as cores, bem variadas, não pareciam tão vivas quanto hoje. Os personagens humanos são vistos como criaturas pouco complexas e, nota-se, os pelos e cabelos, algo difícil de ser animado, praticamente não tinham movimentos. 

Recentemente, o filme foi repaginado e relançado em 3D. Vendo-o no formato, e pelo que apresenta de metáfora na sua trama, Toy Story 2 soa mais que paradigmático - é incrivelmente irônico.

Cotação: 5/5

Superior ao original, gostem ou não.

TRAILER


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