sábado, 29 de setembro de 2012

Trilha Sonora - Trilogia X-Men

Bem, minha gente, assim como a Tia Rá, eu também adoro uma boa trilha sonora. E eu resolvi falar das musgas que acompanham a trilogia original dos super heróis favoritos de Rá Hannibal: Os X-Men.

X-Men – O Filme foi um dos pioneiros em termos de adaptações de quadrinhos levadas a sério. Bryan Singer e sua equipe fizeram questão de estabelecer uma história verossímil e com personagens e enredos que fossem além da pancadaria e dos efeitos visuais. Criou-se assim uma ótima trilogia (que tem seu ápice no segundo, e não no terceiro filme) que acabou por ser prejudicada por uma troca de diretores. Os dois primeiros foram dirigidos por Bryan Singer e o último pelo irregular Brett Ratner. Nessa novela toda, a série de filmes dos mutantes da Marvel  teve compositores diferentes para cada um dos seus filmes.

X-Men – O Filme
X-Men – O Filme é o que tem a trilha sonora mais fraca. Composta por Michael Keman, é uma trilha muito preguiçosa, que mistura sem muito sucesso algumas coisas eletrônicas e efeitos de sintetizadores a cara de filmes de série B para sessão da tarde com solos de violinos e cellos que seriam marcantes em trilhas sonoras de filmes de suspense. O tema da Mística, por exemplo, seria interessante se fosse mais bem desenvolvido e tivesse aparecido mais vezes. O maior mérito da trilha de Keman foi criar na faixa X-Jet o tema que seria melhorado e utilizado por Jonh Ottman na trilha de X-Men 2.

Cotação: 2/5

X-Men 2
Com orquestrações mais trabalhadas e complexas e uma mixagem infinitamente superior, a trilha da segunda parte da saga é elevada a um nível bem superior por Ottman, que trata de criar uma unidade entre as músicas e estabelecer ligações entre música e personagens. Ele pegou o que Keman tinha feito precariamente em X-Jet e recriou o tema que podemos ouvir na abertura do filme, em algumas cenas de ação épicas e nos créditos finais (Na OST ela está óbvia nas faixas Main Titles, We’re Here to Stay, Life Goes On/The Lake e Suite From X2)

Além do tema principal, são 3 os destaques da trilha sonora de X2:

“White House Attack” é a trilha da estonteante cena inicial (que vem logo após a abertura/créditos iniciais) que é o ataque fantasticamente coreografado, filmado, montado, dirigido e editado à Casa Branca pelo Noturno. E aqui temos uma brincadeira no mínimo irônica do Ottman com uma das peças do Requiem de Mozart: Dies Irae. 

Além de ser uma peça enérgica e ser adequada para uma cena de ação, a letra do hino – que acredita-se ter sido escrita por Tomas de Celano e foi utilizada não só por Mozart como por Verdi e outros – traduzida do latim diz o seguinte:


Dia da Ira, aquele dia

Em que os séculos se desfarão em cinzas,
Testemunham 
David e Sibila!

Quanto terror é futuro,
quando o Juiz vier,
para julgar a todos irrestritamente!”


Humor refinadíssimo o do John Ottman, se levarmos em consideração o contexto?

Outro destaque da trilha é “Sneaky Mystique” que nem faz parte de uma cena realmente marcante (mas é ótima), porém ficou tão interessante que é um dos temas musicais mais recordáveis. Tanto que ganhou duas versões na deluxe edition da OST.


Por fim, temos o tema de Jean Gray, que na trama está em pleno processo de redescobrimento dos seus poderes – que parecem estar saindo de controle e aumentando. Quem é fã dos quadrinhos e dos desenhos logo entende que se trata de uma transição para que ela se transforme em Fênix. E Ottman foi muito eficiente ao compor o tema dela que sempre aparece nos momentos em que seus poderes se manifestam e cumprem um papel importantíssimo na cena final. Até por que se o tema musical não funcionasse, o efeito da ultima cena não seria o mesmo. O tema aparece principalmente em Storm’s Perfect Storm, Goodbye e Life Goes On/The Lake. E claro na Suite from X2.

Resumindo a trilha de X2 é muito superior à primeira, muito eficiente, adequada e bem mais empolgante do que o trabalho do Keman no primeiro filme. Tanto que ganhou uma edição com 2 discos que termina com um resumão ungido da trilha conhecido como “Suit from X2”.

Cotação: 4/5

X-Men – O Confronto Final
Mas é no capítulo final da trilogia que a trilha sonora alcança o seu ápice. O John Ottman fez um trabalho eficiente, mas seu xará, o John Powell fez algo muito mais grandioso e empolgante.

Se o 3º filme deixou a desejar enquanto conclusão da trilogia, sua trilha sonora acaba se tornando um dos destaques da produção.

Powell criou os temas mais memoráveis da série e evoluiu a música tema – que aqui aparece e reaparece muito mais vezes sem se tornar cansativa.

Aliás, ele mudou o tema sem quebrar a unidade. Ele pegou a mesma sequência de acordes do tema desenvolvido por Keman e Ottman, acrescentou algumas notas novas e novos arranjos e deu o toque que faltava para que ele chegasse ao ápice. 

O tema já aparece em uma de suas muitas formas na primeira faixa “20 years ago”, que acompanha a cena de abertura. Mas é na segunda faixa, correspondente aos créditos iniciais, que atende pelo nome de “Bathroom Titles” que ele toma forma e já gruda na cabeça. Infelizmente essa faixa na OST é diferente no filme. E a do filme é MUITO mais legal. Assista abaixo uma comparação entre as duas:



A música tema aparece em 90% das faixas da OST e algumas vezes é imperceptível a uma ouvida superficial, mas ajuda a estabelecer uma unidade “narrativa” sem cansar (Algo que acontece na trilha sonora do último filme da franquia lançado, “X-Men First Class” que tem um tema principal – Magneto - com muito potencial, que gruda na cabeça, é interessante e até empolga mas cansa rápido). 

Brigando tete-a-tete com o tema principal, está o tema da Fênix Negra. Potente, dramático e grandioso como a fama da personagem, ele aparece pela primeira vez em “Whirlpool of Love” e a cada vez que reaparece, a música vai crescendo gradativamente até chegar ao seu ápice (tanto narrativo quanto musical) em “Phoenix Rises”. Reparem como a estrutura das faixas “Dark Phoenix’s Tragedy” que faz par com “Farewell to X” se parece com a estrutura de “Phoenix Rises”. São dois momentos dramáticos, mas o último assume proporções gigantescas, onde a trilha sonora faz jus ao momento.


Aqui, a trilha funciona tão bem fora do filme que não cansa e as faixas se interligam de maneira muito óbvia. Tão óbvia que quem assistiu o filme repetidas vezes consegue rever as cenas através da trilha.


Tudo termina com a faixa “The Last Stand” que tem aqui a função de Suite, mas sem estar FORA do filme. É exatamente ela que ouvimos no final do filme e no inicio dos créditos finais, mas ela revisita tudo, fazendo questão de reafirmar todos os temas musicais e ainda nos arrebatar para o sentimento de Gran Finale (aliás a trilha é bem melhor nisso do que o roteiro, RS).

Cotação: 4,5/5

Enfim, Rá Hannibal adora X-Men, cansa-se da trilha do primeiro filme, curte muito a do segundo e simplesmente acha a do terceiro puro amor! Principalmente “Phoenix Rises”!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Gostou? Não gostou? Sugestões? Críticas? Essa é a sua chance de dar a sua opinião porque ela é muito importante para nós! Seja educado e cortês, tenha respeito pelo próximo e por nós, e nada de ofensas, tá? Esse é um espaço democrático, mas comentários ofensivos serão excluídos.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...