quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Viagem 2 - A Ilha Misteriosa (2012)



Título Original: Journey 2 - The Mysterious Island
Ano de lançamento: 2012
Direção: Brad Peyton
Roteiro: Brian Gunn, Jules Verne
Elenco:
Anna Colwell (Jessica)
Branscombe Richmond (Guia Turístico)
Dwayne Johnson (Hank Parsons)
Josh Hutcherson (Sean Anderson)
Kristin Davis (Liz Anderson)
Luis Guzmán (Gabato)
Michael Beasley (Marcus)
Michael Caine (Grandfather)
Stephen Caudill (Policial)
Vanessa Hudgens (Kailani)
Sinopse: Sean capta uma mensagem codificada vinda de uma ilha misteriosa localizada em um ponto onde não deveria haver nada. Um lugar com formas de vida estranhas, montanhas de ouro, vulcões mortais e diversos segredos surpreendentes. Sem conseguir impedi-lo de ir, o novo padrasto de Sean parte com ele na viagem. Junto ao piloto do helicóptero e de sua linda e determinada filha, eles partem em busca da ilha para resgatar seu único habitante e escapar antes que ondas sísmicas levem a ilha para o fundo do oceano, enterrando seus tesouros para sempre.




Céus, o que eu não faço por este blog né, gente? Até ver coisas como essa tortura psicológica eu tenho que me dispor a fazer. Vamos lá...

O filme começa bem podrinho, com o personagem Sean aprontando todas (#sessão da tarde). O garoto, rebelde, foge de moto aterrorizando um bairro da cidade. A polícia e o padastro Hank, The Rock (tentando carreira com o nome horrível de Dwayne Jonson, que co produz o filme), e a mãe Liz (Kristin Davis, de voz chata), não sabem o que fazer com ele. Mais tarde, depois de uma discussão bem cafona sobre o guri com cara de velho, Hank faz a amiga dele e juntos eles decifram uma mensagem misteriosa vinda de um rádio, que vai revelar que a "Ilha do tesouro", de Julio Verne, realmente existe, e dar as coordenadas para que possa ser encontrada.

Todo o clima é superficial, nos moldes de uma aventura infantil e um mix de "A lenda do tesouro perdido" com "As viagens de Gulliver" nessa primeira parte, com a diferença que não temos aqui o ator mais flopado da atualidade - Nicolas Cage. Dói ver The Rock... Oh, perdão, Dwayne, em cena, não porque ele é um ator ruim - é carismático, sério, eu até gosto do jeitão bobalhão dele! - mas dói saber como alguém se convencerá de que um homem com aquela cara e aquele tamanho de um guarda roupa de seis portas tem uma firma de construção e, para fazer a linha de padastro dedicado, resolve acompanhar o enteado na aventura, assim, pra fazer a média? Dá não, é forçar a amizade demais.

Para completar a bagaceira, surge com quinze minutos a terrível Vanessa Hudgens, fazendo propaganda de shampoo, sacudindo os cabelos e pagando de mocinha virginal. Os dois, ela e Sean, claro, viverão uma paixão "adolescente" trash. Antes, no entanto, uma queda de helicóptero igualmente trash dentro de um tornado o levam para a tal ilha misteriosa do título, onde todos, apesar da queda, sobrevivem.

Depois de uma sequência em que eles são atacados por um dublê de Godzilla, pessimamente filmada, surge Michael Caine como o vô de Sean (desperdiçado e pegando checão pra pagar as contas) que vai levá-los a Atlântida (oi?). Lá, The Rock... quédizê, Hank... descobre com alguns estudos visuais e muita magia e feitiçaria no olhar que a ilha vai afundar dentro de alguns dias, contrariando o vô Caine que achava que a ilha só ia dar um mergulho uns catorze anos depois. Logo, somando o 1 + 1, eles precisam sair da ilha ou vão afundar todos juntos (!). Para isso, vão correr atrás do Nautilus, o submarino do capitão Nemo. Não se pergunte como, veja o filme por sua conta e risco.

Choca perceber o quanto o filme é tolo, subestimando até mesmo a capacidade do público infantil. Todos os personagens são unidimensionais, caricaturas e sem profundidade. Falta o clima de aventura Disney que deveria ser fundamental para o filme. Em determinado momento, o roteiro explica que a ilha começou a afundar mais rapidamente e a trama se acelera desengonçadamente. Esqueça os furos - são inúmeros. Ninguém leva a sério a produção - The Rock... perdão, Dwayne(!) ri o tempo todo e sua piada com seus peitos não foi engraçada. Não foi engraçado também vê-lo tocando um cavaco cantando e modificando a letra de um clássico, "What a wonderful world". Não foi engraçado vê-lo com duas toneladas de bomba no corpo, como se fosse um balão prestes a explodir. 

Não vamos falar da sequência mais vagabunda do filme: aquela em que os personagens voam em abelhas gigantes e são caçados por pássaros famintos, que vai resultar naquela queda da personagem de Vanessa feito um jogo de vídeo game do Playstation, coisa digna de filme... trash. Por fim, a fuga da ilha, com a ajuda de uma enguia elétrica gigante (bem filmada, aliás), resulta numa sequência bem porquinha. É digno de pena.

Em tempos de Pixar e efeitos especiais descabelantes em filmes do gênero, que enchem os olhos de crianças e adolescentes, Viagem 2 entrega efeitos especiais pobres, trama vagabunda, direção frouxa, ritmo ordinário, e personagens sem carisma algum, que não cativam e não emocionam. Alguém precisava lembrar que filmes infantis podem ser fantásticos e menos idiotas e serem agradáveis não apenas aos infantes como aos adultos também - que o diga as animações da Pixar e Dreamworks ou diversões como "Querida, encolhi as crianças", que fizeram a infância de muita gente (as sequências das formigas enormes e das abelhas automaticamente me remeteram ao velho e bom filme da trupe de crianças perdidas no gramado de casa). 

Ao menos, o filme deve entreter crianças que almejam só um passatempo na sessão da tarde sem nada para fazer e pode levá-las a descobrir os mistérios criados por Julio Verne e outras aventuras do gênero nos livros. Se conseguir esse feito, ótimo. Pra quem quer mais do que isso, melhor passar longe.

Cotação: 0/5

É pobre, descartável e esquecível. Julio Verne se revira em algum canto do além.

TRAILER

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