quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Top10 - Dia das Bruxas: Divas e Malignas




OOOOOOI, minha gente! Hoje é dia das Bruxas e Hanni está aqui pra lembrar por que nós somos Ravenna. Hoje é dia de dar parabéns para nossa mãe por ser uma diva das trevas, feiticeira, poderosa, maléfica e AHHH! Quem assistiu aquela presepada do Branca de Neve e o Caçador, sabe que é a mãe Rá que salva aquela bagaça da perdição! Diva, linda, cruel e sem escrúpulos, ela rouba a cena e faz o que tem de melhor: maldade.
E como ela já é nossa homenageada de sempre, resolvemos fazer um Top10 especial do Dia das Bruxas com todas as feiticeiras maléficas e malvadas que deixariam Mamãe Ravenna e Vovó Ganush orgulhosíssimas!
Segue uma listinha bem eclética e cheia de bruxaria da pesada:

1 – Queen Grimhilde (Branca de Neve e os Sete Anões)

Antepassada reencarnada da Mamãe Ravenna, A Rainha Grimhilde é a diva rainha master, madrasta maléfica do clássico “Branca de Neve e os Sete Anões” de Walt Disney. Protagonista de algumas das cenas mais assustadoras dos desenhos Disney, ela inferniza a vida insignificante da Branquela como ninguém!

2 – Eva Ernst (A Convenção das Bruxas)

Povoando as tardes e os pesadelos da infância dos anos 90, Eva Ernst (Angelica Houston) era o terror. Sua forma verdadeira lembrava muito algumas das fotos mais memoráveis da Tia Rá, e seu disfarce a tornava divuda, bela e insuspeitíssima. Ela transforma o coitado do Luke Evenshim em rato, enquanto ele tenta provar para sua avó e os diretores do hotel em que estão hospedados que tem um monte de bruxas horrendas querendo transformar todas as crianças em ratos fazendo uma convenção no hotel.

3 – A Bruxa Má do Leste (O Mágico de Oz)

Essa é clássica do Mágico de Oz. Essa nossa amiga não é das mais bonitas. Ela é verde. Mas em quesito de maldade ela está pau a pau com todas as nossas divas e infernizou a vida de Dorothy!

4 – Elvira, A Rainha das Trevas

Elvira é uma vizinha nossa, piriguetíssima, clássica também nas tardes dos anos 90. Sabe? Aquelas pobres que ficam ricas de repente e começam a esbanjar dinheiro – e no caso, bruxarias.

5 – Bellatrix Lestrange (Série Harry Potter)

Ela pode ser meio estragadinha e não ser assim tão clássica, mas em quesito de maldade e loucura ela chuta muitas bundas murchas de outras bruxas. Ela é a seguidora mais fiel do maligno Lord Voldemort e não mede esforços pra atender os desejos do Lorde das Trevas e os seus próprios. Mata com um sorriso na face e sem nenhum remorso ou escrúpulos. Interpretada por Helena Bonham Carter.

6 – A Bruxa de Blair

A Bruxa de Blair é diva: Ela aterroriza 3 jovens estudantes por cinco dias antes de sumir com eles e não aparece sequer uma vez no filme. Nem a pontinha dos dedos. O filme é famoso por ter sido filmado no estilo “found footage/filmagens encontradas” que ainda não era tão popular na época em que foi lançado e afirma ser uma filmagem real.

7 – As Irmãs Sanderson (Abracadabra)

Essas também são clássicas da Sessão da Tarde. Despertadas da morte 300 anos após seu enforcamento, Winnifred, Sarah e Mary Sanderson aterrorizam o Haloween de Max Dennison, sua irmã Danni e sua namoradinha. Tudo isso em busca do seu livro e seu feitiço para ficarem mais jovens. E ficar mais jovem para elas significa matar criancinhas indefesas. Lideradas pela Winnifred, maléficas, divas, lindas – só que não – e idiotas ao extremo, as Irmãs Sanderson merecem estar aqui. Vale também a Sarah Jessica Parker fazendo um papel que REALMENTE faz jus à sua beleza.

8 – A Feiticeira Branca (As Cronicas de Narnia: O Leão, A Feiticeira e o Guarda- Roupas)

Interpretada pela talentosa Tilda Swinton, A Feiticeira Branca entra para o time das divas. Poderosa e inescrupulosa, ela tem uma lábia inigualável e consegue manipular facilmente o ambicioso Edmundo e atrair o garoto e seus 3 irmãos para uma armadilha. Tudo isso para impedir que eles a tirem do seu trono e acabem com o inverno que ela manteve em Narnia por séculos.

9 – Lamia (Stardust – O Mistério da Estrela)

Lamia é Michelle Pfeiffer, ou seja, é diva. É outra que mata pra ficar mais jovem, só que mata estrelas ao invés de crianças. Quando a pobre estrela Yvaine cai na Terra e é “sequestrada” pelo azarado Tristan, ela sai atrás deles pra matar a coitada e ficar mais bela. E não tem escrúpulo nenhum pra chegar aos seus objetivos.

10 - Angelique Bouchard (Sombras da Noite)

Nunca dê o fora em uma mulher vingativa, principalmente em uma bruxa. Barnabás (Johnny Depp) fez isso com Angelique (Eva Green) e foi transformado num vampiro amaldiçoado e enterrado vivo. Depois de muitos anos, é despertado e encontra uma nova geração da sua família, mais pobre. E para seu desespero Angelique ainda está por lá para infernizar a vida dele. Mas o meu lado Hannibal pensa que ser infernizado pela Eva Green pra ficar com ela não é tão má ideia assim...

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Coração de Tinta: O Livro Mágico - 2008 (Inkheart - 2008)




Título Original: Inkheart
Ano: 2008
Direção: Iain Softley
Roteiro: Cornelia Funke, Ileen Maisel, Barry Mendel
Elenco: Brendan Fraser, Paul Bettany, Helen Mirren, Sienna Guillory, Andy Serkis, Jim Broadbent e Eliza Bennett, Rafi Gravon.
Sinopse:  Meggie trocaria facilmente sua vidinha chata pelas aventuras que costuma ler nos livros. Pois parece que seus pedidos foram atendidos. Seu pai Mo, com quem mora sozinha depois do desaparecimento de sua mãe, esconde um estranho segredo - ele é capaz de trazer os personagens dos livros à vida quando lê seus trechos em voz alta. Esta habilidade pode ter relação com o sumiço da mãe de Meggie mas, antes que a menina descubra mais, o vilão Capricórnio surge das páginas de "Coração de Tinta" em busca dos poderes de Mo para realizar seus planos. Agora, com a ajuda do misterioso Dedo Empoeirado e de sua tia-avó Elinor, Meggie e o pai entram em um intrigante mundo de magia para impedir o maligno Capricórnio e quem sabe finalmente encontrar sua mãe perdida.

Por Lady Rá

Você que freqüenta esse antro humilde blog, já imaginou se as histórias contadas nos livros pudessem se tornar realidade? Fala sério, vai me dizer que quando você era criança não queria vivenciar as aventuras vividas pelos seus personagens favoritos? Quando eu era criança e lia as aventuras dos livros, ficava imaginando como seria legal participar de muitas daquelas histórias. Ou mesmo as histórias dos filmes de fantasia que eu assistia, como “História sem fim”, um clássico de Sessão da tarde (ou Cinema em casa, whatever...). E eis que encontro o filme “Coração de Tinta”, baseado em um livro, de mesmo nome, de Cornelia Funke.

O filme começa com uma narração sobre a existência dos “Língua de Prata”, aqueles que tem o dom de tornar realidade a história de qualquer livro os lendo em voz alta. Mo (Brendan Fraser) é um língua de prata, só que ele não sabe e vai descobrir tarde demais. Enquanto tudo é explicado por uma desnecessária narrativa em off, Mo lê a história de Chapeuzinho Vermelho para a mulher e a filha, e uma capa vermelha se materializa no céu e cai no seu quintal. A cena, diga-se de passagem, é muito bonita, mas perde todo seu impacto com a narração que subestima a capacidade de compreensão do telespectador e anula qualquer tentativa de ser criar uma atmosfera de suspense. Doze anos se passam e descobrimos que Mo é um restaurador de livros, que ele vive viajando com a filha adolescente Meggie, a procura de um livro. Cria-se um suspense até sabermos que numa noite ele lia uma história para sua esposa e sua filha pequena, e acaba trazendo os personagens do livro “Coração de Tinta” para a sua realidade, enquanto sua esposa é sugada para dentro dele. Sim, isso é um spoiler, mas não importa se eu contar aqui, porque o barato só que não do filme é deveria ser acompanhar as aventuras de Mo e sua filha, enquanto escapam dos vilões bizarros que os perseguem e tentam salvar a vida da mulher.

A ideia em si, dentro de gênero fantasia, é bem interessante, até porque o filme faz várias referências a histórias clássicas, o que serve de incentivo para que as crianças as conheçam melhor. O problema é todo o resto. Inclusive o elenco estrelado, Brendan Fraser (ok, esse topa qualquer parada), Andy Serkis, Helen Mirren e Paul Bettany, afinal nem mesmo esse grupo de astros talentosos são capazes de salvar essa tragédia. E você, caro leitor, me pergunta: Lady Rá, o filme é tão ruim assim? E eu respondo: sim, é ruim, tanto que quem deveria estar aqui distribuindo sapatada é a Tia Rá. Mas sobrou para mim a tarefa de conferir essa aberração cinematográfica e agora tenho que desabafar aqui com vocês. =D

Quando Mo finalmente encontra uma cópia do livro Coração de Tinta (que é raríssimo por sinal), um dos personagens que ele libertou, o Dedo Empoeirado (Paul Bettany), reaparece em sua vida para pedir que Mo o mande de volta para casa, ou seja, para o livro. Mo, como não pode controlar os seres que saem do livro e com medo que mais alguém seja sugado, foge com a sua filha e vai se abrigar na casa da tia avó Elinor (Helen Mirren), obrigando o Dedo... a procurar ajuda do vilão Capricórnio (Andy Serkis), que no livro era um capanga ressentido do terrível Sombra, uma criatura sinistra que lembra o Paralax de Lanterna Verde, sentiram o drama?. Capricórnio, muito bem instalado no mundo real, por sua vez, resolve seqüestrar Mo e sua família, para obrigá-lo a ler o livro e trazer  seu chefe Sombra para o mundo real. O motivo? Nem o roteirista sabe. Afinal, se no livro ele era um mero capanga (e sedento de poder), porque ele queria trazer seu chefe malvado para o mundo real onde ele poderia se ver livre dele? É o típico vilão burro e mau até os ossos.

Confusão vai, confusão vem, com o Dedo Empoeirado constantemente mudando de lado (tudo que ele queria era voltar para sua família), Mo consegue fugir das garras de Capricórnio, levando sua filha e sua tia, o Dedo Empoeirado, e um moleque bizarro que saiu dos contos de Ali Babá, apenas para servir de alívio cômico e interesse amoroso da menina. Eles continuam atrás do livro Coração de Tinta, para que Mo pudesse lê-lo e mandar as criaturas de volta para resgatar sua mulher. No meio dessa salada, surge o autor da história (Jim Broadbent), que Mo e sua turma vão procurar com o objetivo de conseguir mais uma cópia do livro “Coração de Tinta”. Claro, nem tudo vai acontecer como eles previam e todo mundo acaba caindo nas garras do vilão novamente e o autor até que tenta reescrever a história para que Meggie possa lê-la - sim, o dom de Mo é hereditário cê jura? e o vilão vai se aproveitar disso - mas que descobrimos que Meggie tem mais talentos do que imaginamos, o que resulta em um desfecho preguiçoso que nos fazer pensar: se era fácil assim, pra quê diabos tanta enrolação? Pra quê inventam de colocar o escritor nessa bagunça se ele será descartado pelo roteiro? Oiiii, roteirista? Mas, hein?¹ WTF?

Não bastasse a confusão que é o roteiro, cheio de furos e situações inexplicáveis  (não é por se tratar de fantasia que o roteirista não deve se preocupar com a verossimilhança), a  direção não colabora muito. O diretor faz o básico, não há uma cena criativa que chame atenção, como um bom filme de fantasia deveria ter, as cenas de ação são mal conduzidas, aliás, são momentos de vergonha alheia total. A fotografia é bonita, especialmente nas cenas iniciais, mas não chega a ser um diferencial. Paisagem eu vejo da janela da minha casa. Os efeitos especiais parecem ter saído da novela Mutantes da Rede do Bispo. Os personagens são unidimensionais e o elenco parece estar totalmente constrangido em cena. Quem faz um trabalho mais simpático é Paul Bettany, que confere alguma ambigüidade ao seu personagem, mas com certeza seu desempenho teria sido melhor se tivesse em uma produção mais bem resolvida. Jim Broadbent, se encontra na mesma situação, seu personagem é um velhinho simpático, embora o roteiro o torne completamente desnecessário. Helen Mirren, pagando mico com uma personagem forçadamente cômica, Andy Serkis, exagerado como vilão e Bredan Fraser no piloto automático. Temos também a jovem atriz Eliza Bennett no papel de Meggie que não demonstra ter um terço do carisma necessário para segurar um filme de fantasia. Aliás, é constrangedor a tentativa de fazer um paralelo de sua personagem com a inesquecível Dorothy, de O Mágico de Oz.

Por fim, Coração de Tinta é uma bobagem e completamente esquecível. Começa simpático, mas infelizmente o filme vira um carro alegórico desgovernado e com um desfecho constrangedor. Só serve mesmo para a programação da Sessão da Tarde da Rede Globo, que já foi melhor, diga-se de passagem.

Cotação: 2/5

Isso porque o filme tem uma ideia legal e tem algumas cenas engraçadas e também porque o personagem do Bettany é interessante (e porque sou a boazinha da família Rá). 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Navio Fantasma (Ghost Ship, 2002)








Título Original: Ghost Ship
Ano de lançamento: 2002
Direção: Steve Beck
Roteiro: Jonh Pogue, Mark Hanlon
Elenco: Julianna Margulies, Gabriel Byrne, Iain Gardiner, Isaiah Washington, Karl Urban, Emily Browning, Alex Dimitriades
Sinopse: Sean Murphy (Gabriel Byrne) é o capitão da equipe de resgate Artic Warrior, formada pela chefe de equipe Maureen Epps (Julianna Margulies), pelo contramestre Greer (Isaiah Washington) e os técnicos Santos (Alex Dimitriades), Dodge (Ron Eldard) e Munder (Karl Ulban). A principal tarefa do Artic Warrior é encontrar e trazer até a costa navios perdidos ou com problemas em alto-mar. Em uma de suas viagens pela costa do Alasca eles encontram os destroços de um lendário navio italiano que está desaparecido há 40 anos. Porém, o que eles não sabem é que agora o navio é habitado por um ser mortal, que coloca a vida de todos no Artic Warrior em perigo.
Por Ravenna Hannibal

Por que Ver?
Era pra eu assustar nessa cena, mas preferi fazer cara sexy!
Por que você não tem NADA mais pra fazer e quer achar qualquer porcaria pela qual você não precise pagar pra assistir. Talvez, e só talvez (mais provável que não), valha por algumas pouquissimas cenas QUASE criativas. Como a intrigante sequencia inicial, a cena em que o navio aparece e desaparece do sonar ou... ou... enfim...

Por que não ver?
Coisas Nojentas
Por que esse filme é uma aberração, minha gente!
Pensa comigo, dear: Essa porcaria era para ser um filme de terror. E por pior que seja um filme de terror, ele vai te dar um susto em algum momento, mesmo que seja só por causa da trilha sonora ou por conta de um gato pulando na janela. Mas esse filme nem isso tem minha gente!
Nem mesmo os mais óbvios clichês dos filmes de horror estão presentes aqui (apesar de que o diretor deixa bem claro que tentou!). Ou seja, só podemos concluir que o filme é uma aberração.
Você vai esperando sequencias assustadoras e perturbadoras, afinal, trata-se de um grupo de resgate de navios valentão, preso dentro de um navio assombrado com ouro dentro. Dava pra ser um filme pra lá de tenso – no sentido original da palavra – e perturbador.
Mas acontece é que esse filme não tem NADA!
Sabe o que é NADA?
O elenco é um desfile de sabonetes secos, a fotografia me lembra novela mexicana, a trilha sonora inexpressiva, e o principal: o terror está ausente.
E o roteiro? Bem, este não existe. Se o filme não causa a sensação de horror deveria pelo menos causar suspense. Mas não. Ele não te deixa curioso pra saber o que realmente aconteceu – o que deveria ocorrer tendo em vista a intrigante cena de abertura. E mesmo se te deixasse curioso, te deixaria frustrado no final. QUE PORCARIA DE DESFECHO É ESSA? Era pra ser surpreendente, minha gente? Era pra ser chocante? Se for, bem... vocês não conseguiram.

Enfim,essa provavelmente é a minha resenha mais curta, afinal, não há muito o que dizer desse filme, por que simplesmente não há  nada nessa aberração.

Cotação: 0/5
Quer ver filmes claustrofóbicos em lugares mal assombrados que fazem brincadeiras com a mente, quer? Va ver O Iluminado, vai... Aqui você não vai encontrar isso. PASSE LONGE!

domingo, 28 de outubro de 2012

Alien A ressurreição - 1997 (Alien: resurrection - 1997)



Título Original: Alien Resurrection
Ano de lançamento: 1997
Direção: Jean-Pierre Jeunet
Roteiro: Bob Ringwood, Dan O'Bannon, Darius Khondji, Joss Whedon, Ronald Shusett
Elenco: Sigourney Weaver, Winona Ryder, Ron Pearlman, Brad Dourif
Sinopse: A tenente Ripley (Sigourney Weaver) acorda 200 anos após se sacrificar para que a criatura alienígena não destrua a humanidade. Ela descobre que cientistas a ressuscitaram através da clonagem, conseguiram com sucesso retirar a rainha dos alienígenas de seu corpo. Neste contexto, apenas a tenente e alguns contrabandistas, que se encontram na nave naquele momento, podem impedir mais uma tragédia.


Por Jason

“Alien - a ressurreição” é para mim o filme que destruiu a franquia, que agora tenta se colocar nos eixos com Prometheus. Não o vejo somente como uma tentativa de faturar em cima de uma série já consagrada no cinema e na ficção, até porque o filme apresenta novidades agradáveis e ideias interessantes - e importantes - dentro do que foi construído dentro da série. Mas é fato que o filme sofre com inúmeros problemas.

Sobe!

A ideia de trazer Ripley através da clonagem é boa, inteligente e atual. Durante o processo de clonagem, em que tentam separar o DNA humano do DNA alien, os cientistas produzem verdadeiras aberrações, que vão resultar numa das cenas mais lembradas do filme - aquela em que Ripley com um lança-chamas nas mãos, destrói o laboratório em que uma de suas clones deformadas vive com a ajuda de aparelhos em sofrimento. Ripley muda agora de personalidade, passando a ser vista como uma espécie de ser híbrido, entre ser humano e o ser alienígena - e pode assim ser aliada ou uma ameaça, transitando entre os dois mundos. Como um clone, Ripley "ressuscita", adquirindo certos comportamentos da criatura como o sangue ácido, mas em contrapartida, a Rainha Alien, que foi clonada com ela, deixa de colocar ovos e passa a parir como um ser humano - o que resulta em outra cena memorável, quando a monstra dá a luz a uma criatura bizarra híbrida que não a reconhece como mãe e a assassina.

Quando a câmera do filme se foca nessa empreitada bizarra, Alien A ressurreição ganha ares de horror gore, com destaque para a direção de arte e cenários, que cria espetaculares ambientes como os corredores mal iluminados da nave Auriga ou os laboratórios cheio de tubos de ensaio gigantes e aberrações em exibição. Sigourney Weaver se garante em um personagem que ela domina muito bem e que a revelou, segurando a atenção do espectador do começo ao fim. Ora Ripley parece sensível, ora traiçoeira, ora amigável, ora imprevisível, como se houvesse dentro dela dois seres distintos e ela buscasse voltar ao ser humano que era. O primeiro ser dentro dela a faz perder o medo - o alien - que a permite vagar pelo ninho dos monstros e se envolver sensivelmente com a criatura que a rainha deu a luz. O segundo a mantém firme no seu propósito - o de eliminar essa praga para evitar a destruição da humanidade - em detrimento de sua maternidade (Ripley mata a criatura e chora dolorosamente por precisar fazer isso).

Desce!

John Frizzel faz a pior trilha sonora da série. O filme sofre com a direção fraca de Jean Pierre Jeunet, que não consegue explorar o terror e nem criar cenas de ação decentes. Jeunet não esconde nada, exibindo tudo como um circo dos horrores e explorando efeitos especiais que muitas vezes fazem feio em tela. Apesar de criar, como já citado, algumas cenas de bela plasticidade e alguma inovação com os seres híbridos que marcam uma evolução natural na trama, Jeunet não cria suspense, não cria ação digna de nota - e isso pode ser problema da base do filme: o roteiro. 

Na época em que o roteiro foi massacrado pela crítica, o roteirista Joss Whedon saiu em defesa para alegar que os problemas do filme eram culpa da direção. Whedon tenta dar humor ao filme com piadas idiotas, criando situações constrangedoras e diálogos pobres, que não forçam o espectador a pensar. Ele mastiga tudo. Para completar, a cada ideia interessante criada - a ressurreição do título, a clonagem, a ambiguidade de Ripley, a rainha alien, o monstro híbrido - há um sem fim de coisas que não funcionam. Gente entra e sai sem dizer a que veio. O filme não tem um vilão, há a falta de explorar melhor as simbologias da série e temas comum a ela (o tema da "ressurreição", o fio da meada, se perde no meio do caminho e ninguém consegue mais achar). Os coadjuvantes escritos por Whedon são todos descartáveis, sem importância alguma, não nos identificamos com eles: estão ali predestinados para morrerem antes mesmo de entrarem em cena. O final imaginado por ele, com tantos coadjuvantes vivos e inexpressivos, deixa uma sensação de que Whedon não tinha a menor ideia do que estava fazendo. 


Por fim, incomoda ver Winona Ryder completamente fora de compasso no filme. Não adianta ter uma atriz do calibre de Weaver dando sangue se Winona não consegue se encontrar fazendo cara de nada em tempo integral. Como a androide Call, Winona parece perdida e sem saber como compor uma personagem que precisa atuar com nuances para parecer o que não é (humana). É um elemento estranho na trama que não funciona. 

Cotação: 2/5

É o filho bastardo da franquia, que beira o trashVale por Weaver e sua icônica personagem que, finalmente, depois de séculos vagando no espaço e sofrendo com as agruras espaciais, retorna para casa.

TRAILER

sábado, 27 de outubro de 2012

Aliens, o resgate - 1986 (Aliens - 1986)


Título Original: Aliens
Ano de lançamento: 1986
Direção: James Cameron
Roteiro: Adrian Biddle, Dan O'Bannon, David Giler, Emma Porteus, James Cameron, Ronald Shusett, Walter Hill
Elenco: Sigourney Weaver, Michael Biehn, Carrie Henn, Lance Henriksen, Bill Paxton   
Sinopse: Ellen Ripley (Sigourney Weaver), a única sobrevivente da nave atacada pelo alien, vai a um planeta distante para combater o monstro que matou seus companheiros. 
Alguns colonizadores estão estabelecidos justamente nesse planeta e Ripley precisa ajudar estas pessoas a escapar da criatura.

Por Jason

Quando James Cameron assumiu a direção de Aliens - O resgate, o diretor já tinha engatado Terminator e o projeto da direção da continuação de sucesso do filme de Ridley Scott - Alien, o oitavo passageiro - estava condicionada aos resultados de bilheteria de Terminator. Com baixo orçamento estimado em 150 mil dólares, Terminator foi sucesso de crítica e de público arrecadando quase dez vezes mais e garantiu a vaga de diretor deste que está facilmente nas listas dos melhores filmes de ação de todos os tempos.

Sobe que desta vez, é guerra!

Não há o que se questionar no quesito técnico do filme. Quase tudo em Aliens é ultra perfeito, a exceção fica por conta de algumas cenas cujos efeitos especiais acabaram comprometidos pela idade do projeto. A fotografia, a montagem, maquiagem, a excelente direção de arte e cenários, os efeitos especiais, sonoros, a trilha sonora inspiradíssima de James Horner, tudo tem ares de super produção como só Hollywood consegue produzir, com a diferença que aqui não se trata de um filme de ação vazio e sim um trabalho que mistura horror, momentos de suspense, correria, drama e a atuação excepcional de Sigourney Weaver, que eleva ao cubo uma personagem já mitológica do cinema - a tenente durona Ellen Ripley.

Como Ripley, Sigourney consegue passar todas as características da personagem sem apelar para facilidade e cria um personagem complexo, a heroína definitiva que se espera de um filme e cujo resultado impressionante jamais foi alcançado desde então. Weaver compõe olhares - ela fala com os olhos ao saber que o satélite foi colonizado e várias famílias correm perigo - e detalhes gestuais (repare que ela aperta o peito depois de um pesadelo, hesita com as mãos antes de voltar ao lugar onde encontraram a criatura, o satélite LV 426, uma vez colonizado por famílias que foram eliminadas dele; se comove ao rever a criatura saindo do peito de uma vítima, se desespera quando vê os soldados serem liquidados pelas criaturas, fala baixo com os soldados quando precisa) que demonstram que a personagem está abalada emocionalmente por saber que seu pesadelo está longe de acabar.

Quando a menina Newt entra em cena - aqui estamos falando da versão completa do diretor, uma vez que Ripley recebe a notícia da morte de sua filha legítima no começo do filme - Ripley faz aflorar seu sentimento materno de proteção e desabrocha sua coragem a ponto de arriscar sua vida para protegê-la. Se antes havia uma Ripley amedrontada, aqui há uma mulher que sabe exatamente o que fazer, que vai gritar se precisar e se armar até os dentes para defender a menina. Ripley resume assim toda a sensação do espectador ao filme: do sentimento de horror ao alívio ao final pela vitória sofrida e suada, passando pela pena, pelo medo, o amor, o humor, a raiva e todos os sentimentos conhecidos pelo homem, o que já seria suficiente para garantir o êxito da produção.

Mas se Weaver se garante de frente às câmeras, rivalizando em importância para o filme assim como as criaturas, Cameron se garante atrás delas e no seu roteiro. Não picota o filme como um desastrado Michael Bay faria, conduzindo o filme de maneira exemplar até o ápice. Explora a relação de "mãe" e "filha" para levá-las ao ato final - a briga entre as "mães" - e suas respectivas personalidades - ambas se estranham no começo até se sentirem seguras uma pela outra; inova ao trazer personagens novos e mudar o tom do filme de um sufocante horror psicológico para a ação - ampliando assim a mitologia iniciada com o filme anterior. Tamanho empenho só poderia gerar fervor, sucesso de público e crítica e 7 Indicações ao Oscar (incluindo duas vitórias - Efeitos Especiais e Efeitos Sonoros, e uma indicação para Weaver pela sua personagem).

Desce!   

Aliens não atinge o status do primeiro filme porque há problemas, dos quais o mais grave está com o "vilão" do filme, Burke (Paul Reiser). Se até o androide Bishop (Lance Henriksen) tem um desenvolvimento de personalidade exemplar - do desprezo de Ripley ao seu agradecimento - Burke entra na trama já com cara de vilão e o roteiro o abandona pelo meio, porque é desinteressante e estereotipado (vilões são problema comum dos roteiros de Cameron (?)). Carrie Ann, a Newt, nem sempre convence e Bill Paxton tem um personagem antipático. A necessidade de ampliar o foco em Ripley faz dos soldados meros coadjuvantes unidimensionais, do qual o único que se sobressai é Hicks (Michael Biehn), que ensaia um interesse amoroso com Ripley que não se desenrola - até porque soaria estranho dentro da trama, vide o terceiro filme da franquia. 

Preste atenção:

Toda a maravilhosa sequência em que Ripley encontra a rainha Alien até o combate final com a mesma, montada numa empilhadeira. Reparem que Cameron suprime a trilha sonora no momento do encontro inicial - Weaver dá um show - e na batalha, enquadrando alternadamente a atriz, a criatura, e as duas frente a frente, num confronto não só físico mas emocional (uma está defendendo sua "cria", a outra almeja vingança). 

Cotação: 4,5/5

Weaver criou a inteligente, complexa, corajosa, sensível, desafiadora e durona Ellen Ripley e a levou para a galeria de grandes e inesquecíveis personagens do cinema, à mesma medida em que Cameron acabou gerando um clássico absoluto de ação e ficção. 

TRAILER

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Carrie, a estranha - 1976 (Carrie - 1976)


Título Original: Carrie
Ano de lançamento: 1976
Direção: Brian De Palma
Roteiro: Lawrence D. Cohen, Mario Tosi, Rosanna Norton, Stephen King
Elenco: William Katt, Piper Laurie, Sissy Spacek, Nancy Allen, John Travolta, Amy Irving
Sinopse: Carry White (Sissy Spacek) é uma jovem que não faz amigos em virtude de morar em quase total isolamento com Margareth (Piper Laurie), sua mãe e uma pregadora religiosa que se torna cada vez mais ensandecida. Carrie foi menosprezada pelas colegas, pois ao tomar banho achava que estava morrendo, quando na verdade estava tendo sua primeira menstruação. Uma professora fica espantada pela sua falta de informação e Sue Snell (Amy Irving), uma das alunas que zombaram dela, fica arrependida e pede a Tommy Ross (William Katt), seu namorado e um aluno muito popular, para que convide Carrie para um baile no colégio. Mas Chris Hargenson (Nancy Allen), uma aluna que foi proibida de ir à festa, prepara uma terrível armadilha que deixa Carrie ridicularizada em público. Mas ninguém imagina os poderes paranormais que a jovem possui e muito menos de sua capacidade vingança quando está repleta de ódio.


Por Tia Rá, a estranha

Sabe, gente, contar uma coisa procês... eu e o Jason estávamos saindo no tapa para ver quem escreveria sobre este clássico absoluto de minha musa telecinética inspiradora - não, ainda não é a Jean Grey, sorry - e sim ela, o mito, a lenda, a eternamente virgem, Carrie! Claro que, com meus acessos de psicocinese e piromania, muita macumba e piração, ganhei fácil dele, né gente... Enfim, chega de besteira e vamos ao que interessa.

Já arrumaram o balde com sangue de porco? Grata.

SOBE! 

Sobe e sobe muito porque o pecado, meu bem, o pecado nunca morreCarrie White era uma menina aloprada, toda bobona, que nem sabia sequer o que era menstruar coitada, porque era isolada pela mãe Margareth, uma doente, psicótica, neurótica religiosa e frustrada sexual. Era uma pobre coitada num fim de mundo aí que sequer tinha amigos. Depois que Carrie menstrua no banheiro da escola na frente de todo mundo e quase é assassinada por uma chuva de toalhas e "always", a professora tenta ajudá-la de todas as formas, chocada com o fato de que a menina é totalmente ignorante. Uma das alunas do colégio, Sue, fica com peso na consciência e tenta ajeitar as coisas num baile - só que o tiro, meu povo, sai pela culatra. 

Pra passar todo o desespero, ignorância, dor, sofrimento e depois pânico, choque, revolta e vingança, nenhuma - Tia Rá disse NENHUMA, ok? logo isso inclui essa piriguete mirim da Chloe Morta que está interpretando Carrie na refilmagem  - atriz seria capaz de casar tão bem quanto o aspecto frágil e sofrido de Sissy Spacek.  Indicada ao Oscar merecidamente, Spacek consegue passar todas as camadas da personagem, fazendo de Carrie não uma X-Men (Oi?), mas trazendo para a tela o reflexo dos abusos morais, psicológicos e maus tratos impostos pela mãe Margareth (Piper Laurie).

Se Spacek se garante perfeitamente como Carrie - e De Palma sabe explorá-la com sua câmera -  Piper garante uma Margareth tão doida das ideias que tranca a menina dentro dum quarto pra se livrar dos pecados, gente!!! Como lidar com aquela cabeleira de bruxa dessa louca? Como lidar com aquelas sessões de exorcismo espancamento  da menina?! TENSO. Para completar, Carrie é adolescente, está ficando mocinha, tá com a piriquitinha querendo voar, e mamãe psicopata não quer que Carrie vire uma mulher. As duas começam a sair no tapa, discutirem, se engalfinharem e Carrie, ciente dos seus poderes paranormais, começa a usá-los de maneira a se impor até o momento principal do filme. O baile.

O baile... Tudo parece tão lindo, como um sonho para Carrie, até que vem o banho de sangue de porco e... OMG. Carrie dá uma de Fenix Negra e se rebela contra tudo tocando terror e queimando todo mundo numa fogueira santa de dar inveja ao Bispo Edir Macedo!!! #QUEIMA JEOVÁ!

Em tempo de debates sobre Bullyng, Carrie continua ainda mais atual. Desconte a parte ficção da coisa - uma menina com poderes paranormais (cê jura, minha tia?) porque tio De Palma, quando ainda prestava, dá ao filme um tom de metáfora e cria um painel de uma geração baseado no livro de Stephen King (que é diferente, em síntese, do filme, aliás). Carrie reflete a busca por uma identidade, a do ser adolescente, uma necessidade de autoafirmação e de descoberta (sexual?) que todos possuem nessa fase da vida - e por isso é tão fácil de se ver nela. Quem é que não queria ter o poder de tocar terror naquele mala que te enchia o saco na escola ou naquela patricinha piranha metida de nariz empinado só com a mente, gente? HAHAHAHA!

E o final, bom. Vocês já sabem, tia Rá já ensinou pra vocês. O pecado nunca morre

DESCE!

Não desce nada, só vai descer santo com um balde de sangue de porco em sua cabeça se você não parar de se lamentar e correr para rever ou ver esse clássico absoluto do gênero. Carrie é paradigmática, é Before Carrie, After Carrie, entendem? É vingativa, poderosa, é Fenix Negra, é evolução, é d-i-v-a demais!!!

Preste atenção:

Olha o spoiler chegando!!! 

Na cena da morte da mãe de Carrie. A mulher goza morrendo, é isso mesmo produção?! Sexo, violência, terror e religião, tudo junto, na figura daquela bruxa louca de braços abertos que nem Jesus Cristo! TENSO!

No flopado John Travolta, em começo de carreira, na Nancy Allen, desaparecida desde Robocop, e na Amy Irving (aka, ex mulher do Tio Spielberg).

Cotação: 5/5

FILME COMPLETO (DUBLADO)





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