sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Carrie, a estranha - 1976 (Carrie - 1976)


Título Original: Carrie
Ano de lançamento: 1976
Direção: Brian De Palma
Roteiro: Lawrence D. Cohen, Mario Tosi, Rosanna Norton, Stephen King
Elenco: William Katt, Piper Laurie, Sissy Spacek, Nancy Allen, John Travolta, Amy Irving
Sinopse: Carry White (Sissy Spacek) é uma jovem que não faz amigos em virtude de morar em quase total isolamento com Margareth (Piper Laurie), sua mãe e uma pregadora religiosa que se torna cada vez mais ensandecida. Carrie foi menosprezada pelas colegas, pois ao tomar banho achava que estava morrendo, quando na verdade estava tendo sua primeira menstruação. Uma professora fica espantada pela sua falta de informação e Sue Snell (Amy Irving), uma das alunas que zombaram dela, fica arrependida e pede a Tommy Ross (William Katt), seu namorado e um aluno muito popular, para que convide Carrie para um baile no colégio. Mas Chris Hargenson (Nancy Allen), uma aluna que foi proibida de ir à festa, prepara uma terrível armadilha que deixa Carrie ridicularizada em público. Mas ninguém imagina os poderes paranormais que a jovem possui e muito menos de sua capacidade vingança quando está repleta de ódio.


Por Tia Rá, a estranha

Sabe, gente, contar uma coisa procês... eu e o Jason estávamos saindo no tapa para ver quem escreveria sobre este clássico absoluto de minha musa telecinética inspiradora - não, ainda não é a Jean Grey, sorry - e sim ela, o mito, a lenda, a eternamente virgem, Carrie! Claro que, com meus acessos de psicocinese e piromania, muita macumba e piração, ganhei fácil dele, né gente... Enfim, chega de besteira e vamos ao que interessa.

Já arrumaram o balde com sangue de porco? Grata.

SOBE! 

Sobe e sobe muito porque o pecado, meu bem, o pecado nunca morreCarrie White era uma menina aloprada, toda bobona, que nem sabia sequer o que era menstruar coitada, porque era isolada pela mãe Margareth, uma doente, psicótica, neurótica religiosa e frustrada sexual. Era uma pobre coitada num fim de mundo aí que sequer tinha amigos. Depois que Carrie menstrua no banheiro da escola na frente de todo mundo e quase é assassinada por uma chuva de toalhas e "always", a professora tenta ajudá-la de todas as formas, chocada com o fato de que a menina é totalmente ignorante. Uma das alunas do colégio, Sue, fica com peso na consciência e tenta ajeitar as coisas num baile - só que o tiro, meu povo, sai pela culatra. 

Pra passar todo o desespero, ignorância, dor, sofrimento e depois pânico, choque, revolta e vingança, nenhuma - Tia Rá disse NENHUMA, ok? logo isso inclui essa piriguete mirim da Chloe Morta que está interpretando Carrie na refilmagem  - atriz seria capaz de casar tão bem quanto o aspecto frágil e sofrido de Sissy Spacek.  Indicada ao Oscar merecidamente, Spacek consegue passar todas as camadas da personagem, fazendo de Carrie não uma X-Men (Oi?), mas trazendo para a tela o reflexo dos abusos morais, psicológicos e maus tratos impostos pela mãe Margareth (Piper Laurie).

Se Spacek se garante perfeitamente como Carrie - e De Palma sabe explorá-la com sua câmera -  Piper garante uma Margareth tão doida das ideias que tranca a menina dentro dum quarto pra se livrar dos pecados, gente!!! Como lidar com aquela cabeleira de bruxa dessa louca? Como lidar com aquelas sessões de exorcismo espancamento  da menina?! TENSO. Para completar, Carrie é adolescente, está ficando mocinha, tá com a piriquitinha querendo voar, e mamãe psicopata não quer que Carrie vire uma mulher. As duas começam a sair no tapa, discutirem, se engalfinharem e Carrie, ciente dos seus poderes paranormais, começa a usá-los de maneira a se impor até o momento principal do filme. O baile.

O baile... Tudo parece tão lindo, como um sonho para Carrie, até que vem o banho de sangue de porco e... OMG. Carrie dá uma de Fenix Negra e se rebela contra tudo tocando terror e queimando todo mundo numa fogueira santa de dar inveja ao Bispo Edir Macedo!!! #QUEIMA JEOVÁ!

Em tempo de debates sobre Bullyng, Carrie continua ainda mais atual. Desconte a parte ficção da coisa - uma menina com poderes paranormais (cê jura, minha tia?) porque tio De Palma, quando ainda prestava, dá ao filme um tom de metáfora e cria um painel de uma geração baseado no livro de Stephen King (que é diferente, em síntese, do filme, aliás). Carrie reflete a busca por uma identidade, a do ser adolescente, uma necessidade de autoafirmação e de descoberta (sexual?) que todos possuem nessa fase da vida - e por isso é tão fácil de se ver nela. Quem é que não queria ter o poder de tocar terror naquele mala que te enchia o saco na escola ou naquela patricinha piranha metida de nariz empinado só com a mente, gente? HAHAHAHA!

E o final, bom. Vocês já sabem, tia Rá já ensinou pra vocês. O pecado nunca morre

DESCE!

Não desce nada, só vai descer santo com um balde de sangue de porco em sua cabeça se você não parar de se lamentar e correr para rever ou ver esse clássico absoluto do gênero. Carrie é paradigmática, é Before Carrie, After Carrie, entendem? É vingativa, poderosa, é Fenix Negra, é evolução, é d-i-v-a demais!!!

Preste atenção:

Olha o spoiler chegando!!! 

Na cena da morte da mãe de Carrie. A mulher goza morrendo, é isso mesmo produção?! Sexo, violência, terror e religião, tudo junto, na figura daquela bruxa louca de braços abertos que nem Jesus Cristo! TENSO!

No flopado John Travolta, em começo de carreira, na Nancy Allen, desaparecida desde Robocop, e na Amy Irving (aka, ex mulher do Tio Spielberg).

Cotação: 5/5

FILME COMPLETO (DUBLADO)





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