sábado, 13 de outubro de 2012

Contra o tempo - 2011 (Source Code - 2011)



Título Original: Source Code
Ano de lançamento: 2011
Direção: Duncan Jones
Roteiro: Ben Ripley
Elenco: Jake Gyllenhall, Michelle Monaghan, Vera Farmiga
Sinopse: Contra o Tempo conta a história de um soldado, Stevens (Gyllenhaal) que faz parte de um programa experimental do governo para investigar um atentado terrorista. Um dia ele acorda num corpo desconhecido, é forçado a viver e reviver uma angustiante explosão de trem até que consiga encontrar o responsável pelo atentado.


Por Jason

Eu me deparei com essa produção sem esperar muita coisa. O que me chamou nela foi o nome de Duncan Jones - do, esse sim surpreendente,"Lunar", uma vez que tinha assistido este e tinha apreciado. Aqui, Jones cria um filme de ação interessante, bem dirigido, mas com falhas gritantes de roteiro e atuações capengas. 



Vale a pena?
Não espere muito, o filme não tem um festival de efeitos especiais para quem curte e o roteiro nem sempre é coeso. O que segura é o interesse para descobrir a resolução da trama - e quem realmente é Stevens (Jake Gyllenhall). A parte em que o soldado Stevens assume a identidade de uma pessoa e tem apenas oito minutos para descobrir quem colocou uma bomba num trem a caminho para Chicago é interessante. É através dela que vamos conhecendo mais sobre o soldado, preso dentro de uma cápsula, onde mantém contato com sua supervisora através de um monitor -  Vera Farmiga, a melhor do time de atores. 


Stevens - e o espectador - acabam descobrindo que fazem parte de um projeto do governo em que, através de uma tecnologia, é possível acessar a mente de uma pessoa morta - suas memórias -, desde que haja massa encefálica suficiente para isso. A montagem é boa, dá ritmo ao filme, com boa ação, e que passa rápido - reparem que são poucos os cenários e variações dos mesmos, o que precisa mesmo de ritmo para segurar o interesse do espectador. O final também é interessante e é revelador quando conhecemos a verdadeira situação de Stevens - não só física como mental.



E a parte ruim?
O pior mesmo é o roteiro. É que ele explica que, para invadir a mente de uma pessoa, é necessário uma parte da massa  cerebral intacta e apenas as memórias são acessadas. O problema é que Stevens vai além disso e o filme não explica como ele consegue agir dessa forma, uma vez que a pessoa que cedeu a memória depois de morta não fez coisas nem interagiu com pessoas que ele interage (logo, ela não tem as memórias daquilo). Estaria ele invadindo outras áreas do cérebro de uma pessoa morta?! Difícil de engolir.


Na mistura e confusão que o roteiro faz, o espectador pode pensar se tratar de um filme de viagem no tempo (Stevens manda uma mensagem do celular para a sua supervisora, evitando o atentado, mas parece que ele não pede o número dela em momento algum (!)), de realidade paralela (teria este fato citado realmente acontecido ou era coisa da mente dele, pelo desejo de salvar aquelas pessoas?) - o que vai de encontro ao que é explicado nele. O fato de ele mandar uma mensagem para a sua supervisora também é questionável pelo simples motivo de que os dois se conheceram naquela condição - ele dentro da cápsula, ela no monitor - e o projeto antes do atentado não estava em vigência. Confuso? Complicado? Não, é furo do roteiro mesmo.

Há uma mensagem e uma cena clichê - a da câmera que paralisa justamente perto do final, mostrando todos os passageiros felizes, com aquela moral mais rodada que pneu de caminhão velho - a de que as pessoas devem aproveitar o máximo de tempo que tem enquanto estão vivas para serem felizes. E o fato de Stevens continuar vivendo na mente e corpo de outra pessoa complica ainda mais a ideia inicial que era simples e bem elaborada. Por fim, o casal Jake Gyllenhaal e Michele Monaghan não funcionam. Ela parece uma anêmona, não passa emoção alguma e ele, apesar dos esforços, é desinteressante e fica muito aquém da performance que se espera de um herói de ação. 

Cotação: 2/5

Filme compacto, ficção com ideia interessante, mas mal executada, prejudicada pelos furos do roteiro e pelo elenco irregular - cabe a Vera Farmiga salvar o time, atuando com uma câmera na sua cara, passando o emocional ao espectador através de expressões faciais e olhares. O filme também serve para reafirmar a boa capacidade de direção de Duncan Jones, seja no uso de recursos, seja na direção de atores. 

TRAILER



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