sábado, 6 de outubro de 2012

Louca Obsessão (1990) - Misery (1990)




Título Original: Misery
Ano de lançamento: 1990
Direção: Rob Reiner
Roteiro: Barry Sonnenfeld, Gloria Gresham, Stephen King, William Goldman
Elenco: Kathy Bates, James Caan, Lauren Bacall
Sinopse: Paul Sheldon (James Caan) é um escritor famoso que sofre um acidente de carro, sendo socorrido por uma enfermeira (Kathy Bates) que se autodenomina sua fã número um. Ela o leva para sua casa e passa a cuidá-lo. Mas, ao ler os originais do novo livro do escritor, percebe que sua personalidade predileta será morta, fazendo com que sua personalidade doentia se revele. Sem poder se locomover, Sheldon se vê à mercê das loucuras da "fã".


Por Jason

Após um acidente de carro no meio de uma nevasca, o escritor Paul Sheldon (James Caan) é salvo pela adorável Annie (Kathy Bates). Annie, enfermeira, se mostra cuidadosa com Paul, usando de seus conhecimentos para tratar dos ferimentos até que ele se recupere em sua própria casa, no meio do nada no interior gelado dos EUA. Annie é sua declarada fã número 1 e decorou todos os livros da série de sucesso escrita por Paul Sheldon, "Misery". 

Aos poucos, porém, Paul começa a perceber que há algo de errado com Annie. Sem poder andar devido aos graves ferimentos nas pernas e com o ombro quebrado, Paul começa a notar que Annie parece sofrer distúrbios psiquiátricos. Tem um acesso de fúria repentina por causa da linguagem do livro, revela que o estava perseguindo muito tempo antes e tem uma acesso de loucura que vai despertar a psicopata dentro dela ao saber que sua personagem favorita está morta. É mais ou menos como se Stephanie Meyer resolvesse matar Jacob e Edward ou revelasse que os dois são homossexuais no livro final de Twilight, iniciando uma onda de atentado de morte entre o bando de Crepusculetes neuróticas, gente! 

Paralelo a isso, o sumiço de Paul deixam a filha dele e a agente literária  (Lauren Bacall, ótima) aflitos. O velho xerife daquele beco de fim de mundo, que no começo se revela incompetente (e cujo pecado é a burrice), decide investigar o caso com sua mulher ao mesmo tempo em que Paul começa a tentar escapar do cárcere privado, temendo pela sua vida e pelos surtos cada vez mais maiores de Annie - e se usando de psicologia para poder driblar a situação.

"Louca Obsessão" é um filme simples, baseado na obra de Stephen King, Misery, lançada três anos antes. Ele se passa praticamente todo dentro do quarto e da casa em que Paul está preso. A trama policial é capenga - e os personagens secundários acabam mal resolvidos (nota-se a deficiência na resolução do personagem da esposa do xerife - que some da trama no terceiro ato - e do próprio xerife, por exemplo). A direção de Rob Reiner ("Harry e Sally", "Conta comigo") é econômica, direta, com uso de música subindo para criar suspense, quase clichê. O diferencial, contudo, está na confiança e na qualidade dos seus atores. James Caan está bem na pele do sofrido Paul, mas é Kathy Bates o ponto extraordinário do filme, numa dessas performances em que o Oscar simplesmente acertou em cheio ao premiá-la. 

Toda vez que Annie entra em cena, não se sabe como estará o estado psicológico da personagem, o que só aumenta a tensão no espectador. Em uma cena, ela entra no quarto para forçar Paul a queimar o novo livro dele que ainda não foi publicado. Não satisfeita com a recusa de Paul, a louca joga combustível sobre ele disposta a queimá-lo com a obra. Na sequência, ela está feliz e contente comprando presentes para agradar o ídolo. Na próxima, ela já está completamente psicótica, forçando o escritor a escrever uma nova história para a sua personagem favorita. Na seguinte, ela se irrita completamente por ser contrariada por ele por causa de uma resma de papel. Mais tarde, como uma fã apaixonada, está saltitante e toda empolgada com o novo destino do personagem. Por fim, com um enorme martelo, quebra os pés do escritor para que ele não saia do quarto (uma vez que ela, detalhista, percebeu as tentativas frustradas de fuga dele). O horror e o suspense do filme vem justamente desta oscilação psicológica de Annie. E nesse contexto, a performance de Kathy é simplesmente soberba. 

Atriz maiúscula, Bates é capaz de imprimir um perfil psicológico para a sua personagem se usando até de uma expressão facial (não a toa, o diretor opta por closes em seu rosto durante essas cenas, percebam) - seus acessos repentinos de fúria e de felicidade, como um transtorno bipolar, são impressionantes. Os detalhes que ela invoca para mostrar a sua psicose (a arrumação da casa, o pinguim de cerâmica), e sua obsessão não só pelo escritor mas também pelos crimes anteriores que cometeu (os recortes de jornais) são perfeitos. Ao mesmo tempo em que o maltrata, a Annie de Kathy Bates consegue revelar nos gestos e no sorriso um cuidado especial com Paul, afinal, ela precisa dele para realizar a obra final de sua personagem. O que virá depois disso, no entanto, o espectador já sabe - e cabe a ele torcer para que Paul se saia bem do inexorável destino da psicopata. 

Tamanho empenho só poderia resultar em uma produção genial.


Cotação: 4/5



Kathy Bates é uma monstra atuando. Prova disso é que sua interpretação continua irretocável mais de vinte anos depois e é o motivo pelo qual o filme continua sendo um bom suspense. 

2 comentários:

  1. Galera achei o filme dublado em 720p, Otma qualidade pelo MEGA,
    LINK:
    https://mega.co.nz/#F!c5B1AbBa!1-MUMoYwi5ZyL6EL9zIdaA

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