sábado, 20 de outubro de 2012

Mar em fúria - 2000 (The perfect storm - 2000)



Título Original: The Perfect Storm
Ano de lançamento: 2000
Direção: Wolfgang Petersen
Roteiro: Sebastian Junger, William D. Wittliff
Elenco: George Clooney, Mark Wahlberg, Mary Elizabeth Mastrontonio, Diane Lane
Sinopse: Outubro de 1991. Acontecia a "tempestade perfeita", uma combinação de fatores tão rara que acontece apenas uma vez por século. Com ondas do tamanho de prédios de dez andares e ventos a quase 200 km/h, poucas pessoas a viram e sobreviveram para contar história. Até que os tripulantes do Andrea Gail, um barco de pesca comercial, se viu bem no centro deste gigantesco inferno em alto-mar.

Por Tia Rá!

Tia Rá teve o prazer de ver Mar em fúria no cinema, no dia de sua estreia. A sensação que teve ao sair do filme foi a de uma tentativa de assassinato por afogamento tamanho espetáculo proporcionado pelos efeitos visuais espetaculares da produção. Eu estava chocada e confesso que dei aquela chorada básica no final, toda entupida de lágrimas e soluçando que nem uma criança idiota. Afe.

Porque, meu bem, você pode não gostar do filme, você pode dizer que é clichê, você pode esnobar, mas uma coisa ainda é certa: passado tanto tempo de estreia, Mar em fúria é um desses casos de filmes cuja técnica teimosa que é o inferno insiste em não envelhecer por estar adiante do seu tempo. Eu particularmente acho que o filme está ali naquele bolo de produções como Terminator 2, Twister, Jurassic Park, Matrix, dentre outros. É o cinema de aventura, ação e catástrofe elevado a enésima potência.

Prepara o barquinho, chama por Deus, se segura que lá vem água e VEM COMIGOOOOOO!!!

SOBE!

Porque o inferno, meu bem, é feito de água! O filme impressiona, ainda assusta, e já se vão mais de uma década desde o seu lançamento (!). A equipe de efeitos visuais e sonoros arrasou nos seus departamentos, criando os efeitos especiais complexos e realistas para mostrar a tormenta marítima e a sua fúria devastadora. A direção segura de Petersen sabe como entrar no meio do caos e levar o espectador para a loucura da mamãe natureza, onde tudo é atirado no espectador como se este estivesse realmente dentro do mais puro caos marítimo. O barco sacode, o navio sacode, o helicóptero sacode, o avião sacode, cai, explode, vira, gente pula na água, cai na água, volta, morre, volta, morre de novo, volta mais uma vez - me socorre que eu zonza OH MY GOD! Petersen cria um festival de emoções no espectador, do tédio, ao chocante, passando pela comoção, pelo medo, desconfiança, pavor, drama, amor, tudo junto, como numa montanha russa - e isso é ótimo, gostem ou não. 

A trilha sonora — de James Horner, conhecido e premiado por Titanic —, apesar de sem muita criatividade e soar repetitivamente quase todo o filme, cumpre sua função nos momentos de ação e de drama. É tanta onda gigante, tanto vento, tanto sacolejo, tanto trovão, raio, tanta pancada, tanta água na cara que ao final do filme Tia Rá saiu da sessão toda encharcada.

O fato de ser baseado em fatos reais - o furacão realmente aconteceu em 1991 - e ver aquele pobre barquinho Andrea Gail com sua tripulação no meio daquele inferno - o filme sugere o que aconteceu com eles, até porque ninguém voltou daquele apocalipse vivo né povo... - não deixa o espectador fingir que não se importa com aqueles homens corajosos, o que garante metade do êxito da produção.

DESCE!

George Clooney como capitão de embarcação pesqueira? Pausa dramática.

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk 

Ok, deixemos pra lá, até porque Clooney não compromete, mas não ajuda em nada. As véia taradas pira nele. Mas é que também tem o Mark Walbrega, né povo? E Mark é aquele caso típico de quem tem que comer muito feijão com farinha cinematográfica pra convencer. Mas pensemos pelo lado positivo... Podia ser pior né? (queriam o Ben Affleck. OI?). Tem também a flopada azarada desaparecida da Mary Elizabeth Mastrontonio, cuja carreira atolou - e a eterna esposa traída do “Highlander”, a Diane Lane, de enfeite. Ninguém tá atuando ali realmente, vamo' combiná - e olha que Tia Rá tá sendo boazinha... 

E o roteiro. O roteiro, gente. COMOLIDAR COM ELE? No meio do confronto daquelas pobres almas perdidas naquela porra da tormenta,  você toda cagada de tensão, de medo, horror, pavor, rezando três Ave Maria seguidas, suando frio, toda molhada, torcendo por aquele povo naquele inferno e de repente... vem um monte de gente e entra na trama pra... NADA! O que é isso, gente?! Quem quer saber de um barco que tá perdido no meio do nada com umas piriguetes que deveriam morrer por lá mesmo, quando a gente tá roendo as unhas e toda zonza com tanta onda batendo no Andrea Gail?! Quem quer saber o quanto a guarda costeira tem homens sedosos, bonitos e corajosos? (que trabalho ingrato do cão, aliás...). Desconte a trama de amor capenga do filme que não funciona e a tentativa frustrada de se criar alguma intriga e briga entre os personagens secundários.

A própria tormenta dos tripulantes do barquinho já seria o bastante para render um filmaço - ou pelo menos um filme melhor do que ele é. Se fosse para focar em outro drama, ou outro grupo de pessoas, o roteiro que explorasse quem ficou em terra e que, como se sabe, também comeu o pão que o diabo nem quis amassar com o furacão. Mas colocar personagens de paraquedas no meio da trama, sem que saibamos de onde vêm nem para onde vão, sem desenvolvimento de personagens, sem passado, sem nada que nos vincule a ele, só pra criar barriga na trama e render cenas de mortes, é cortar tesão TOTAL! Não sou obrigada, gente!!! 

Cotação: 3,5/5

Vale, ainda, e muito, pelos efeitos especiais realistas que enchem os olhos e deixa a boca aberta, pelo drama daqueles homens que foram no inferno e ficaram por lá mesmo e pela ação eletrizante. 

TRAILER


2 comentários:

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