quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Não tenha medo do escuro 2010 - (Don't be afraid of the dark - 2010)


Título Original: Don't Be Afraid of the Dark
Ano de lançamento: 2010
Direção: Troy Nixey
Roteiro: Guillermo del Toro, Matthew Robbins, Nigel McKeand
Elenco: 
Bailee Madison (Sally Hirst)

Dylan Young (Homunculi)
Edwina Ritchard (Miss Winter)

Garry (I) McDonald (Emerson Blackwood)

Guy Pearce (Alex Hirst)
Jack Thompson (Harris)
Julia Blake (I) (Mrs. Underhill)
Katie Holmes (Kim)

Sinopse: o longa é centrado numa jovem garotinha, enviada para viver com seu pai e sua nova namorada, que acaba descobrindo sinistras criaturas que vivem embaixo das escadas na nova casa. Ela fica fascinada por elas, até que elas se provam perigosas. O pai, um autor frustado pelas histórias da filha, não acredita nos tais monstros, nem depois que a sua namorada passa a acreditar na garota.



Por Tia Rá!

Vocês não sabem o quanto eu, a tia mais linda de todos vocês, fiquei horrorizada quando terminei de ver essa porcaria produção. Não, meus queridos, eu não estava com horror daquelas criaturas fofas - estou adotando agora mesmo uma ninhada delas para exterminar várias biscates e crianças choronas, mimadas e irritantes da vizinhança! hahahaha!

O problema meldels é que o filme criou uma boa expectativa no primeiro ato, e quando chegou ao final eu me perguntei: que bosta é essa?

Olha gente, o filme até que começa bem, sabia? Se segura como pode até o momento em que as miniaturas de orcs com cara de gremlins aparecem. Tem boa fotografia - a casa em que a trama se passa é bem iluminada -, e o filme tem boa direção de arte e cenários - reparem no jardim, que Tia Rá ficou cagada de medo só de olhar -, um prólogo bem filmado e que induziu tia Rá aqui a ficar pensando mil e uma coisas sobre as criaturas malignas. A parte em que a menina precisa provar que não é fantasia ou coisa da imaginação dela para os adultos também é interessante - clichê vagabundo, mas ainda assim interessante, viu? Claro, tem aquela cena em que Tia Rá vibrou feito uma louca desesperada, soltou fogos e dançou kuduro quando a Kim (Katie Holmes) vai literalmente para o buraco! Sou Team Criaturas desde novinha! 

Porque a Katie Holmes, meus amores, é uma porcaria atuando e tem aquela voz de pata choca que é trash. Katie passa o filme todo fazendo cara de paisagem. Cadê o pânico, querida? Cadê a dramatização? O desespero? O horror? A insossa não consegue passar emoção alguma! E  claro, tem coisa pior no filme - a menina Sally Hurst (interpretada por Bailee Madison) é insuportável e mimada, e não ajuda em nada o fato de a atriz não ter carisma algum. Eu particularmente acredito que o pai dela teria feito melhor negócio jogando a menina para as criaturas devorarem a piriguete mirim logo. O que uns bons tapas não fazem, né gente? PELA LEI PARA SURRAR CRIANÇAS ANTIPÁTICAS JÁ! Já pode espancar essa guria trash, gente? Não sou obrigada. Afe.  

O filme também não se decide entre fábula, filme de monstro, horror, suspense, mistério, drama familiar, Maria do Bairro ou tudo junto. A parte do drama da moleca e da falta de ligação com a madrasta e o pai se perde de um jeito que ninguém nota, lá no meio do filme. As criaturinhas horrorosas comedoras de dentes e de guris que deveriam ser escondidas para prepararem um final digno aparecem no meio do caminho e TODO O PESO do filme simplesmente se dilui - criando situações até cômicas, no melhor estilo trash mesmo. Tome correria debaixo da mesa para brigar com os gremlins (oi?), na biblioteca (sério?), no quarto (hum rum), no banheiro (really?), no porão (a-hã), na sala de estar (cê jura, tia?), na garagem (hã?), tem barraco em tudo que é porra de lugar (COMOASSIMGENTE???). Toda a atmosfera criada até ali se esvai pelo ralo, restando ao espectador apenas torcer para que as criaturas destrocem logo a só para frisar mais uma vez, insuportável da guria e a paquiderme da Katie Holmes.

O filme foi baseado no telefilme de mesmo título, escrito por Nigel McKeand em 1973, e coube ao maravilhoso Guilhermo Del Toro adaptá-lo e produzir. Ao menos o filme não massacra o espectador por muito tempo - é curto, dá pra ver numa sessão da tarde quando não se tem nada para fazer - e tem produção caprichada no visual, o que ajuda a empurrar a trama antes que o espectador fuja dela. Tirando isso, é uma bomba de fedor total.

Cotação: 1,5/5

Ver Katie Holmes sofrer sempre me agrada, mas o que o filme entrega não é metade do que se espera dele. Atestado de flop O horror, o horror!

TRAILER


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