sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O enigma de outro mundo - 1982 (The thing - 1982)



Título Original: The Thing
Ano de lançamento: 1982
Direção: John Carpenter
Roteiro: Bill Lancaster, John W. Campbell Jr.
Elenco: Kurt Russell, Peter Maloney, Keith David, Charles Hallahan
Sinopse: Antártica, inverno de 1982. Na remota Estação 4 do Instituto Nacional de Ciências dos Estados Unidos estão 12 homens (cientistas e operários), que observam com espanto um norueguês tentar de todas as maneiras matar um cão, tanto que invade a estação e atira até nos americanos, mas é morto. O helicóptero, que trouxe o intruso, explode, matando os outros tripulantes e a razão daquilo fica sem explicação. Após isto o cachorro fica na base e os americanos começam a querer saber o que realmente aconteceu. O piloto de helicóptero J.R MacReady (Kurt Russell) se oferece para viajar até a base norueguesa e tentar achar alguma explicação. Chegando lá descobrem que o local foi destruído e descobrem um corpo mutilado, que parece de uma pessoa. Eles o levam para a base americana para ser estudado e só então surgem pistas do acontecido, pois o cachorro se transforma em uma terrível criatura que ataca os pesquisadores. Gradativamente concluem que estão diante de um alienígena, que pode se transformar em uma cópia exata das suas vítimas. Isto significa que membros da equipe podem ser mortos e a cópia assumir o lugar deles.




Por Jason

A primeira vez que vi O enigma do outro mundo foi numa dessas sessões noturnas da Tv aberta. A ideia que eu tinha era a pior possível a respeito do filme, que eu classificava apenas como um trash insignificante ou "alguma coisa" do Carpenter. Ao final do filme, no entanto, eu estava redondamente enganado - e fui incrivelmente tomado pelo clima de mistério, horror, suspense e claustrofobia do filme ao ponto de ter roído todas as minhas unhas e ter ficado em êxtase. 

O filme me despertou uma tenebrosa ansiedade de voltar aquele mundo gelado e sombrio da Antártida em que os homens estão cercados de perigos, desconfiança, paranoia, uma criatura de outro mundo - e muito terror. Apesar de seus efeitos especiais terem envelhecido demais - e as atuações precárias - o filme segura a atenção do começo ao fim pela trama bem amarrada e pela direção incrivelmente segura de Carpenter. Na época de seu lançamento, O enigma do outro mundo foi bastante criticado, mas o tempo se encarregou de deixá-lo num lugar de destaque no gênero de ficção e horror - merecidamente.   

Sobe!

A trama é simples, paranoica, claustrofóbica, mas é tão bem conduzida que consegue disfarçar os hoje já envelhecidos efeitos especiais. É um filme tão bem conduzido que seu ritmo também não envelheceu nada. Há um clima de horror e suspense que perpetua toda a produção, porque não se sabe de onde vem nem onde o perigo está, uma vez que a criatura se disfarça com a aparência da pessoa que ela emula. Ou seja, comece a roer as unhas e a chamar por Deus e por todos os santos que o troço é TENSO! 

A fotografia é um ponto chave no filme. Preste atenção nas alterações de cores dos ambientes - do cinza, do nevoento, passando para os interiores da base, até a noite gelada na Antártida  e na espetacular cena dos cães presos no canil, em que efeitos especiais se unem a iluminação para criarem uma sequência bizarra e pavorosa. A já antológica sequência de autópsia da criatura, filmada maravilhosamente bem por Carpenter, é um dos pontos altos do filme. E o que dizer da cena da cabeça? Ou das cenas em que a criatura não consegue mimetizar por completo o personagem Bennings? Bizarro, grotesco e gore.

Preste atenção na cena em que o cão encontra um dos homens da base, o espectador tem que perceber quem está faltando no grupo, já que os outros membros da equipe estão em outro lugar e Carpenter esconde quem é. Os efeitos sonoros ajudam a criar o clima de horror e a trilha sonora de Ennio Morricone dispensa apresentações. É ora sombria, ora tensa e tenebrosa, como o clima empregador por Carpenter para o filme.


Desce!

Kurt Russell nunca prestou. Aqui, ele emprega toda a sua canastrice em prol do seu personagem e quase nunca convence - mas o ator se salva por dar simpatia ao seu personagem.  Há momentos em que ele mesmo pode ser suspeito de ser a coisa do título original do filme, o que só alimenta a loucura - e protagoniza outra cena antológica, o teste de sangue. Aliás, não espere atuação digna de ninguém a não ser das criaturas bizarras emborrachadas em que os pobres humanos acabam transformados. A sequência final é um golpe baixo dos efeitos especiais vistos hoje em dia, porque o monstro traz uma animação grotesca, com movimentos ordinários que despertam risos. Desconte também os bonecos animatrônicos, o sangue falso em profusão no meio de tanta nojeira de gosmas melequentas e seja feliz.


Cotação: 4/5

Clássico, O enigma do outro mundo é uma versão melhor realizada do conto de ficção e horror Who Goes There? que também inspirou um filme de ficção de 1951, O monstro do Ártico -, e que tratava de uma espécie de planta vampiro atacando exploradores no Alasca. Quem viu, vale a pena ver de novo e quem não viu, vá sem medo!

TRAILER



4 comentários:

  1. Adorei o filme, não gostei foi dos seus comentários.

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  2. Filme de macho que não se faz mas hoje em dia, de homens resolvendo problemas, ainda bem que temos esse filme porque não assisto os filmes atuais que me dão nojo!

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