terça-feira, 2 de outubro de 2012

O Massacre da Serra Elétrica, O início (2006) - The Texas Chainsaw Massacre The Beginning (2006)


Título original: The Texas Chainsaw Massacre - The beginning
Ano de lançamento: 2006
Direção: Jonathan Liebesman
Roteiro: David J. Schow, Lukas Ettlin, Marian Ceo, Sheldon Turner
Elenco:
Allison Marich (Young Luda Mae)
Andrew Bryniarski (Thomas Hewitt/Leatherface)
Cyia Batten (Alex)
Diora Baird (Bailey)
Emily Kaye (Biker Chick)
Jordana Brewster (Chrissie)
Kathy Lamkin (Tea Lady)
L.A. Calkins (Leslie Calkins)
Lee Tergesen (Holden)
Lew Temple (Sheriff Winston)
Marcus H. Nelson (Marcus Nelson)
Marietta Marich (Luda Mae)
Matt Bomer (Matt Bomer)
R. Lee Ermey (Sheriff Hoyt)
Taylor Handley (Dean)
Terrence Evans (Monty)
Tim De Zarn (Tim deZarn)
Sinopse: Thomas Lewitt (Andrew Bryniarski) nasceu em um parto complicado, no chão de um abatedouro no Texas. Ele é salvo por Luda Mae Hewitt (Marietta Marich) e passa a ser criado também pelo xerife Hoyt (R. Lee Ermey), Montgomery (Terrence Evans) e Henrietta. Thomas tem uma vida violenta, repleta de abusos físicos e emocionais, o que o faz se tornar o assassino Leatherface ao crescer. Quando dois jovens a passeio com suas namoradas se perdem, eles se tornam suas primeiras vítimas.


Por Tia Rá, a toda boa.

E Tia Rá, polêmica, politicamente incorreta, bagaceira e baixo astral volta do mundo dos mortos para dar sapatada em mais um filme podreira e aterrorizar sua irmã Lady Rá. Olha, o caso de filme esquizofrênico e ordinário aqui em questão é sério, é grave, é sintomático. Tomei até algumas aspirinas depois de ver isso porque estou com dor de cabeça da fotografia palosa (palosa = horrorosa) desse filme. 

Preparem seus diazepans, engulam o gardenal, se dopem de anfetamina cambada e VEM COMIGOOOOOOOOOOO!

Por que você deve ver isso mesmo?

Por nada, não perca seu tempo. Vá ler um livro, visitar sua avó, fazer um bolo, vá namorar, jogar bola. Vá viver peste e vê se passa longe disso, pelo amor de Jeová!!! Aproveita enquanto é jovem e com tudo em cima e aproveita as horas livres que você perderia com essa tragédia. Existe vida lá fora, acredite. Deixe essa parte de ver essas bagaceiras comigo que já estou acostumada com isso. Pense no que você pode fazer com os minutos preciosos de sua vida ao invés de ficar diante de uma porcaria cinematográfica como essa. É trash.

Por que não tia? Diz que sim, diz que sim, diz que sim!

Não. Jamais. Em hipótese alguma veja essa coisa.

Olha meus bebês, eu confesso que eu gosto da refilmagem de Marcus Nispel para "O massacre da Serra Elétrica" de 1974, aquela refilmagem interessante de 2003 com a Jessica Biel. Não é um marco cinematográfico, vá lá, e o Nispel vem capengando mais do que acertando, mas há estilo ali, há suspense, horror. Eu mesma me caguei toda a primeira vez que eu vi o filme na década passada e fiquei horrorizada, chocada, queria tirar a roupa, sair matando todo mundo, correndo, gritando, pedindo socorro. E naquela cena em que a biscate se esconde no armário? Eu gritei, me descabelei, me joguei no chão, parecia uma louca, bêbada, desesperada, aflita, nervosa, roendo as unhas, torcendo pra piriguete escapar! Aquilo foi tenso, gente!

Mas o caso desse "O sonífero da serra elétrica - o início" é absurdo. Ele existe apenas para tentar fazer lucro em cima de uma franquia de horror conhecida do público, o mesmo que encheu os cofres do estúdio com o primeiro filme, que teve relativo sucesso a um custo baixíssimo. A fórmula é a mesma da anterior e a de sempre desses filmes: jovens sensuais, bonitos - e muito burros -, se perdem numa estrada qualquer no meio do nada - com o diferencial que aqui sofrem acidente. Logo são aprisionados e torturados pelo falso xerife Hoyt (Lee Ermey, que tia Rá ama desde que teve um caso com o personagem dele em Nascido para Matar) e caçados pelo vilão Leatherface até que morrem. Fim.

O diretor dessa bagaça é Jonathan Liebesman, do horrível “Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles” e do mais recente fracasso “Fúria de Titãs 2”. A pergunta que rodou a minha cabeça o tempo todo durante o filme foi: Jonathan Lésbica, querido, você conhece outro tom de fotografia para seus filmes que não seja essa coisa cor de terra escura e sujeira que você acha bonito mas é podre? Vamo combiná, né amigo... já deu!

Já funcionou um dia, agora não tem mais razão de existir. Cansa. Jonathan não sabe criar tensão. Ele confia em seus atores e todos eles são péssimos - e o caso de Jordana Brewster é o mais sufocante. A mulher passa o tempo todo fazendo cara de nada. Sua personagem não consegue conexão com o espectador porque a atriz é uma lesma, rastejando para lá e para cá, com sua atuação preguiçosa e forçada. Eu gritava "GRITA, CA$&%*(¨%! FAZ CARA DE DRAMA! CHORAAAAA!" e a escrota com cara de quem tá com dor de barriga sem ter um pinico por perto pra se aliviar? O QUE É ISSO, GENTE????  


Pior que ela, só o roteiro do filme. Um filme em que não se torce nem para o vilão de tão ordinário que é, nem para a heroína por ser insignificante, nem deveria sair do papel. Nesse "O massacre da piriguete elétrica" há buracos e coisas tão desastrosas no roteiro que chegam a chocar. Há cenas e personagens que não acrescentam em nada - a do motoqueiro que surge do nada, some e volta de uma hora para outra - apenas para morrer - é uma bizarrice de script; a cena do corte das pernas com uma serra de um dos familiares do vilão serviu para quê mesmo? Só para mostrar que o Leatherface é furioso e faz um banho de sangue com a própria família? Ooooooooooooooi??? Não ajuda o fato dos jovens bonitos, sensuais e muito burros serem torturados praticamente o filme todo. Para morrerem depois das maneiras mais idiotas possíveis. Falta de criatividade total.

Uma das coisas legais do filme original é justamente o fato de que, independente de ser um assassino serial, Leatherface é um psicopata, humano, não uma entidade infernal. O próprio Leatherface aqui aparece numa imagem tão desgastada que assume a proporção de um Jason da Sexta Feira 13, correndo de um lado para outro, sendo golpeado por toda uma sorte de facas, garfos, talheres, máquinas, OVNIS e o que tiver ao alcance dos jovens bonitos, sensuais e muito burros e ele continua ali, de boa, como se nada tivesse acontecido, basicamente se teletransportando de um lugar para outro. 

E o ápice: a cena em que o personagem Dean tem a opção de matar o xerife que o torturou - em sequências péssimas, diga-se de passagem - o filme todo, acorda da droga e, como num passe de mágica, descobre que a Chrissie foi se esconder no abatedouro - para morrer por lá.  Como ele descobriu, se ela correu sem gritar, sem avisar, NADA? Combinaram antes e Tia Rá aqui, com meus óculos de sete graus de miopia, não viu? Falta uma faixa no DVD? Contato telepático? Clarividência? Cartomancia? Macumba? Mãe Dináh? Sexta, no Globo Repórter.

Para afundar de vez, só matando a heroína no final. E não é que eles fizeram isso mesmo, gente?

Cotação: 0/5

O HORROR, O HORROR ELEVADO A ENÉSIMA POTÊNCIA! QUEIMEM ESSA PORCARIA EM PRAÇA PÚBLICA!



TRAILER



Um comentário:

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