sábado, 6 de outubro de 2012

Poltergeist 2 O outro lado - 1986 (Poltergeist The Other Side - 1986)




Título Original: Poltergeist II: The Other Side
Ano lançamento: 1986
Direção: Brian Gibson 
Roteiro: Mark Victor, Michael Grais
Elenco: Heather O'Rourke, JoBeth Williams, Craig T. Nelson, Zelda Rubinstein
Sinopse: A família Freeling se muda em uma tentativa de se recuperar do trauma causado pelo seqüestro de Carol Anne (Heather O'Rourke) pela Besta. No entanto, ela não será descartada assim tão facilmente. Assim, a Besta reaparece como o Reverendo Kane (Julian Beck), um religioso que foi responsável pela morte de muitos dos seus seguidores. O objetivo da Besta ter Carol Anne, mas para isto precisa ser mais forte que o amor da família dela, que se uniu a uma mediúnica que já os tinha ajudado no passado e a um sábio índio.

Por Tia Rá

Maresia, sente a maresia...
Quando a Tia Rá aqui está disposta a dar sapatada em filme vagabundo, minha gente, ninguém consegue controlar essa louca! E o caso do filme aqui em questão, desta vez, é complicado até de entender - e me deixa muito, mas muito P*** DA VIDA - porque não se trata de um filme original, mas de uma continuação - e uma continuação de um sucesso que EU AMO. Ou seja, os produtores dessa bagaceira tinham tudo para fazer um filme com um nível mais elevado do que o primeiro (trama para isso e recursos é o que não faltavam, né produçãooooo?!) mas o resultado é tão desastroso que transformaram o filme em uma bomba nuclear.

Então, prepara o aparato antirradiação, engole as cápsulas de iodo, abre as portas do abrigo nuclear minha gente, e vem distribuir sapatada COMIGOOOOO!!!! 

- Minha Tia, eu preciso ver isso?

Tia Rá antes da plástica
Só vale pela curiosidade de ver o destino da família Freeling, depois de metralhada por espíritos assustadores do sucesso Poltergeist O fenômeno, dirigido por Tobe Hooper e produzido por Steven Spielberg. Quem for atrás de um terror de luxo do mesmo nível vai se deparar com uma bagaceira trash com alto grau radioativo. Porque Tia Rá sofre de esquizofrenia, é louca, meu bem, mas não é idiota, tá?! Filme ruim comigo é assim, sapatada na hora! 

- Por quê não, minha tia?! Dá uma chance, dá um descontinho, vai!

Vamos parar um pouco para refletir? 

Você está vendo um filme de espíritos, certo? Poltergeist = espíritos aprontando todas (alguém aqui duvida disso?). Mas no meio dessa bagaceira, a protagonista tem um pesadelo em que é puxada para debaixo da terra por zumbis (oi?), o protagonista vomita um monstro verminoso (hã?) que vira uma hidra (sério?) e que volta pro inferno com um CUSPE! (WHAAAATTT??) 

O_O

Você não leu errado, UM CUSPE! Todo esse desastre nuclear foi realizado pelo diretor Brian Gibson (diretor do excelente “Tina” e produtor do interessante “Frida”) falecido em 2004. Ele faz com que a direção se foque no uso de efeitos especiais maciços o tempo todo, o que descarateriza qualquer possibilidade de suspense ou de terror. Por esse motivo, o filme, lançado como continuação, parece dez anos mais velho que o antecessor (!). 

E o que dizer da minha queridíssima prima Tangina? Tangina, que no primeiro filme era apenas uma médium capaz de entender o que estava acontecendo na casa dos Freeling e, ao aguçar o amor da família, livrar a guria loirinha com cara de boneca Carol Anne dos espíritos malignos, aqui se transforma em vidente, cabocla, parapsicóloga, macumbeira e mãe de santo, capaz de atribuir a mãe de família, Diane Freeling, um back to the past repentino - em que a mesma descobre ser clarividente. 

Não é a mamãe!
Sério, gente. A mulher, do nada, é clarividente. De repente, alguém bate na sua porta, fala algumas palavras, e diz: você é clarividente! OLHA QUE LEGAL ISSO! WAIT! Como assim, meu povo?! Que droga foi essa que esses roteiristas usaram?! 

Sim, porque só pode ser um artifício barato de roteiro, apenas para contar a história do reverendo Henry Kane, ou a Besta, como ela é conhecida no filme, que atormenta a pobre Carol Anne desde os tempos em que ele era encosto de uma sociedade religiosa - e descobrir que havia um cemitério antigo embaixo da casa da família Freeling, o que desencadeou toda aquela tragédia do primeiro filme. Mas é que no meio de toda essa avacalhação ainda temos o... índio! 

Ah, eu gosto do papel dele, sabe gente... É o mais trash de todos. Dono de sabedoria de botequim, encanta borboletas, faz uma fogueira santa de dar inveja ao Bispo Edir Macedo, fuma um baseado, viaja na erva e teletransporta uma lança de um mundo a outro para matar a Besta (!). É isso mesmo, produção?! Reparem também na personagem da mãe de Diane! A mulher entra de paraquedas na bagaça, some de repente depois de morrer e volta para ajudar a família no além. 

Aliás, não tenho palavras para definir tal estado em que fiquei ao ver a sequência final, em que o filme muda o tom completamente, os atores, voando no chroma key parecem rir de toda essa palhaçada e se cria um cenário do além túmulo capaz de deixar Tia Rá horrorizada com tamanha pobreza.

Chuta pra longe essa macumba.

Cotação: 0/5

Tia Rá nunca se recuperou do choque de ver essa podreira. TÁ AMARRADO EM NOME DO SENHOR!



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